a trindade do bem

31, dezembro 31UTC 2007 às 1:02 pm | Publicado em desenhos | 4 Comentários

Depois do belíssimo comentário do Eleotério e da trindade do mal, só me resta apresentar o que existe de bom para comprar em nossa sociedade do consumo.

trind3.jpg

E desejar aos meus queridos leitores que os meandros de 2008 os levem a bons destinos e boas paisagens pelas suas margens.

troféu meandros:: os melhores de 2007

19, dezembro 19UTC 2007 às 4:15 pm | Publicado em sem categoria melhor | 7 Comentários

Chegou a hora da premiação do já tradicional “Troféu Meandros”, edição 2007!

(Para conferir os ganhadores do ano passado, clique aqui).

Concedo assim minha singela homenagem a algumas das obras e manifestações culturais que de algum modo me afetaram neste ano que se finda. Devo lembrar que os critérios são altamente subjetivos e nem mesmo o autor tem total acesso a eles. Por isto não se sinta injustiçado caso a sua produção não esteja contemplada neste espaço. O “Troféu Imprensa” já fez coisas muito piores.

trofeu-2007.jpg

Categoria Melhor Filme

pro-dia-nascer-feliz02.jpg

1. Pro Dia Nascer Feliz

Pouquíssimos viram este belo documentário (que não é, diga-se de passagem, sobre a vida do Cazuza). O diretor João Jardim (o mesmo que filmou o também excelente “Janelas da Alma”) retratou de uma forma extremamente autêntica e única a educação brasileira ao colher depoimentos e situações cotidianas de alguns jovens do ensino médio espalhados pelo país. (Quem me der o DVD como presente de Natal vai me deixar muito feliz!)

2. 300

Um das poucas boas adaptações dos quadrinhos que não li o original. Aliás, não li o original pois gostei tanto do filme que ficaria decepcionado em saber que a adaptação não tinha sido boa.

3. Belarmino e Gabriela

Nada mais autêntico do que este documentário do Geraldo Pioli sobre a vida e obra dos compositores caipiras mais queridos e famosos do Paraná. Mostra o quanto o legado da dupla é muito maior do que “As Mocinhas da Cidade”. O Filme é emocionante e divertidíssimo, assim como o nhô Berlarmino e a nhá Gabriela.

Categoria Melhor História em Quadrinhos

loan.jpg

1. Lobo Solitário

Embora tenha ganho na mesma categoria no ano passado, merece ganhar novamente. Afinal, em 2007 foi publicado o término da saga do ronin e seu filho em busca de vingança pelo Japão feudal. E que término, que final! Vale muito apena atravessar os 28 volumes do mangá para chegar à sua conclusão.

2. Radicci

Li muitas, muitas tirinhas este ano. Humor rápido, inteligente e certeiro. Perfeito, por exemplo, para a leitura no banheiro. Destaco entre os bons livros de bolso com tiras o do gaúcho Iotti em que ele apresenta um colono italiano no interior do Rio Grande do Sul. Impossível não soltar algumas gargalhadas em cima do vaso…

3. Mas ele diz que me ama

Um relato verídico em quadrinhos de uma esposa sofrendo violência por parte do novo marido. Desenhado “em tempo real”, na medida em que a autora ia vivendo as situações. Absolutamente envolvente.

Categoria Melhor Livro

apocalipse.jpg

1. Apocalipse Motorizado

No início do ano eu escrevia aqui que o bom livro não era o que prendia o leitor até a última página, mas sim aquele que o libertava. Poucos livros no passado recente ilustram tão bem este efeito em mim. Depois das suas linhas nunca mais consegui dirigir um carro do mesma maneira. E ganhei a cidade, com todas as suas cores, cheiros, sons e temperaturas, que só podem ser sentidos a pé ou de bicicleta.

2. Dois Irmãos

O Milton Hatoun proporcionou uma literatura de verdade, que faz pensar e sentir. Conforme já comentei anteriormente.

3. Musashi

Talvez não seja o melhor da literatura erudita. Mas empolgado pelo clima do Lobo Solitário, comecei a ler este “pequeno” romance sobre a vida do maior samurai de todos os tempos. A leitura é deliciosa em muitos trechos, mas às vezes a história se arrasta durante suas quase duas mil páginas. Nada contra os livros grossos (“O Senhor dos Anéis” valeu muito a pena), mas terminar este aqui exigiu paciência zen e mesmo assim foi uma batalha. Ano que vem aposto que vou me dedicar muito mais aos contos.

Melhor CD

730967_cd_l_f.jpg

1. Rhythms del Mundo: Cuba

Os velhinhos do Buena Vista Social Club mandaram muito bem ao criarem arranjos novos para clássicos do pop/rock atual como U2, Jack Johnson, Coldplay… Melhoraram o que era bom e até salvaram algumas músicas ruinzinhas.

