campeão de novo

4, Maio 04e 2008 at 9:46 pm | In cotidiano | 6 Comments

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Meus posts sobre futebol são os menos lidos. Mas não tem problema.

Não vou perder a oportunidade de exaltar o Coritiba, o atual campeão paranaense e, praticamente em tempo real, postar sua gloriosa chegada no Alto da Glória!

caos e ordem

2, Maio 02e 2008 at 6:13 pm | In cotidiano | 1 Comment

Um dos meus cartuns preferidos do Quino.

Estou precisando de uma diarista destas…

respire

30, Abril 30e 2008 at 7:47 am | In cotidiano | 2 Comments

(Clique na imagem para animá-la)

Movimentando a foto do estrangeiro burro no melhor estilo do Zoo Bizarro.

feliz páscoa!

23, Março 23e 2008 at 9:16 am | In cotidiano | 7 Comments

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(A partir do excelente logotipo do CEPA

 Não poderia escrever nada melhor para esta data do que já escreveu o catatau.

Feliz Páscoa!

água torneiral

22, Março 22e 2008 at 11:59 am | In cotidiano | 10 Comments

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Depois de quase trocar totalmente todas as viagens de carro por viagens de bicicleta, de quase me tornar um vegetariano e de quase negar todas as sacolas de plástico oferecidas, decidi tomar outra atitude ecológica quase-radical. Passei a beber somente água da torneira.

Vários amigos já tinham comentado que a água torneiral é potável, com vantagens inclusive sobre a água mineral. Notícias recentes de movimentos na Europa e nos Estados Unidos para diminuir o consumo de água engarrafada aliada com o tamanha do garrafão incopatível com o tamanho da minha cozinha e uma boa dose de pregüiça para encomendar novas entregas a cada semana foram determinantes para tomar a decisão.

Quais as vantagens? A primeira é o preço e a comodidade. Uns dois minutos a menos de banho pagam incontáveis copos d´água. E é simples como abrir a torneira. Outra vantagem é a chance menor de contaminação. Sim! Diferentemente da água mineral, a torneiral é tratada. Isto vai contra nossa cultura que afirma que tudo o que é público é ruim e que a opção privada é melhor. Mas, no caso da água, a observação diz outra coisa. Já deixou um galão de água mineral parado por um mês? Ele vai esverdeando de dentro para fora e água fica com um gosto “de velha”. Com a água torneiral isto não ocorre, por se tratar de água tratada. Ao contrário, quanto mais tempo a água ficar parada (em jarras ou pequenas garrafas), menor fica o gosto de cloro presente (este gosto aliás, que é o que justamente elimina os microorganismos indesejáveis, fica imperceptível depois de pouco tempo bebendo da fonte da torneira).

E outra, na troca de galão é sempre necessário fazer uma assepsia completa pois ele passou por vários caminhões e várias mãos até chegar o seu destino. A água da torneira já chega limpinha (claro que a manutenção da caixa d´água é muito recomendada). Quem garante isto, no caso de Curitiba e região, é a Sanepar, que realiza análises periódicas e sempre disponibiliza os relatórios.

Outra vantagem ainda é a questão ecológica envolvida. Beber a água pública é não fomentar o transporte (às vezes de centenas de quilômetros) que traria mais poluição e mesmo o desgaste de nossas estradas. Por que pedir algo de longe que já está ao nosso alcance? (E tem ainda as garrafinhas de plástico, que na maior parte das vezes vão parar no lixão comum, o que é pior ainda.)

Ah, sim, o filtro. Ele não parece necessário já que sua principal ação, a bactericida, é inócua visto que a água que passa por ele já não tem bactérias. E, além disso, segundo o Inmetro a qualidade dos filtros existentes é preocupante principalmente pela grande variabilidade de propostas e por não existirem normas nacionais que regulamente os filtros domésticos. Mais um gasto a menos.

Ainda outro ponto a considerar. Recentemente a Rede Globo exibiu algumas reportagens afirmando que, nos Estados Unidos, foram detectados a presença de substâncias químicas provenientes de remédios eliminados pela urina, como anti-depressivos e hormônios. Isto me pareceu bastante apropriado neste momento em que as campanhas por lá pedem maior consumo de água torneiral. Um lobby das empresas de garrafinhas? De qualquer modo, as próprias reportagens alertam que a quantidade é muito pequena e se desconhecem os efeitos (mesmo a longo prazo) nos seres humanos.

