esse passarinho vai longe

29, agosto 29UTC 2007 às 8:40 pm | Publicado em desenhos | 2 Comentários

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foi

29, agosto 29UTC 2007 às 7:47 pm | Publicado em desenhos | 2 Comentários

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27 de agosto

27, agosto 27UTC 2007 às 2:32 pm | Publicado em cotidiano | 4 Comentários

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Tira do impagável Bennet

Hoje é o dia do psicólogo!

Parabéns a todos os colegas e estudantes de psicologia que visitam este humilde blogue. E a todos aqueles que também não visitam!

quarta

25, agosto 25UTC 2007 às 7:54 pm | Publicado em histórias verídicas que realmente aconteceram | 5 Comentários

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Quarta-feira. De longe o dia de semana mais árduo no início do meu curso de psicologia. Toda quarta trabalhava de manhã e, graças ao calendário esburacado da federal (que distribuía entre as aulas o maior número de janelas possíveis), freqüentava aulas de tarde e de noite.

22h. Ao final da última aula me dirigi ao ponto final. Corpo exausto, um único pensamento: tomar um banho relaxante quentinho e dormir o merecido sono. Para amenizar o cansaço torci para que pudesse voltar ao menos sentado no ônibus. Ao contar as pessoas na fila concluí que não ia dar. Deu. E sobrou um espaço vago ao meu lado, na última fileira, no fundão.

O motorista demorava para partir. Súbito, entra uma senhora falando alto e de modo incompreensível. “Mais uma louca no ônibus”, foi meu pensamento automático. Mas, ao contrário do que imaginava, ela não disse que poderia estar matando, que poderia estar roubando. E não pediu nada. Pagou a passagem corretamente e passou a catraca. Dirigia-se, contudo, a quase todos do ônibus, falando alto e com sílabas sem sentido. Todos a ignoravam ou repeliam. Olhei fixamente para ela. Olhei para a cadeira do meu lado. Não deu outra. Sentou-se no único banco disponível e dirigiu-se a mim:

– Adassena apia sose japite?

O ônibus partiu. A esta altura, das duas, uma. Ou tentava ignorá-la durante toda a viagem (em torno de meia hora). Ou tentava aproveitar a companhia e interagir. Tentei a segunda opção.

Algumas sílabas arranjadas se repetiam. “Apia” era uma delas. Arrisquei:

– A senhora estava na terapia?

Abriu um largo sorriso e confirmou efusivamente com a cabeça. E dado o sucesso na comunicação, inundou-me com mais algumas dezenas de sílabas. Com um pouco de paciência, tempo e muita “técnica” de tentativa-e-erro descobri que minha companhia voltava, especificamente, da terapia fonoaudiológica e que havia perdido a capacidade de falar corretamente devido a um acidente fazia pouco tempo.

Justamente nesta época na faculdade estava encantado com uma nova disciplina, a neuropsicologia. E naquela mesma semana havia estudado alguns mecanismos neurais envolvidos na linguagem. Tentei organizar meus parcos conhecimentos sobre o assunto e hipotetizei (apenas para mim, obviamente) que aquela senhora podia ser um caso de afasia motora que envolve uma lesão na área de Broca: afinal sua compreensão parecia intacta, mas havia uma visível dificuldade de expressão verbal.

Como se estivesse lendo meus pensamentos, ela tirou da bolsa vários papéis com resultados de exames. Em um deles estava claríssimo: o quadro se devia a um AVC (o popular derrame) na área de Broca do hemisfério esquerdo ocorrido dois meses antes. Ah, agora era eu que abria um largo sorriso! Havia acertado meu primeiro diagnóstico neuropsicológico com base em pouquíssimas informações. (Claro, era sorte de principiante, todos os diagnósticos posteriores foram muito mais difíceis!)

Mas compreendendo sua realidade, a conversa ficou muito mais fácil:

– Já entendi. Quer dizer que a senhora entende tudo que falam, quer falar e não consegue, por mais que se esforce?

A confirmação foi mais efusiva.

– Imagino que os outros até percam a paciência com isso e achem que é outra coisa, não é?

No que ela começou a falar muito e rápido e tirou da bolsa a foto de uma jovem. Novamente com paciência, tempo e “técnica”, entendi que se tratava de sua filha. E que estava muito irritada com o quadro da mãe e chegava a ser agressiva, o que trazia muita mágoa. Quando relatei isso, escorreu uma lágrima no rosto da senhora.

A conversa continuou e a meia hora da viagem de ônibus estava chegando ao fim, meu ponto se aproximava. Despedi-me, dizendo o quando para mim tinha sido prazeroso conhecê-la. Ela segurou firme o meu braço, pediu para que não decesse. E afirmou (a esta altura a compreensão estava muito mais facilitada) que eu havia sido uma das únicas pessoas, incluindo a família, que havia a compreendido nestes dois últimos meses. Devolvi seu olhar de gratidão e, meio contrariado, desci do ônibus.