2. Daqui pro futuro

O Pato Fu está conseguindo produzir um bom disco por no, no quintal de casa. Sem as frescuras das grandes gravadoras. E com download legal pela internet.

3. Satolep Sambatown

Misture a lírica de um poeta gaúcho com o ritmo de um percussionista carioca. Taí o resultado do trabalho de Vítor Ramil e Marcos Suzano.

Melhor Show

chicojpg.jpg

1. Chico César

Este ano perdi oportunidades de ver muitos shows que prometiam. No entanto, finalmente pude conferir ao vivo um músico que ouço desde o primeiro CD. O paraibano baixinho encheu e transbordou o palco contando apenas consigo e com seu violão.

2. Vítor Ramil + Marcos Suzano

A experiência de ouvir o CD intensificada: era o primeiro show da dupla com as canções novas (e as velhas).

3. Viola Quebrada

Um show no teatro Paiol com músicas do Belarmino e Gabriela, na esteira do filme. Os arranjos sofisticados do grupo sobre a melodia e a letra forte das músicas trouxeram a tona o orgulho das raízes locais.

Melhor Blogue

catatau.jpg

1. Catatau!

Outro que merece ser premiado novamente. Análises profundas e bem fundamentadas, difíceis de encontrar neste meio da internet. Se ele se proclama como um “blog-idéia”, eu diria que é um “blog-boa-idéia”.

2. Bennet-o-matic

Ele apavora! Atualizações (praticamente) diárias com ácidas e hilariantes tiras, charges e textos de um dos maiores cartunistas em atividade no país. Leia rápido, antes que ele evapore.

3. Jarosinki do Brasil

Um jornalista brasileiro polaco escrevendo direto da Cracóvia. Costumes locais, receitas de pierogi, influências na cultura brasileira e curitibana.

Parabéns a todos os vencedores!

os meandros do interior do Paraná

15, dezembro 15UTC 2007 às 9:20 pm | Publicado em meandros | 3 Comentários

Andando pelos arredores do Hospital das Clínicas, o maior do Paraná, comecei a observar as logotipos das prefeituras do interior do estado presentes nas Kombis que trazem de longe os doentes para se tratarem na capital. E observei que é relativamente comum nestes logotipos a presença de um pequeno rio (ou de um caminho) em curvas bastante sinuosas. Um meandro, enfim.

Resolvi, pois dar uma olhada sistemática nos sites das prefeituras disponíveis no site do governo do estado. Eis o resultado:

m100.jpg

O município de Centenário do Sul faz a típica utilização de dois elementos bastante comuns: um rio entre as montanhas e uma curva compondo um “S”. A Criatividade não é o ponto forte desta logo.

m4barras.jpg

Bastante parecida é a logo de Quatro Barras. Mas aqui o rio (ou o caminho, como preferir) passa na frente das montanhas e lembra bastante um cisne de uma famosa marca de sal.

mmorretes.jpg

Morretes, por outro lado, também traz os mesmos elementos… Mas no brasão oficial da cidade e não apenas no logotipo atual da prefeitura. Alguém tem dúvidas que aquele ali é o rio Nhundiaquara?

mriberao.jpg

Ribeirão Claro, espantosamente, é uma das poucas cidades com nome de rio que tem um rio no logotipo. Meio feinho, mas está lá…

mtijucas.jpg

Este meandro aqui de Tijucas do Sul está mais com cara de ser um caminho do que o curso d´água. Mas ficou muito bonito.

mslhelena.jpg

E, para concluir, Santa Helena coloca em seu site não só a logo com os meandros, mas uma foto dos próprios. Nada melhor para fazer juz ao lema da cidade: “Terra das Águas”.

E então você leitor me pergunta:

– E daí?

E eu respondo:

– E daí, nada.

Ou este blogue é sobre meandros ou não é.

desenhando certo em linhas tortas

14, dezembro 14UTC 2007 às 8:35 am | Publicado em meandros | 3 Comentários

crist-mencao-honrosa-no-salao-da-amazoniajpg.jpg

Cartum do argentino Crist.

Menção Honrosa no 1º Salão Internacional de Humor pela Floresta Amazônica.

no curso sinuoso dos seus rios

10, dezembro 10UTC 2007 às 7:43 am | Publicado em meandros | 1 Comentário

normal_151446_photo.jpg

Foto daqui

“Não é ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país. No curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.”

Do centenário Oscar Niemeyer

que fim levou o robin?