Estou bebendo água da torneira há pouco mais de um mês. Não morri, não fiquei doente (nem uma diarréia sequer), não começaram a nascer mais pelos e, muito menos, a brotar pequenos peitinhos. Ao contrário, passei a beber mais água, o que é muito mais saudável!

Taí, neste dia da água é esta a reflexão que quero trazer. Um dos milagres da vida moderna é possuir água potável tão ao alcance que precisamos ensinar às crianças que isto não é tão fácil assim. Quem sabe não é hora de valorizarmos isto e beber mais água da torneira? É o que tenho feito quando posso. Ou quase.

breves reflexões futebolísticas

17, Fevereiro 17e 2008 at 8:11 pm | In cotidiano | 1 Comment

Como torcedor do Coritiba, digo que é meio incômodo ver o principal adversário, o Clube Atlético Paranaense, fazer uma goleada com oito gols ao atingir o próprio recorde de 11 vitórias seguidas, imitando a formação de 1949 que deu ao time o apelido de Furacão. Mas é verdade, uma verdade… inconveniente.

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No entanto, vale uma breve reflexão futebolística. Nos times brasileiros, mesmo nos maiores, há duas classes de atletas. Os jogadores jovens, que buscam serem chamados de revelações, e os jogadores veteranos, já em fim de carreira. Assim que um jogador fica bom é vendido para o exterior para retornar quando seu padrão fica aquém de seus colegas.

Assim, enquanto lá fora a coisa fica cada vez mais artificial e comercial, aqui o futebol fica com qualidade pior. E ganha não quem tem os melhores jogadores (ou menos piores), mas quem tem bons diretores e técnicos que conseguem trabalhar com uma equipe, dando coesão aos 11 em campo.

Que é o caso do Atlético agora. Até que o clima mude, o que não é difícil em Curitiba. E aí todos sabem, depois da tempestade…

todo carnaval tem seu fim

6, Fevereiro 06e 2008 at 1:23 pm | In cotidiano | 3 Comments

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Todo ano a conversa era a mesma:

“Agora, depois do Carnaval, é que o Brasil começa a funcionar.”

Mas neste ano, até agora, não ouvi isto nenhuma vez. Provavelmente porque os festejos da carne caíram no começo de fevereiro. Ouvi, ao contrário, o papo estranho de que a data deveria ser fixa, afinal esta história de mudar o maior feriado de acordo com interesses religiosos estaria ferindo os sagrados interesses econômicos.

Mas se, em todo caso, é agora que o Brasil começa a realmente funcionar, coincidiu nosso ano novo funcional com o ano novo chinês. 2008 é o ano do rato.

Não sei quanto ao rato, mas os humanos brasleiros vão trabalhar mais. Além da maioria dos feriados caírem nos finais de semana (a essa altura todos já estão sabendo disto), 2008 também é ano bissexto. Um 29 de fevereiro em uma sexta-feira, um dia de trabalho a mais.

Quem sabe no final do ano desta vez não escutemos tanto o famoso:

“Nossa, como esse ano passou depressa!”

revistas e jornais de sacanagens

4, Dezembro 04e 2007 at 7:54 pm | In cotidiano, meandros | 3 Comments

No ano passado a revista Veja publicou em suas páginas uma charge do cartunista gaúcho Santiago, que realizava uma interessante crítica à revista. O detalhe é que a Veja publicava sem a sua autorização, o que configurava mais uma de suas sacanagens. Lembram?

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Pois bem, novamente o Santiago (um dos melhores profissionais do traço do país, em minha modesta opinião) é alvo de mais uma sacanagem. E das grandes. De acordo com o Blog dos Quadrinhos, o Jornal do Comércio vetou suas charges e o demitiu depois de charges como esta:

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O principal argumento para a demissão é que ele não poderia fazer um desenho sobre o lucro já que o jornal não era contra o lucro. Eita, sei de coisas bem parecidas na didadura… E viva o mercado com seus lucros pornográficos!

