vem aí…

14, Maio 14e 2008 at 9:47 pm | In curitiba | No Comments

Repetindo o sucesso do do Desafio Intermodal do ano passado, eis que surge o

Aguardem! (Mais informações aqui, aqui e aqui)

acredite se puder

13, Maio 13e 2008 at 2:54 pm | In curitiba | 6 Comments

Paladium. O nome me lembra duas coisas homônimas: a primeira é um personagem de um excelente programa infantil da década de 90 e a segunda é um shopping recém inaugurado em Curitiba.

Jaca Paladium apresentava o impagável quadro “Acredite se puder” na TV Colosso, a melhor coisa que a Globo fez nas últimas décadas em termos de programação infantil entre as incontáveis versões de programas da loira-gaúcha-com-sotaque-carioca-atriz -de-filme-pornô-com-criancinha, novelas infantis que destroem o melhor da literatura infantil nacional e comentários imbecilóides antes dos desenhos animados. Neste quadro o personagem apresentava proposições esdrúxulas (geralmente da Nova Zelândia) e forçava seus telespectadores a acreditarem nelas utilizando excelentes argumentos, como pode se observar no vídeo abaixo.

Palladium também é o nome do novo maior empreendimento de Curitiba. Um shopping gigantesco que abriu sem alvará (ou com um “alvará provisório”, como queiram) e com um documento de 5 páginas com irregularidades apontadas pelos bombeiros, segundo a CBN. Ontem a nova vistoria não encontrou irregularidades importantes e deu um prazo de oito meses para ir corrigindo os eventuais erros sem prejudicar o faturamento. A impressão que tenho é que uma mercearia nova não teria tanta chance assim.

Uma previsão famosa que acontece há várias décadas e que sempre volta aqui na cidade é que um importante shopping vai desmoronar. Todo mundo pensa que se trata do shopping Müller que, embora tenha sido construído sobre o rio Ivo, insiste em permanecer de pé. Yo no creo en las brujas, pero… vai que acertaram o fato com antecedência e erraram o shopping?! Não vou querer estar lá para estar protegido com medidas de segurança provisórias. Por isso tão cedo não piso no Palladium (ao menos até a inauguração do IMAX, que ninguém é de ferro, só o Tony Stark).

Em ambos os “Paladiuns” há uma argumentação pra lá de forçada. Mas nestes tempos paradoxais que vivemos, nada melhor que do medidas urbanas para facilitar a presença daquele que é o templo perfeito da festa capetalista do aumento de consumo sem o aumento da renda.

Ah, que saudades do Paulo Paulada.

campeão de novo

4, Maio 04e 2008 at 9:46 pm | In cotidiano | 6 Comments

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Meus posts sobre futebol são os menos lidos. Mas não tem problema.

Não vou perder a oportunidade de exaltar o Coritiba, o atual campeão paranaense e, praticamente em tempo real, postar sua gloriosa chegada no Alto da Glória!

bebê a bordo

4, Maio 04e 2008 at 8:44 pm | In curitiba | 4 Comments

caos e ordem

2, Maio 02e 2008 at 6:13 pm | In cotidiano | 1 Comment

Um dos meus cartuns preferidos do Quino.

Estou precisando de uma diarista destas…

cabeça tubarão

1, Maio 01e 2008 at 11:24 am | In literatura | 3 Comments

É fácil fazer citações e referências. O difícil é costurá-las e deixar a colcha de retalhos coerente, coesa e natural. O livro de estréia de Steven Hall, “Cabeça Tubarão” consegue fazer isto muito bem e deixá-lo modernoso com muito bom gosto.

O livro tem referências diretas e indiretas a outras obras de literatura como as de Jorge Luis Borges, Jonathan Safran Foer, Lewis Carroll; filmes como Amnésia, Matrix, Tubarão, Casablanca e incontáveis citações de outras mídias como música e seriados de TV, numa miríade bem interessante de cultura pop. Mas, como convém na neo-pós-modernidade, a leitura do livro em si não basta. Parte da graça está (como para quem assiste ao seriado Lost) em discutir o livro na internet, ver seus vídeos no YouTube, participar de blogues específicos e encontrar capítulos “perdidos”. E funciona!

Eric Sanderson, o protagonista, é um amnésico que acorda sem identidade e começa a receber cartas de si mesmo no passado. E se vê num dilema entre acreditar que o que causou sua perda de memória foi um tubarão conceitual (!) que se alimenta das experiências humanas (hipótese lançada por si mesmo no passado) ou a amnésia dissociativa originada por um grande trauma causado pela morte de sua namorada (hipótese lançada pela médica que foi indicada por si mesmo no passado). E o dilema continua entre continuar lendo as cartas que chegam periodicamente e embarcar no que parece ser uma loucura muito bem construída ou levar uma vida normal dividindo as tardes chatas apenas com seu gato.

Esta primeira parte do livro é, sem dúvida, a melhor. É como escutar os discos do Tim Maia em sua fase “Racional”. A forma é excelente, é a melhor fase do Tim Maia em sua musicalidade. Pode-se descartar as letras que a melodia já é suficientemente boa! No entanto fica a dúvida: e se livro “Universo em Desencanto” que o Tim insiste para que seja lido esteja certo mesmo? E se a “Imunização Racional” é exatamente o que estou precisando? A dúvida, como diria Descartes, é sempre salutar.

Pois bem, nas partes seguintes do livro uma posição é claramente tomada, fazendo com que a narrativa perca um pouco sua força. Mas fica outra dúvida interessante até o seu enigmático final: o que é realidade e o que é ficção. Como o “Labirinto do Fauno“, há argumentos para que qualquer lado possa se armar e render uma boa discussão.

Não demora o próprio livro estará em outras mídias: sua adaptação cinematográfica logo estará sendo produzida. E ganchos para continuações estarão presentes. Não duvido que uma série e que bonequinhos articulados logo sejam produzidos. Nada mais pop. Mas é um pop dos melhores.

Ah, destaque para tradução da Vanessa Bárbara, uma blogueira de mão cheia. Outra pessoa não poderia ter feito melhor.

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