6, dezembro 06UTC 2007 às 12:26 am | Publicado em desenhos | 6 Comentários

Depois do sucesso dos meus futuros livros, tenho me dedicado a mais um novo título. Trata-se de um livro de auto-ajuda, mais ou menos na linha de “Jesus, o maior vendedor que já existiu” e “Homer Simpson e a Filosofia Socrática”. Apresento-lhes “Super Carreira: as lições para o mundo corporativo que estão no gibi” e já disponibilizo o primeiro capítulo na íntegra.

super.jpg

CAPÍTULO 1

Há certas marcas que sempre são associadas a outras. Isto também ocorre com as carreiras profissionais. Pensemos no Batman, por exemplo. Impossível não lembrarmos também do seu companheiro Robin.

Mas se engana quem pensa que a vida do garoto-prodígio, pela proximidade de uma figura do grande escalão, tenha sido fácil. Ao contrário. Para começar, o Robin é mais uma função do que uma pessoa, haja vista as diferentes versões que passaram pela vaga.

robin-1.jpg

Dick Grayson, o primeiro Robin, apareceu em 1940 para fazer um contraponto com o Batman. Era comum nesta época os super-heróis possuirem versões mirins (daí vem também o Superboy, ver cap. 12) mas o seu papel na dupla dinâmica ia muito além disso. Enquanto o Batman adotava vestimentas mais sóbrias e discretas, o Robin vestia-se com uma estranha combinação de verde, vermelho e amarelo que certamente distraia os bandidos enquanto o morcegão os pegava por trás. O uniforme carnavalesco até hoje traz problemas para as atuais gerações no cargo.

Órfão de uma família circense, Dick Grayson permaneceu na batcaverna durante muitos anos. Quando o apelido de “garoto” começou a não cair mais tão bem decidiu por sair da sombra do chefe e começar uma nova carreira como Asa Noturna. Mas até hoje presta assessoramentos à Fundação Wayne de combate ao crime.

robin-2.jpg

Nisto surge o segundo Robin, Jason Todd. Órfão e infrator, sofreu muito ao lado do Cavaleiro das Trevas em seu processo de rehabilitação. Teve uma carreira curta pois logo foi morto pelo Coringa, o que só trouxe mais tormento para o Batman, que não soube elaborar o luto (parece que ele tem sérios problemas com isto). Prova disto é que por muito tempo suas roupas foram importante objeto de decoração na Batcaverna.

robin-3.jpg

O terceiro Robin foi Tim Drake. Quando iniciou na função não era órfão, mas esta parece ser a sina de todo Robin. Tendo sido adotado pelo Batman, permaneceu algum tempo ao seu lado e arriscou-se em muitas aventuras solo. Teve seu manto colorido ameaçado por sua namorada, Stephanie Brown, que lhe substitui por um tempo.

A instabilidade no cargo, aliás, parece ser o seu maior problema. Afinal, o Batman hoje está longe de querer trabalhar apenas em dupla. No grupo dos Vigilantes de Gothan podemos incluir, além do atual Robin e do Asa Noturna, também Oráculo, Caçadora, Batgirl, Mulher-Gato e mesmo o Bane, aquele que nos anos 90 havia quebrado a coluna do Batman.

vigilantes.jpg

Essa época foi emblemática. Os heróis estavam todos em crise (nas infinitas terras): o Super-Homem morreu, o Aquaman perdeu a mão, o Lanterna Verde ficou psicótico, o Homem-Aranha casou (ah, perdão, isto foi nos anos 80)… Bom, mas quando o Batman estava paralítico, todos esperavam que ele elegesse como seu sucessor seu primeiro e mais maduro discípulo, o Dick Grayson. No entanto Bruce Wayne escolheu Azrael como futuro Batman: um jovem novato que havia caído nas graças do chefe. A falha no recrutamento e seleção para esta importante vaga não podia ter dado outro resultado. Sua atuação como Batman foi pífia e serviu apenas para seu chefe tivesse tempo para se recuperar e reassumir o posto. Azrael morreu logo depois, provavelmente de depressão, sem um programa adequado para a aposentadoria.

Hoje existem boatos que o Batman está para morrer e que um sucessor deverá ficar em seu lugar. Nada mais justo que desta vez quem assuma o manto do morcego seja Dick Grayson. Para seu desespero, no entanto, Jason Todd acaba de voltar dos mundos dos mortos e promete ser o novo Batman, com boas chances disto acontecer.

Bons tempos em que a dupla dinâmica era apenas de dois.

O que podemos aprender com o Robin para o sucesso de nossas carreiras?

1. Seja um empreendedor. Deixe de viver à sombra do chefe, seja o seu próprio chefe. Pois a permanência durante anos apoiando a diretoria não lhe garantirá uma promoção quando houver a oportunidade. Um funcionário novo querido ou um ex-funcionário que volta do nada poderá lhe tirar a cobiçada vaga.

