o dia do curinga

30, setembro 30UTC 2007 às 8:40 pm | Publicado em desenhos | 3 Comentários

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Alguma coisa de errado está errada. E agora?

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as sacolas que enchem o saco

27, setembro 27UTC 2007 às 6:08 pm | Publicado em cotidiano | 13 Comentários
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Não é de hoje a discussão sobre o que fazer com as sacolas plásticas. Depois que os supermercados substituíram os recicláveis e biodegradáveis sacos de celulose pelas anti-ecológicas sacolinhas feitas de petróleo a natureza nunca mais foi a mesma e a solução está mais difícil do que pode parecer.

As sacolas plásticas que vão para o lixo comum não se decompõem. Ao menos não em um tempo aceitável. Se o Pedro Álvares Cabral tivesse trazido suas compras de Portugal em sacolas plásticas, só agora elas estariam se desmanchando de verdade. E o lixo, mesmo orgânico, que fica dentro delas também demora anos para apodrecer e virar adubo.

Agora existem as tais sacolas oxibiodegradáveis. Elas prometem se decompor no máximo em um ano e meio. Mas não se iludam: ela só esfarela, não se integra ao ambiente natural novamente. Ao invés de um pequeno problema, a sacola vira um milhão de minúsculos problemas que nunca mais vão conseguir ser reunidos.

Vamos dar nome aos bois. Aqui em Curitiba, todos os supermercados trabalham com a sacola tradicional e nenhum deles quis fazê-las nas várias cores diferentes para facilitar a coleta de lixo reciclável alegando um custo alto (seria tão alto assim?). Só o Condor trabalha com as oxibiodegradáveis. E o Festval tem uma loja na Cândido Hartmann com um caixa ecológico. O cliente trás de casa a caixa ou o carrinho de feira e volta com as compras sem as sacolas e sem as… embalagens! Nada mais ecológico: o lixo é destinado ao seu fim desde o supermercado.

Pessoalmente tenho feito assim: negado as sacolas toda vez que posso. Aí vale a mochila, bolsa, pochete (ainda vou escrever um post defendendo seu uso, já escrevi!), mala… O lixo orgânico tenho colocado na sacolinha oxibiodegradável (ao menos o conteúdo interno apodrece) e o reciclável nas sacolas normais.

Ainda não é o ideal, mas enquanto as sacolas não voltam a ser totalmente biodegradáveis (como já acontece na Califórnia), creio que é assim o jeito. Alguma sugestão melhor?

semo polaco non semo fraco

25, setembro 25UTC 2007 às 2:47 pm | Publicado em cotidiano | 5 Comentários

 

A dica é do Ulisses Iarochinski e do Solda.

Estou achando que serei um dos primeiros a comprar o livro.

Também lá vai acontecer o laçamento do CD do Isidório Duppa e Vadequinho: “Trator Envenenado”, hilário. Mas desconfio que mais graça mesmo vai achar quem é polaco do Paraná. Com direito a vídeo no YouTube e link para download.

dia sem carro

22, setembro 22UTC 2007 às 7:29 am | Publicado em curitiba | 6 Comentários

Conforme o post anterior:

A propaganda oficial.

 

 

 

A propaganda extra-oficial.

* O cálculo é em relação ao espaço físico: 1 carro = 12 bicicletas.

semana do trânsito. qual trânsito?

21, setembro 21UTC 2007 às 3:55 pm | Publicado em curitiba | 6 Comentários

Hoje é o Dia da Árvore. Plante uma árvore hoje (e todos os dias) apenas clicando aqui.

Amanhã é o Dia Mundial Sem Carro.

Menos em Curitiba.

A prefeitura desta vez ignorou a data (a logo aí de cima é de São Paulo), preferindo investir na campanha de educação do trânsito, com foco no pedestre e no uso do transporte coletivo.

Tudo bem se não fosse o seguinte:

– Não dar bola nenhuma para o 22 de setembro significa fechar os olhos para a denúncia cada vez mais forte de que o automóvel é uma solução individual (quando muito) para um problema coletivo.

– O foco no pedrestre parece ser o de culpar a vítima, assim como recentemente fez o Tribunal de Justiça ao acusar um atropelado como responsável pelo acidente na cidade de Maringá. Nesta reportagem da RPC sobre a campanha da prefeitura, por exemplo, fica claro o quanto a mensagem ao pedestre é: “cuide do seu lugar e não atrapalhe o trânsito”, quando o Código de Trânsito coloca o pedestre no mais alto grau de importância. Afinal, nós, pedestres, somos o verdadeiro trânsito.

