a luz azul que sai da tv
23, junho 23UTC 2007 às 11:20 am | Publicado em marcelino pão & suco | 4 ComentáriosSobre a Igreja que não fala de Deus.

(Clique na imagem para visualizá-la melhor)
o palhaço e o frentista
17, junho 17UTC 2007 às 9:28 am | Publicado em cotidiano | 3 ComentáriosCARtoon de Andy Singer
“Quanto mais pobre é o circo, mais enfeitado é o palhaço.”
Há quem insista sobre a importância de usar um crucifixo no peito, terno e gravata no mercado, carro para comprar um pãozinho fresco e título de doutor para que mencionem seu nome.
Particularmente acredito que todos deveriam andar apenas de pijamas, pelo seu evidente conforto. Mas, sem radicalismos, confesso que a gravata sempre me deu, literalmente, um nó na garganta.
Engraçado como quem realmente é bom no que faz não se preocupa em querer parecer bom. Recentemente assisti a um simpósio sobre neurobiologia da memória, que contava com os maiores nomes da área no Brasil e do exterior. Todos que apresentaram seus trabalhos eram, sem excessão, pós-doutores. Em dois dias de simpósio se ouvi a palavra “doutor” duas vezes foi muito. Lá os pós-doutores eram tratados por Ivan, Jorge, Gilberto… E não usavam gravata (às vezes nem camisa social).
Em uma ocasião, uma senhora com cara de tia-avó, roupas pra lá de comuns e mais de 70 anos nas costas pegou o microfone. Tudo levava a crer que ela falaria da importância de se usar blusa fora de casa para não pegar uma gripe. Indo um pouco mais além, falou sobre a internalização de receptores glutamatérgicos no neurôno pós-sináptico durante a depressão de longa duração. Um achado que ela mesma descobriu em suas pesquisas.
Esta capacidade de surpreender considero muito mais importante que uma (muitas vezes falsa) impressão inicial baseada na roupa, no automóvel ou no título. Impressionante como muitos médicos, advogados e engenheiros se ofendem quando não são chamados de doutor sem, às vezes, sequer terem feito uma especialização. Enquanto que os verdadeiros doutores (os que passaram pelo doutorado) via de regra não estão nem aí para o título.
Aliás, quem quiser um título desses basta abastecer o carro e ouvir do frentista:
- Vai quanto de gasolina aí, doutor?
meandros
14, junho 14UTC 2007 às 4:48 pm | Publicado em sem categoria melhor | 2 ComentáriosDepois da crise de identidade, nada como voltar às origens. Este é um desenho de uns dois anos atrás, quando planejava como seria este blogue. De alguma forma, acho que acertei.
E chega de piada interna. Se acreditasse no Inconsciente freudiano, diria que as últimas foram tão internas que nem meu Ego entendeu.
meliante
13, junho 13UTC 2007 às 8:54 am | Publicado em sem categoria melhor | 3 ComentáriosAtendendo a milhares de pedidos.
Alguma outra sugestão para esta crise de identidade?
melindres
12, junho 12UTC 2007 às 3:54 pm | Publicado em sem categoria melhor | 3 Comentários
Se, por um lado, tem saído umas discussões acaloradas neste espaço e o recorde de audiência tenha sido alcançado, por outro lado os meandros nunca estiveram tão parados.
Curva de rio só existe com o rio em movimento. Por isso (e para não ferir a suscetibilidade de ninguém) resolvei trocar de nome o blogue. Que tal?!
aí vem o Chavez
6, junho 06UTC 2007 às 10:34 am | Publicado em cotidiano | 5 ComentáriosOk. Vamos lá.
Depois do presidente venezuelano Hugo Chavez não renovar a concessão da RCTV e de uma semana de muita polêmica, acusações e papagaiadas, não tomei uma posição clara sobre este assunto.
Conheço a Venezuela (e a RCTV) apenas de ouvir falar. Ou seja, não conheço. Qualquer opinião pessoal seria, no mínimo, sem fundamento suficiente. E se por um lado a atitude do governo pode ser entendida como um cerceamento à liberdade de imprensa ao calar uma voz oposicionista, por outro lado concessões de TV são públicas e o Estado está no direito de renovar (ou não) se entender que a emissora realmente presta serviço (ou não) à população.
Dizem que a RCTV representava a opinião de uma elite venezuelana (que vive em Miami) e que apoiou, por exemplo, o mal sucedido Golpe de Estado que tentou derrubar o presidente em 2002. Mas, retirando o lado político, não ouvi ninguém dizer da qualidade da programação…
Olhemos para este argumento e para o que bem conhecemos. Já pensou se o Lula não renovasse a concessão da Globo? Que sonho!
Retirando o lado político (se você ainda não viu o famoso documentário da BBC “Além do Cidadão Kane“, sobre o lado negro da Globo, veja!), a Globo não mereceria ficar no ar pelo seu padrão de qualidade. Imaginemos (sonhemos!) alguém sentiria falta dos comentários da Mírian Leitão ou do Arnaldo Jabor? Das confusões da Sessão da Tarde? Das novas velhas receitas da Ana Maria Braga? Das previsíveis entrevistas do Jô? Da auto-referência do Vídeo-Show? Do jornalismo Homer Simpson do William Bonner? Das novelas?
Bom, das novelas, sim. Muita gente sentiria falta. Mas isto até se desintoxicarem.
E nem digo que as pessoas precisariam ler um livro ou mudar para um canal pago. Poderiam, por exemplo, conversar (que tal?!) ou mesmo dar uma zapeada pelos canais da tv aberta.
Tem um, por exemplo, que tem programas com uma qualidade incrível, o Futura. Mas, peraí, o Futura não é produzido pela Globo? É. Sinal de que não querem colocar programas de qualidade de propósito, pois sabem fazê-los. A Rede Globo e o Canal Futura são uma espécie de “bate e assopra” das organizações do Roberto Marinho (que só faltou ser canonizado quando morreu e é o principal responsável pela imbecilidade no Brasil).
O argumento de sempre é o da audiência. O povo quer porcaria. Dá-se porcaria. O povo aprende a consumir porcaria. O povo continua querendo porcaria. Um velho círculo vicioso. O que se faz com um círculo vicioso? Quebra-se!
Que tal, Lula?
Repito, não custa sonhar. Um outro mundo é possível.
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