telemarketing e chimarrão
3, Dezembro 03UTC 2007 at 8:20 pm | In sem categoria melhor | 2 CommentsTira do macanudo Liniers. (Diariamente, aqui.)
Não gosto de trotes. Acho muito grosseiro e ofensivo. Mas toda regra tem sua excessão (inclusive esta). Por isso tenho me divertido muito ultimamente ouvindo os trotes do Willmutt.
A idéia é muito simples e genial! O Cleiton Giovanni Kurtz, um morador de Marechal Cândido Rondon, interpreta um colono alemão humilde e ingênuo que liga para algumas grandes empresas e outras não tão grandes (ou recebe ligações delas) e interage com os operadores de telemarketing.
A graça está na autenticidade do personagem (seu sotaque, suas falas, sua espontaneidade) contrastando com o rigor do, via de regra, roteiro rígido dos atendentes. Interessante também como desmascara a intenção das empresas que querem vender linhas de crédito, premiações forjadas ou simplesmente lucrar (mantendo a ligação que desligariam há tempos só porque o cliente sinalizou que tem dinheiro).
Mas eu gosto especialmente do momento que o personagem, para agradecer o atendimento, convida o operador para aparecer em sua casa e comer um caldo de galo-do-pescoço-pelado, umas bolachas pintadas, tomar um chimarrão à sombra do pé de abacate…
Em que pese o estresse que os atendentes de telemarketing sofrem e a maneira artificial (e, por vezes, inumana) que muitas empresas tratam seus clientes, talvez esteja na hora mesmo de tomarem um chimarrão com o Willmutt.
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