a lei turra

25, abril 25UTC 2007 às 5:56 pm | Publicado em literatura | 3 Comentários

Você lê o suficiente?

Se você respondeu “não”, sabe o que precisa fazer, leia mais.

Se respondeu “sim”, precisa ler mais. Ou cumprir o que diz a lei do vídeo abaixo.

Este vídeo foi criado e produzido por Luciano Midlej, Filipe Bezerra e Marcos Diniz.

cobra-cega

24, abril 24UTC 2007 às 1:38 am | Publicado em marcelino pão & suco | 7 Comentários

Houve uma época em que o nome desta brincadeira era tão pouco malicioso quanto aquele brinquedo do parquinho… o trepa-trepa.

marcelino-aquecimento-global-3.jpg

(Clique na imagem para ampliá-la)

nãoCity

23, abril 23UTC 2007 às 11:11 am | Publicado em cotidiano | 4 Comentários

simcity.jpg

A primeira vez que conheci uma megalópole foi em 1994. E a impressão que tive de São Paulo foi extremamente lúdica. Não que eu tenha achado a cidade engraçada ou tenha ido ao Playcenter. Foi justamente o contrário.

Explico.

Nesta época no bom e velho 386 lá de casa jogava-se muito um joguinho de estratégia chamado SimCity 2000. Não, não era o jogo do gibi do Frank Miller que recentemente virou filme (este é o Sin City), mas uma simulação de prefeitura: seu objetivo era criar uma cidade a partir mínimos recursos e administrá-la para que ela se tornasse grande (leia-se enorme) e arrecadasse muitos impostos e pudesse se manter economicamente.

O jogo não era muito difícil, mas era interessante. Com um pouco de paciência, logo a sua cidade tinha incontáveis quadras com prédios, fábricas, usinas de energia e alguns parques para disfarçar. E impostos suficientes para fazer o que se quisesse com a cidade. O curioso é que quando a cidade já estava suficientemente grande (e a graça do jogo já começava a ir embora) o procedimento era chamar catástrofes naturais (como enchentes, incêndios, acidente aéreos e até monstros espaciais) e divertir-se tentando controlá-las.

Pois bem, quando vi São Paulo do alto de um edifício eu vi mesmo foi SimCity. Para o lado que eu olhasse haviam quarteirões com prédios altos a perder de vista. Até o horizonte. Era uma cidade grande a espera de uma catástrofe.

Ainda quando visito São Paulo fico com esta forte impressão. E quando leio que pela primeira vez a população urbana supera a rural no mundo percebo que estamos no caminho errado. Não há economia, mobilidade, infra-estrutura, distribuição de alimentos, qualidade de vida e níveis aceitáveis de poluição (existem níveis aceitáveis?) que co-existam adequadamente com grande cidades.

São Paulo, Laos, Tóquio, Nova Iorque, Cidade do México. Por mais diferentes que sejam entre si, as megalópoles são como o mercado de telemarketing. Ninguém gosta, mas cada vez cresce mais.

Talvez esteja na hora do mundo jogar SimFarm.

lostinho

19, abril 19UTC 2007 às 10:17 am | Publicado em desenhos | Deixe um comentário

Poizé, este ano não postei nada ainda sobre meu seriado de TV favorito, o LOST. Eis que está nas bancas uma edição especial dos gibis da Turma da Mônica que faz uma boa paródia da série, o Lostinho. Com direito a flashbacks, recapitulação do episódio anterior, Lostzilla, Outros, escotilhas, números malditos… e por aí vai, no bom e velho bom humor da Turma.
Para quem gosta da Mônica e de Lost, é um prato cheio. Agora, se você não gosta de algum dos dois (ou dois dois), esqueça.