– O incentivo ao transporte público só poderá funcionar quando a qualidade do transporte melhorar. Assim como o metrô em São Paulo já foi bom, o ônibus em Curitiba já foi bom. Qualquer um que tenha que pegar um Expresso ou um Ligeirinho às 6 da manhã ou da tarde sabe o que estou falando. Ônibus lotados e demorados levam à procura de automóveis e motos (hoje muito fáceis de serem adquiridos, parcelados em milhares de vezes) que deixam os ônibus mais demorados e nem por isso menos lotados.

– Nenhuma palavra sobre a bicicleta. Em Curitiba, a bicicleta é vista como lazer apenas. Tanto é que as ciclovias conseguem ligar quase todos os parques, mas apenas uma passa pelo centro, local de destino para a grande maioria dos ciclistas que pedala para se locomover. O meio de transporte mais econômico, mais silencioso, mais saudável, mais ecológico e, em muito casos, até mais rápido, aqui é tratado como brinquedo de criança.

Mas, sem esperar a boa vontade da prefeitura, os ciclistas da cidade estão organizando um abaixo assinado e uma bicicletada para a celebração da data e criação de ciclofaixas. Concentração amanhã às 9h30 no pátio da Reitoria.

Sejamos nós o trânsito vivo que esta cidade precisa.

vale a pena?

18, setembro 18UTC 2007 às 3:46 pm | Publicado em desenhos, educação | 3 Comentários

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 A tempo, uma reflexão menos irônica:

“Estudo vale a pena quando a aula não é pequena.”


5 livros que não mudaram a minha vida

16, setembro 16UTC 2007 às 4:12 pm | Publicado em literatura | 3 Comentários

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Vou tentar responder ao catatau quais os cinco livros que não mudaram minha vida.

Esta é uma pergunta muito difícil. Os bons livros sempre mudam seus leitores, o problema é que os livros muito ruins também. No mínimo, os leitores mudarão ao buscar outros livros do mesmo autor/estilo/indicação. É como diz aquela velha piada: “não que eu não sirva para nada, sirvo ao menos de mau exemplo”. Assim, os livros que não mudam a vida são aqueles que não são nem muito bons e nem muito ruins, o que os torna muito difíceis de serem lembrados.

Mas vamos lá:

1. Peixes Ornamentais de Aquário

Não me recordo do autor desse livro empoeirado que encontrei na estante de casa quando estava pensando em montar um aquário. Li de capa a capa, mas a única dica que lembro era de que peixes doentes poderiam ser tratados pincelando iodo em suas gargantas… As dicas do japonês que me vendeu o aquário foram muito mais válidas.

2. Guia de Ouro Preto, de Manuel Bandeira

Eu devia ter uns quinze anos quando juntei vários selos de uma promoção e mandei para a editora para ganhar um livro surpresa. Era uma época em que lia tudo o que me caia na mão. Ganhei este livro de turismo do poeta e lia antes de dormir. Lembro que era muito bem escrito, conseguia imaginar perfeitamente os lugares da cidade mineira. Mas não foi suficientemente forte para que eu quisesse loucamente e fosse mais tarde conhecer a cidade. Pelo menos até agora.

3. O caçador de pipas, de Khaled Hosseini

Como já comentei anteriormente, geralmente fico com um pé atrás quando o assunto é best-seller. E geralmente com razão, afinal são livros que tendem a durar apenas enquanto dura sua leitura.

4. Introdução à obra de Melanie Klein, de Hanna Segal

Tenho este livro até hoje em minha estante, afinal paguei muito caro na época quando tive que comprá-lo em um sebo por ocasião de uma disciplina de psicanálise. Apesar de constar “Introdução” em seu título, é um livro muito difícil para os não iniciados na psicanálise kleiniana. Por isso entendi muito pouco de seu conteúdo, além de que sempre achei meio estranha essa idéia de “seio bom”, “seio mal” e de “pênis voadores” por aí. Ah, a capa ainda tem uma combinação de verde com rosa que até um mangueirense é capaz de achar feio…

5. A Arte da Guerra, de Sun Tzu

Como sempre fui um cara pacifista e nunca topei com um exército que precisava ser aniquilado, este livrinho nunca me foi útil. Difícil pensar que lições militares de milhares de anos atrás possam servir para o cotidiano do séc. XXI. Se for assim, prefiro ficar com a Bíblia, que tem a vantagem de ter sido inspirada.

Passo a bola para frente. Estou curioso: Renato, Ângelo e Fran, quais os livros que não mudaram suas vidas?

em chamas

15, setembro 15UTC 2007 às 10:16 pm | Publicado em cotidiano | 2 Comentários

Sempre existem aquelas pessoas, aqueles livros, aqueles objetos por quem mantemos um afeto mais do que comuns. A perda de qualquer um deles é uma tristeza muito grande, por vezes inconsolável. Mas o que falar dos lugares especiais quando parecem estar indo embora?

