o blog do narciso

19, março 19UTC 2008 às 7:43 pm | Publicado em psicologia | 9 Comentários

blogosfera.jpg

A última edição da revista científica Psicologia: Ciência e Profissão traz um artigo muito interessante a respeito da blogosfera. Intitulada “Escritores de blogs: interagindo com leitores ou apenas ouvindo ecos?“, a pesquisa de Flavia Di Luccio e Ana Maria Nicolaci-da-Costa entrevistou (por MSN e ICQ) os autores de alguns blogues bastante populares a respeito desta modalidade internética.

O resultado é bem curioso. A totalidade dos entrevistados respondeu que o grande diferencial do blogue é a interação com o leitor. No entanto, paradoxalmente, a importância dada à caixa de comentários (a verdadeira interação) é mínima. Os comentários são valorizados apenas quando são de apoio/incentivo. Comentários contrários são ignorados. Respostas, só quando dá tempo. Ao menos esta era a realidade de 4 anos atrás.

Por mais que o modelo atual e adulto dos blogues queria se afastar do formato de “diário adolescente”, torna-se tão narcisista quanto. Vide as últimas reflexões que o catatau tem feito a respeito disto.

Curioso também é que esta suposta interação e resposta aos leitores é uma das características que os blogueiros se orgulham em possuir, ao contrário dos jornalistas, conforme consta num texto clássico da blogosfera: “Por que os blogs de jornalistas não funcionam.” E, contudo, não praticam! Como é que é mesmo? Casa de marceneiro, o espeto é de ferro…

Por hora, digo que a partir de hoje os meandros deverão responder a todos os comentários realizados. Torna-se, assim, um blogue com um grande diferencial. (Desde que ninguém realize comentários contrários, sob a pena de não ser respondido.)

9 Comentários »

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  1. Meu caro, não se paute por uma declaração que dei na época em que ainda não moderava comentários, há cerca de quatro anos. Se você se desse ao trabalho de ler os posts e, em especial, os comentários deixados em meu blog atualmente, notará que dou respostas a 85% deles (não vejo porque responder a comentários do tipo “adorei esse post” ou “odiei o que você escreveu”), independentemente deles discordarem ou não do que escrevo. E, em vários casos, como no post “Mais versos bizarros, inusitados e inesquecíveis da MPB”, puxei contribuições deixadas nos comentários diretamente para o meu blog. Um abraço.

  2. Tem razão, Inagaki. Seu blog está um primor na resposta ao comentários. E, com o volume de comentários que recebe, reconheço que esta é uma decisão custosa mas que, pelo jeito vale a pena.

    Se não verifiquei seus posts e comentários é porque confiei no relato da pesquisa (se não se pode confiar em um artigo científico, o que há de se fazer?) e realmente não me desperta muito interesse a blogsfera mainstream. Claro, errei, mas corrijo meu erro agora. E (esta é uma das desvantagens das pesquisas) a realidade descrita provavelmente é de quatro anos atrás, que foi provavelmente o tempo necessário para os autores coletarem os dados, escreverem o artigo, enviarem para revista, receberem uma sugestão de correção, corrigirem, enviarem para a revista novamente e esperarem a burocracia até que ele fosse publicado. É assim como todo mundo que pretende publicar em revistas indexadas, principalmente em Qualis A, como é a Psicologia: Ciência e Profissão.

    Abraço!

  3. quero ver vc responder esse

  4. Arrá! Respondi!

  5. “Blogosfera mainstream”? Bem, eu não visto essa carapuça. Quem sabe um dia quando eu for regiamente remunerado por um portal.🙂 Atualmente busco responder ao máximo de comentários, já que todos passam por uma pré-aprovação, o que me possibilita lê-los uma a um antes de publicá-los no blog. É uma tarefa cansativa, por certo, mas que vale muito a pena. Em tempo: valeu pelo feedback. Um abraço!

  6. Caro meandros, será que você não foi apressado demais ao retificar o seu texto? Palmas ao Inagaki, ele de fato é um exemplo que contradiz os dados da pesquisa, mas não necessariamente tornou-se regra, não? Haveria que rever os dados em função da velocidade das mudanças, mas mesmo assim tenho cá as minhas dúvidas sobre a qualidade dessa interação. E olha que perambulo por alguns blogs bem “cascudos” nessa seara, como é o caso do Weblog do Pedro Doria, por exemplo.

    P.S. Tomei a liberdade de linkar o seu blog. E se eu disser que não se trata de corporativismo, alguns colegas vão achar que não é verdade…🙂

  7. Bom, Ricardo, retifiquei o texto mais para mostrar o quanto este blogue está tentando ser “interativo” do que pela intervenção de apenas um sujeito da amostra da pesquisa (se bem que a amostra era pequena e um sujeito já era significativo.

    De qualquer forma narcisismo e blogosfera deve ter muita coisa em comum.

    Obrigado pelo link! Logo retribuo o favor!

  8. Não precisa retribuir, a intenção de te avisar não teve esse propósito, creia. Há blogs em minha lista cujos donos não têm idéia de estarem linkados “lá em casa”.
    Ah, o Catatau e eu tivemos uma boa conversa a partir desse post. Ele se deu aqui.
    Abraços

  9. sem comentários…
    hehehe


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