A necessidade da expressão humana? O quanto um dia não está perdido até o seu término? A importância do conhecimento no combate ao preconceito? Minha predileção pela neuropsicologia que se afirmava? A força de um encontro? Não sei bem o que aprendi nessa quarta. Sei que nunca mais esqueci.

alta filosofia de boteco

22, agosto 22UTC 2007 às 10:43 pm | Publicado em sem categoria melhor | 2 Comentários

 

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Segundo Parmênides:

“O ente é.”

Ao que me pergunto: imagine se não fosse?!

titulação II

19, agosto 19UTC 2007 às 9:35 pm | Publicado em desenhos | 7 Comentários

Depois do enorme sucesso dos livros anteriores e da sugestão do catatau, acabo de lançar (o título) do meu último e derradeiro livro:

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Desta vez a obra versa sobre a experiência mística/espiritual/religiosa. E propõe um sincretismo religioso puro (não esta mistureba generalizada que está por aí). Une o melhor da estética católica com a tradição judaica com a persistência evangélica com o raciocínio ateu com a tranqüilidade budista com a escrita muçulmana com a dúvida agnóstica com o ritmo umbadista e com o colorido animista. E conclui que, embora Deus seja maior do que qualquer religião, Ele é grande, mas não é dois.

E, aproveitando o embalo, uma promoção para levar as obras completas:

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 Em breve as edições de luxo. Aguardem.

bicicleta, arte, mobilidade

15, agosto 15UTC 2007 às 3:47 pm | Publicado em curitiba | 5 Comentários

De uns tempos para cá, tenho me deslocado pela cidade de Curitiba quase que exclusivamente de bicicleta. É mais ecológico, mais econômico, mais saudável. E muito mais divertido!

Para algumas situações o percurso pode até demorar um pouco mais, mas não se perde um segundo sequer. Realizar o percurso com a magrela é, no mínimo, exercitar-se (eu é que não vou pagar para me exercitar numa academia com uma bicicleta que não sai do lugar). Mas é ainda muito mais que isso.

Pedalar é abrir-se à cidade: vê-la, cheirá-la, ouvi-la, senti-la e, sobretudo, interagir com ela. Muito diferente de um deslocamento fechado sobre a proteção dos vidros negros dos automóveis.

Por estas e por outras é que não deixo de divulgar eventos que promovem a cultura da bicicleta na cidade que já possui mais de um milhão de automóveis. Segue a dica abaixo.

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titulação

13, agosto 13UTC 2007 às 10:16 pm | Publicado em desenhos | 7 Comentários

Diz o velho deitado que para uma vida completa e feliz é necessário plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Plantar árvores hoje pela internet é muito fácil (não deixe de contribuir com a neutralização do carbono plantando uma árvore por dia com o SOS Mata Atlântica). Para mim, ter um filho ainda é muito cedo (não são nem dez horas da noite ainda!). Quanto à escrever um livro, cedo ou tarde isto ocorrerá. Por enquanto, embora não tenha sequer alguma linha rascunhada para este fim, já pensei em três bons títulos. Seguem meus futuros best sellers:

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Embora possa decepcionar alguns, penso que informação demais nunca é de menos. A única maneira de saber se o livro corresponde à realidade é lê-lo. O que o tornará, necessariamente, um sucesso editorial baseado na curiosidade do leitor. Leitor que não é curioso não quero para mim: por que alguém buscaria em um livro algo que já sabe? Só me resta saber agora qual será o conteúdo da obra.

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Já este título versará sobre a história e o estado atual das neurociências, derrubando e/ou reafirmando alguns mitos sobre o cérebro. Desde a velha noção de que você só usa 10% da sua cabeça, animal!, até a descoberta recente dos neurônios-espelho e dos recentíssimos neurônios-penteadeira (que além de contribuírem para a auto-imagem, colecionam vidros de perfumes antigos e possuem gavetas para guardar as meias e as cuecas).

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 E, por fim, uma obra que vai na linha editorial de tantas obras de auto-ajuda que relacionam o sucesso emocional/financeiro/espiritual/nutricional das crianças com o desempenho dos pais. A vantagem é que se este livro não auto-ajudar (como dizem os irmãos Bacalhau), ao menos não vai auto-atrapalhar ninguém. Nele serão descritos os resultados de pesquisas sobre estilos parentais e habilidades sociais de filhos de pessoas das mais diversas áreas profissionais tidas pelo senso-comum como permissivas ou repressoras. Só falta a realização das pesquisas. Ah, o livro é de auto-ajuda, esqueci. Mais fácil, podemos deixar as pesquisas de lado.

 

Encomendas?

a volta dos que não foram

13, agosto 13UTC 2007 às 9:47 pm | Publicado em meandros | 1 Comentário

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Depois de quase um mês de ausência não programada, estamos de volta. Demandas do mundo real, preguiça, aridez criativa . Muitos assuntos mereceram um post, mas ficaram a ver navios. Às vezes é bom saber calar.

Assim como é bom saber voltar. Com satisfação volto a dar minha singela contribuição à rede de amigos da blogsfera que tanto me alimenta com as reflexões diárias. Os links aí ao lado estão sempre para serem usados.

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