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Embora tenha estado lá poucas vezes (muito menos do que gostaria), tenho uma especial predileção pela região do Pico Paraná na Serra do Mar. É impossível voltar de lá a mesma pessoa. A experiência é única e inefável.

É com muito pesar que acompanho o incêndio que neste momento consome a típica vegetação local. Ah, se dispusesse de um pouco mais de tempo e condição física sem dúvida eu agora estaria junto com os verdadeiros montanhistas auxiliando no combate ao fogo.

É muito triste ver um grande amigo sofrendo.

déjà vu sabor limão

11, setembro 11UTC 2007 às 10:12 pm | Publicado em histórias verídicas que realmente aconteceram | 5 Comentários

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Na época do Terceirão eu estava em dúvida entre fazer Veterinária, Engenharia Mecânica, Letras ou Geografia. Mas sabia que era alguma coisa nesta área. E sabia que deveria estudar para que a escolha fosse minha e fosse minimamente limitada pela impossibilidade de cursos mais concorridos. Por isso, além de estudar individualmente mais horas por dia do que em qualquer outro momento de minha vida, também costumava freqüentar as aulas extra-curriculares no contra-turno.

Assim, lá estava em uma terça-feira à tarde aguardando a aula de Geopolítica em uma sala que caberia ao menos uns 200 alunos. A aula era excelente (aliás, por que Geopolítica não faz parte do currículo tradicional?) e por isso me reservei ao direito de chegar uns vinte minutos antes e, como bom CDF, me posicionar estrategicamente próximo ao quadro. Nisto, chega uma menina (muito bonita, por sinal!) e senta na fila da minha frente (não, eu não estava tão na frente assim). Ela tinha um rosto familiar: eu a conhecia de algum lugar. Mas… de onde?

Não tinha dúvidas, eu a conhecia! Mas não havia nenhum traço mnêmico que me ajudasse: nenhum nome, nenhum lugar, nenhuma situação, nenhum amigo em comum… Nada. Me esforcei intensamente para lembrar e esclarecer este déjà vu, inutilmente.

Nisto a aula começa e minha atenção é dirigida para o conflito entre judeus e palestinos. Depois de uma meia hora de aula a faixa de Gaza fica um pouco de lado e vem uma imensa vontade de beber um copo de Matte Leão sabor limão. Não era sede. Eu não queria água, um refrigerante ou uma limonada. Tampouco queria um copo de chá sabor pêssego. A vontade veio bem explícita: Matte Leão sabor limão! E tal desejo era tão forte que precisei me segurar na cadeira para não levantar e correr para a cantina.

Agüentei firme até o intervalo. Contudo, assim que soou o sinal, fui o primeiro a sair da sala e chegar à cantina:

– Um Matte Leão de limão, faz favor, tia!

Destampei o copo e tomei dois grandes goles do chá gelado. Depois, à medida que caminhava pelos corredores do colégio, fui saboreando lentamente o que havia restado do produto.

De repente, um insight! A cena toda apareceu subitamente. Dois anos antes, em uma excursão do colégio com alunos de várias outras turmas… na fazenda do Matte Leão! Lá estava a menina misteriosa, assim como uma geladeira carregada com copos de Matte à vontade, apenas no sabor limão.

Incrível! Fiquei fascinado com o que acabara de acontecer comigo. Na impossibilidade de recordar quem era a menina de forma intencional, declarativa e consciente, veio à tona a vontade de consumir o produto que estava estritamente relacionado com o evento em que nos conhecemos.

Neste dia decidi que iria fazer Psicologia. E assim tentar descobrir como foi que isto aconteceu. E, ainda, por que muita gente só consegue ir ao banheiro se tiver alguma coisa para ler junto. E por que todo mundo é muito diferente entre si. E como representamos mentalmente o mundo. E o mistério da vida, o Universo e tudo mais.

Na época do curso de Psicologia descobri que o evento do Matte Leão sabor limão poderia ser explicado por um desejo inconsciente do ID ou por um pareamento de estímulos ou pelo processamento paralelo das funções mentais. Ou ainda por dezenas de outras teorias. E que estas teorias não necessariamente eram complementares e, via de regra, eram também muito discordantes entre si. A dúvida era qual delas responderia melhor minhas perguntas. Mas aí já é outra história.

se eu fosse arquiteto

11, setembro 11UTC 2007 às 8:18 am | Publicado em desenhos | 1 Comentário

 

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Ainda bem que sou psicólogo.

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