calçada, ciclovia ou estacionamento?

17, Junho 17UTC 2008 at 6:50 pm | In curitiba | 2 Comments

Não basta a mentira de que a prefeitura duplicou o número de ciclovias (na verdade calçadas compartilhadas). E nem a avalanche de carros que aumenta a cada dia nas ruas de Curitiba, para a alegria das montadoras e revendedoras de automóveis, que batem recordes acima de recordes no faturamento. Os automóveis e caminhões resolveram também tomar o espaço das calçadas compartilhadas (ou ciclovia, se você for da prefeitura)!

Um dos caminhos que costumo fazer de bicicleta para trabalhar é a ciclovia que segue a rua Aluízio Finzetto, paralela à av. Marechal Floriano, no Prado Velho, entre a PUC e a BR 116 (que um dia será a prometida e demorada linha-verde). Mesmo com a péssima manutenção dada à ciclovia (muito bem mostrado pelo Divo aqui na sua radiografia nua e crua), prefiro pedalar no seu trajeto plano cheio de curvas do que enfrentar a reta cheia de subidas da canaleta do expresso.

O fato é que é raro o dia em que não haja algum carro das concessionárias e revendedoras (que fazem frente com a Marechal e fundos com a ciclovia) estacionado obstruindo ou impedindo a passagem de pedestres e ciclistas.

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As lojas de automóveis usam o estacionamento na parte de trás e, quando este está cheio, usam também a ciclovia como se esta fosse seu quintal.

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Com sorte, não só os carros ocupam a pista, como um caminhão cegonha inteiro, junto com seus filhotes.

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E isto segue com as ciclovias adjacentes a esta, em um desrespeito explícito do artigo 48 e 181 do Código de Trânsito Brasileiro.

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Mais do mesmo, em outra ciclovia:

Até onde o carros ocuparão o lugar das pessoas na cidade? Ou, em outras palavras, até onde deixaremos?

2 Comentários »

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  1. As ciclovias no Brasil são um papo furado enorme. Até as famosas, cantadas e decantadas ciclovias da orla carioca já viraram há muito estacionamento de vendedor de gelo. Uma lástima!! Como é bom se deslocar de bicicleta!

  2. Assim fica fácil duplicar, é bem cômodo para a prefeitura. Curitiba tem concessionárias demais. Os ciclistas e pedestres, que já possuem espaço reduzido, ainda precisam desviar de automóveis e até de cegonhas. Achei engraçado quando passamos de 1 milhão de automóveis na cidade, as pessoas batiam no peito, como se aquilo fosse motivo de orgulho.


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