Abaixo a galeira de personagens da revista.

lostinho.jpg

( Clique na imagem para ampliá-la)

 

Só lembrando, já me aventurei também na fórmula Quadrinhos+Lost. Publiquei no ano passado no outro endereço deste blogue as tiras Grostoli on Lost, paródias dos primeiros episódios da 3ª Temporada. Seguem os links para quem ainda não viu:

 

Episódio 1

Episódio 2

Episódio 3

Episódio 4

Episódio 5

Episódio 6

as pedras da praça do japão

18, abril 18UTC 2007 às 8:18 am | Publicado em curitiba de pedra | 1 Comentário

Taí um belo exemplo de zen-vergonhice.

japao.jpg

 (Clique na imagem para ampliá-la)

Agradecimentos à Patrícia que do outro lado do mundo traduziu o piar da estátua.

quem tem ouvidos, ouça

17, abril 17UTC 2007 às 2:06 pm | Publicado em sem categoria melhor | 2 Comentários

 

Até pouco tempo atrás era praticamente impossível assistir filmes nacionais no cinema. Nossas salas de projeção tinham um som tão ruim que deixavam as falas dos personagens ininteligíveis, o que não ocorria com os filmes estrangeiros que já vinham com legenda imbutida.

Os filmes nacionais melhoram e, via de regra, a qualidade do aúdio das salas de cinema também. Todos já conseguem entender um bom filme brasileiro nas telonas…

… ou quase todos. Um interessante projeto de lei prevê a obrigatoriedade de legendas em filmes nacionais e peças de teatros para que a comunidade surda possa, enfim, ter pleno acesso a estes produtos culturais.

novo-1.jpg

Ainda é um projeto e precisa ser aprovado. Para levar esta idéia adiante, assine o abaixo assinado no site da campanha. Afinal, inclusão não pode ser só uma palavra bonita.

geometria crioula

16, abril 16UTC 2007 às 4:57 pm | Publicado em sem categoria melhor | 3 Comentários

 

Repare na simetria entre cavalo e cavaleiro.

E no ângulo perfeito do laço para encontrar o chifre do boi.

crioulo.jpg

 

Agradeço ao Plínio pela foto e advirto:

  • Nenhum animal saiu ferido durante a produção deste post.
  • A identidade do cavaleiro e do boi foram propositadamente mantidas em sigilo. (Já o cavalo não adianta desfocar porque já deve ser muito conhecido por aí.)
  • Rodeio Crioulo não é a mesma coisa que Rodeio Country.
  • Música caipira não é música sertaneja.
  • Vice-versas.

 

 

Mais alguma coisa?

bicicleta

12, abril 12UTC 2007 às 4:44 pm | Publicado em marcelino pão & suco | 2 Comentários

Uma velha (bota velha) piada interpretada graficamente.

marcelino-bicicleta1.jpg

 

(Clique na imagem para ampliá-la.)

monismo ou dualismo?

12, abril 12UTC 2007 às 12:59 pm | Publicado em poesia | 5 Comentários

femur.gif

ACIDENTE NA SALA

movo a perna esquerda
               de mau jeito
e a cabeça do fêmur
               atrita
                no osso da bacia
sofro um tranco
 
e me ouço 
perguntar:
               aconteceu comigo
               ou com meu osso?
 
e outra pergunta:
               eu sou meu osso?
               ou sou somente a mente
que a ele não se junta?
 
e outra:
se osso não pergunta,
               quem pergunta?
alguém que não é osso
        (nem carne)
        em mim habita?
alguém que nunca ouço 
        a não ser quando
        em meu corpo
um osso com outro osso atrita?

Ferreira Gullar

da academia ao boteco

11, abril 11UTC 2007 às 4:17 am | Publicado em educação | 2 Comentários

Um bom texto com autor desconhecido que percorre os meandros de um de meus ditados populares preferidos. Alguém conhece?

l_rapadura2.jpg

Doutorado

O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da ramínea Saccharus officinarum Linneu, 1758, isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e arestas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente a provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera, Linneu, 1758. No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena deformidade que lhe é peculiar.

Mestrado

A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando- se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

Graduação

O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

Ensino Médio

Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

Ensino Fundamental

Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

Sabedoria popular

A rapadura é doce, mas não é mole, não!

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