Bastante pertinente o comentário do Orlando Pedroso, outro dos grandes, retirado do Blog dos Quadrinhos:

eu não poderia jamais defender qualquer ato de censura, especialmente dentro da imprensa. mas, tentando preservar o distanciamento que o tempo nos dá, pro bem ou pro mal, a censura da ditadura tinha, digamos, uma ideologia. ela tinha uma meta que era impedir o avanço comunista no brasil. o que me parece hoje e, especialmente agora com essa dispensa lamentável de profissionais de primeira linha, é que a maioria dos jornais está se lascando para censura ou não desde que seus tablóides lhes sirvam como balcão de negócios. a ideologia é o mercado e nada mais burro que isso. se jornais se tornam cada vez mais classificadões de construtoras, cadernos de serviços em geral, nada mais óbvio que dispensar a opinião de jornalistas e chargistas. se olharmos pela ótica do mercado, isso não é censura mas sim “adequação”. eles não servem mais, são escanteados. é uma pena. salvo as honrosas exceções, jornais não sabem mais pra que servem. trazem pela manhã notícias requentadas e deixaram os textos analíticos pra trás por falta de leitores interessados. talvez ainda forrem gaiolas. sendo assim, jornais não precisam de chargistas e, muito provavelmente, às duras penas chargistas deverão dar a volta, re-inventar a roda e descobrir que também não precisam mais deles.

Deixo agora a palavra com próprio autor por sua charge publicada no dia de hoje no A Charge Online.

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Santiago, boa sorte em seus novos meandros…

parabéns, coxa!

12, Outubro 12e 2007 at 9:53 pm | In cotidiano, curitiba | No Comments

Quem me conhece, estranha. De opositor ao futebol, gradualmente fui ficando indiferente, interessado, muito interessado… até me tornar o assíduo freqüentador de partidas do Coritiba como estou hoje.

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Aproveitado a boa maré em que o time se encontra (líder série B, praticamente classificado para subir novamente à 1ª divisão), vale lembrar que hoje o Coxa completa 98 anos de existência e que, especialmente sua torcida (que tem lotado todos os últimos jogos em casa), está de parabéns!

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Clique na imagem para ampliá-la.

Quem diria que, em um dia como hoje, eu deixaria a padroeira do Brasil e as crianças de lado para comentar sobre futebol.

É… as pessoas mudam. Até eu me estranho!

as sacolas que enchem o saco

27, Setembro 27e 2007 at 6:08 pm | In cotidiano | 11 Comments

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Não é de hoje a discussão sobre o que fazer com as sacolas plásticas. Depois que os supermercados substituíram os recicláveis e biodegradáveis sacos de celulose pelas anti-ecológicas sacolinhas feitas de petróleo a natureza nunca mais foi a mesma e a solução está mais difícil do que pode parecer.

As sacolas plásticas que vão para o lixo comum não se decompõem. Ao menos não em um tempo aceitável. Se o Pedro Álvares Cabral tivesse trazido suas compras de Portugal em sacolas plásticas, só agora elas estariam se desmanchando de verdade. E o lixo, mesmo orgânico, que fica dentro delas também demora anos para apodrecer e virar adubo.

Agora existem as tais sacolas oxibiodegradáveis. Elas prometem se decompor no máximo em um ano e meio. Mas não se iludam: ela só esfarela, não se integra ao ambiente natural novamente. Ao invés de um pequeno problema, a sacola vira um milhão de minúsculos problemas que nunca mais vão conseguir ser reunidos.

Vamos dar nome aos bois. Aqui em Curitiba, todos os supermercados trabalham com a sacola tradicional e nenhum deles quis fazê-las nas várias cores diferentes para facilitar a coleta de lixo reciclável alegando um custo alto (seria tão alto assim?). Só o Condor trabalha com as oxibiodegradáveis. E o Festval tem uma loja na Cândido Hartmann com um caixa ecológico. O cliente trás de casa a caixa ou o carrinho de feira e volta com as compras sem as sacolas e sem as… embalagens! Nada mais ecológico: o lixo é destinado ao seu fim desde o supermercado.

Pessoalmente tenho feito assim: negado as sacolas toda vez que posso. Aí vale a mochila, bolsa, pochete (ainda vou escrever um post defendendo seu uso), mala… O lixo orgânico tenho colocado na sacolinha oxibiodegradável (ao menos o conteúdo interno apodrece) e o reciclável nas sacolas normais.

Ainda não é o ideal, mas enquanto as sacolas não voltam a ser totalmente biodegradáveis (como já acontece na Califórnia), creio que é assim o jeito. Alguma sugestão melhor?

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