2. Modere sua vestimenta. Uma roupa adequada para o ambiente de trabalho pode não lhe oferecer muitas vantagens, mas com certeza não lhe trará desvantagens. Afinal, mesmo que você adote posteriormente um uniforme mais correto, trabalhar de sapatilhas, shortinho e colant colorido pode abalar sua credibilidade para sempre.

3. Cuide com as más línguas. Mesmo que nunca tenha havido provas suficientes para indicar um relacionamento afetivo/sexual com seu chefe, tome muito cuidado com os boatos dentro da empresa. Principalmente se ele tem uma preferência especial por garotinhos órfãos.

____

No próximo capítulo: A Mulher-Maravilha e as vantagens de chegar na empresa pilotando um avião invisível.

revistas e jornais de sacanagens

4, dezembro 04UTC 2007 às 7:54 pm | Publicado em cotidiano, meandros | 3 Comentários

No ano passado a revista Veja publicou em suas páginas uma charge do cartunista gaúcho Santiago, que realizava uma interessante crítica à revista. O detalhe é que a Veja publicava sem a sua autorização, o que configurava mais uma de suas sacanagens. Lembram?

santiagovejamg8.jpg

Pois bem, novamente o Santiago (um dos melhores profissionais do traço do país, em minha modesta opinião) é alvo de mais uma sacanagem. E das grandes. De acordo com o Blog dos Quadrinhos, o Jornal do Comércio vetou suas charges e o demitiu depois de charges como esta:

chargesantiagoblog.jpg

O principal argumento para a demissão é que ele não poderia fazer um desenho sobre o lucro já que o jornal não era contra o lucro. Eita, sei de coisas bem parecidas na didadura… E viva o mercado com seus lucros pornográficos!

Bastante pertinente o comentário do Orlando Pedroso, outro dos grandes, retirado do Blog dos Quadrinhos:

eu não poderia jamais defender qualquer ato de censura, especialmente dentro da imprensa. mas, tentando preservar o distanciamento que o tempo nos dá, pro bem ou pro mal, a censura da ditadura tinha, digamos, uma ideologia. ela tinha uma meta que era impedir o avanço comunista no brasil. o que me parece hoje e, especialmente agora com essa dispensa lamentável de profissionais de primeira linha, é que a maioria dos jornais está se lascando para censura ou não desde que seus tablóides lhes sirvam como balcão de negócios. a ideologia é o mercado e nada mais burro que isso. se jornais se tornam cada vez mais classificadões de construtoras, cadernos de serviços em geral, nada mais óbvio que dispensar a opinião de jornalistas e chargistas. se olharmos pela ótica do mercado, isso não é censura mas sim “adequação”. eles não servem mais, são escanteados. é uma pena. salvo as honrosas exceções, jornais não sabem mais pra que servem. trazem pela manhã notícias requentadas e deixaram os textos analíticos pra trás por falta de leitores interessados. talvez ainda forrem gaiolas. sendo assim, jornais não precisam de chargistas e, muito provavelmente, às duras penas chargistas deverão dar a volta, re-inventar a roda e descobrir que também não precisam mais deles.

Deixo agora a palavra com próprio autor por sua charge publicada no dia de hoje no A Charge Online.

santiago.jpg

Santiago, boa sorte em seus novos meandros…

telemarketing e chimarrão

3, dezembro 03UTC 2007 às 8:20 pm | Publicado em sem categoria melhor | 2 Comentários

liniers.jpg

Tira do macanudo Liniers. (Diariamente, aqui.)

Não gosto de trotes. Acho muito grosseiro e ofensivo. Mas toda regra tem sua excessão (inclusive esta). Por isso tenho me divertido muito ultimamente ouvindo os trotes do Willmutt.

A idéia é muito simples e genial! O Cleiton Giovanni Kurtz, um morador de Marechal Cândido Rondon, interpreta um colono alemão humilde e ingênuo que liga para algumas grandes empresas e outras não tão grandes (ou recebe ligações delas) e interage com os operadores de telemarketing.

A graça está na autenticidade do personagem (seu sotaque, suas falas, sua espontaneidade) contrastando com o rigor do, via de regra, roteiro rígido dos atendentes. Interessante também como desmascara a intenção das empresas que querem vender linhas de crédito, premiações forjadas ou simplesmente lucrar (mantendo a ligação que desligariam há tempos só porque o cliente sinalizou que tem dinheiro).

Mas eu gosto especialmente do momento que o personagem, para agradecer o atendimento, convida o operador para aparecer em sua casa e comer um caldo de galo-do-pescoço-pelado, umas bolachas pintadas, tomar um chimarrão à sombra do pé de abacate…

Em que pese o estresse que os atendentes de telemarketing sofrem e a maneira artificial (e, por vezes, inumana) que muitas empresas tratam seus clientes, talvez esteja na hora mesmo de tomarem um chimarrão com o Willmutt.

Blog no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.