a trindade do bem
31, Dezembro 31e 2007 at 1:02 pm | In desenhos | 4 CommentsDepois do belíssimo comentário do Eleotério e da trindade do mal, só me resta apresentar o que existe de bom para comprar em nossa sociedade do consumo.

E desejar aos meus queridos leitores que os meandros de 2008 os levem a bons destinos e boas paisagens pelas suas margens.
que fim levou o robin?
6, Dezembro 06e 2007 at 12:26 am | In desenhos | 3 CommentsDepois do sucesso dos meus futuros livros, tenho me dedicado a mais um novo título. Trata-se de um livro de auto-ajuda, mais ou menos na linha de “Jesus, o maior vendedor que já existiu” e “Homer Simpson e a Filosofia Socrática”. Apresento-lhes “Super Carreira: as lições para o mundo corporativo que estão no gibi” e já disponibilizo o primeiro capítulo na íntegra.
CAPÍTULO 1
Há certas marcas que sempre são associadas a outras. Isto também ocorre com as carreiras profissionais. Pensemos no Batman, por exemplo. Impossível não lembrarmos também do seu companheiro Robin.
Mas se engana quem pensa que a vida do garoto-prodígio, pela proximidade de uma figura do grande escalão, tenha sido fácil. Ao contrário. Para começar, o Robin é mais uma função do que uma pessoa, haja vista as diferentes versões que passaram pela vaga.
Dick Grayson, o primeiro Robin, apareceu em 1940 para fazer um contraponto com o Batman. Era comum nesta época os super-heróis possuirem versões mirins (daí vem também o Superboy, ver cap. 12) mas o seu papel na dupla dinâmica ia muito além disso. Enquanto o Batman adotava vestimentas mais sóbrias e discretas, o Robin vestia-se com uma estranha combinação de verde, vermelho e amarelo que certamente distraia os bandidos enquanto o morcegão os pegava por trás. O uniforme carnavalesco até hoje traz problemas para as atuais gerações no cargo.
Órfão de uma família circense, Dick Grayson permaneceu na batcaverna durante muitos anos. Quando o apelido de “garoto” começou a não cair mais tão bem decidiu por sair da sombra do chefe e começar uma nova carreira como Asa Noturna. Mas até hoje presta assessoramentos à Fundação Wayne de combate ao crime.
Nisto surge o segundo Robin, Jason Todd. Órfão e infrator, sofreu muito ao lado do Cavaleiro das Trevas em seu processo de rehabilitação. Teve uma carreira curta pois logo foi morto pelo Coringa, o que só trouxe mais tormento para o Batman, que não soube elaborar o luto (parece que ele tem sérios problemas com isto). Prova disto é que por muito tempo suas roupas foram importante objeto de decoração na Batcaverna.
O terceiro Robin foi Tim Drake. Quando iniciou na função não era órfão, mas esta parece ser a sina de todo Robin. Tendo sido adotado pelo Batman, permaneceu algum tempo ao seu lado e arriscou-se em muitas aventuras solo. Teve seu manto colorido ameaçado por sua namorada, Stephanie Brown, que lhe substitui por um tempo.
A instabilidade no cargo, aliás, parece ser o seu maior problema. Afinal, o Batman hoje está longe de querer trabalhar apenas em dupla. No grupo dos Vigilantes de Gothan podemos incluir, além do atual Robin e do Asa Noturna, também Oráculo, Caçadora, Batgirl, Mulher-Gato e mesmo o Bane, aquele que nos anos 90 havia quebrado a coluna do Batman.
Essa época foi emblemática. Os heróis estavam todos em crise (nas infinitas terras): o Super-Homem morreu, o Aquaman perdeu a mão, o Lanterna Verde ficou psicótico, o Homem-Aranha casou (ah, perdão, isto foi nos anos 80)… Bom, mas quando o Batman estava paralítico, todos esperavam que ele elegesse como seu sucessor seu primeiro e mais maduro discípulo, o Dick Grayson. No entanto Bruce Wayne escolheu Azrael como futuro Batman: um jovem novato que havia caído nas graças do chefe. A falha no recrutamento e seleção para esta importante vaga não podia ter dado outro resultado. Sua atuação como Batman foi pífia e serviu apenas para seu chefe tivesse tempo para se recuperar e reassumir o posto. Azrael morreu logo depois, provavelmente de depressão, sem um programa adequado para a aposentadoria.
Hoje existem boatos que o Batman está para morrer e que um sucessor deverá ficar em seu lugar. Nada mais justo que desta vez quem assuma o manto do morcego seja Dick Grayson. Para seu desespero, no entanto, Jason Todd acaba de voltar dos mundos dos mortos e promete ser o novo Batman, com boas chances disto acontecer.
Bons tempos em que a dupla dinâmica era apenas de dois.
O que podemos aprender com o Robin para o sucesso de nossas carreiras?
1. Seja um empreendedor. Deixe de viver à sombra do chefe, seja o seu próprio chefe. Pois a permanência durante anos apoiando a diretoria não lhe garantirá uma promoção quando houver a oportunidade. Um funcionário novo querido ou um ex-funcionário que volta do nada poderá lhe tirar a cobiçada vaga.
2. Modere sua vestimenta. Uma roupa adequada para o ambiente de trabalho pode não lhe oferecer muitas vantagens, mas com certeza não lhe trará desvantagens. Afinal, mesmo que você adote posteriormente um uniforme mais correto, trabalhar de sapatilhas, shortinho e colant colorido pode abalar sua credibilidade para sempre.
3. Cuide com as más línguas. Mesmo que nunca tenha havido provas suficientes para indicar um relacionamento afetivo/sexual com seu chefe, tome muito cuidado com os boatos dentro da empresa. Principalmente se ele tem uma preferência especial por garotinhos órfãos.
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No próximo capítulo: A Mulher-Maravilha e as vantagens de chegar na empresa pilotando um avião invisível.
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