o papa não é pop

14, maio 14-03:00 2007 às 10:56 pm | Publicado em cotidiano | 4 Comentários

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Agora que o papa já foi embora, podemos fazer um breve balanço de sua visita e do que isto contribuiu para o Brasil e para a Igreja Católica no Brasil.

Penso que pouco. O que mudou foi que o frei Galvão agora pode ser venerado nas celebrações (o rapaz na placa deveria dizer “roga por eu, Galvão”, mas preferi não perder a piada) e que a a Conferência Geral do Episcopado da América Latina (que ele apenas fez o favor de abrir) pode dar novos rumos ao trabalho pastoral.

No mais, nenhuma novidade. Irritava ver a imprensa a toda hora dizer que o papa condenava o aborto e a camisinha. Quando ele falava ou quando deixava de falar disso era essa sempre a mesma manchete. O que esperavam? Que o maior representante da Igreja resolvesse mudar de opinião justamente quando estava viajando? E pior são os comentários: “se a Igreja fosse mais aberta (entenda-se aceitar o aborto e a camisinha) haveriam mais fiéis”. Ué, a religião que mais cresce no mundo (a muçulmana) não é exatamente um exemplo de abertura…

Se o Brasil não mudou muito com o papa, tenho a impressão que o papa talvez tenha mudado um pouco com o Brasil. Não é todo dia que se vê um alemão doutor em teologia carrancudo que trabalhava na Congregação para Doutrina da Fé soltar risos soltos.

Alguém duvida que Deus é brasileiro?

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