respire

30, abril 30UTC 2008 às 7:47 am | Publicado em cotidiano | 2 Comentários

(Clique na imagem para animá-la)

Movimentando a foto do estrangeiro burro no melhor estilo do Zoo Bizarro.

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ateu, graças a Deus! [2]

28, abril 28UTC 2008 às 8:26 pm | Publicado em marcelino pão & suco | 4 Comentários

breve exercício de metalinguagem

22, abril 22UTC 2008 às 10:53 pm | Publicado em sem categoria melhor | 6 Comentários

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– Já notou como um texto escrito com diálogos chama muito mais a atenção do leitor?

– É verdade! Enquanto um texto corrido normalmente seria deixado para ser lido depois, um diálogo quase sempre é lido na primeira vez que se bate o olho.

– Principalmente se o diálogo for com frases curtas.

– É.

– Bem curtas.

– Sim.

– E mesmo que o diálogo fique mais longo…

– E se estenda…

– E se prolongue mesmo. A tendência do leitor é continuar a leitura até o final.

– Agora, já percebeu também como esta cada vez mais comum usar aspas ao invés do travessão?

“É verdade. É a influência da literatura americana e inglesa.”

“Já li textos escritos em português por brasileiros usando as aspas. Por que não o bom e velho travessão?”

– Ah, mas eu também prefiro o travessão.

– Eu também. Sem dúvida.

– É isso. Bom, a gente se encontra por aí.

– Abração, falou!

– Falou!

E se afastaram um do outro, pensando o quanto era inútil o último parágrafo em texto corrido que não acrescentava nada ao que já foi dito anteriormente.

barulhinho bom

21, abril 21UTC 2008 às 3:06 pm | Publicado em meandros | 5 Comentários

Tenho uma mania. Costumo dormir sempre com o ventilador ou aquecedor ligado (só ficam ligados por alguns minutos, depois o timer desliga-os automaticamente). Não pela sensação térmica que eles proporcionam. Longe disso. É pelo barulho.

(Coisa que dificilmente os vendedores de eletrodomésticos entendem quando supreendidos de que não quero uma aparelho silencioso. E hoje como está difícil encontrar os barulhentos!)

O barulhinho baixo e constante inibe os ruídos que estou exposto na movimentada rua que moro e induz ao sono num agradável condicionamento há muito tempo consolidado.

Nem sempre, porém, há um equipamento destes disponível. Por isso alguns anos atrás comprei um desses CD´s de sons da natureza apenas com o barulho de cachoeira. Como dizia o encarte do CD, eram 51 minutos de “splishs, splashs and drops“. Para ouvir no discman no ônibus ou mesmo em casa durante o dia em qualquer intensidade. O CD literalmente furou de tanto ser tocado.

Para resolver o problema meu irmão gravou uma versão da cachoeira e outras de sons similares (chuva, onda, ventilador, secador de cabelo) e me ofereceu em mp3. Pronto, agora além de uma mobilidade muito melhor graças ao mp3 player, a facilidade para ouvir no computador.

Disponibilizo agora aos queridos leitores do blogue o barulho da cachoeira. A melhor trilha sonora dos meandros.

(Alguém sabe como colar um playerzinho de mp3 aqui nesta versão gratuita do wordpress? Bati a cabeça e não consegui sozinho…)

qwerty X dvorak

14, abril 14UTC 2008 às 9:57 pm | Publicado em sem categoria melhor | 12 Comentários

Depois que comecei a me locomover utilizando a bicicleta ficou muito claro que existem soluções individuais para problemas coletivos que pareciam insolúveis. Soluções estas que, mesmo sendo individuais, não prejudicam a coletividade. (Ou até ajudam, como no caso da bicicleta. Uma bicicleta a mais nas ruas significa um carro a menos e mais espaço disponível na via. Assim como uma vaga a mais no ônibus para que alguma senhora – ou algum mano – possa se sentar confortavelmente durante a viagem. E uma viagem sempre sem a parte ruim do trânsito para mim).

Meu desempenho no exercício nº 32 em uma das

últimas turmas de datilografia do SESC nos idos de 1995

.

Um problema coletivo que sempre considerei insolúvel é o do layout do teclado. O instrumento que utilizo para escrever estas linhas e que, provavelmente, você tem em sua frente é herdeiro de um problema da máquina de escrever. Nos seus primórdios, a máquina funcionava bem. Bem demais. A velocidade de datilografia em um teclado que seguia a seqüencia ABCDE fazia com que os tipos da letras se encontrassem e travassem o equipamento. Para que o instrumento ficasse mais funcional, foi pensado uma disposição das letras de modo que as letras mais utilizadas ficassem o mais distante possível. Surgiu a versão QWERTY (o nome vem das seis primeiras letras em sua disposição espacial), que segue firme até hoje. É por isso que você digita a letra “A” com o dedo mindinho e as letras que são referência para os indicadores da mão esquerda e direita são os freqüentíssimos “F” e “J”, respectivamente.

Ou seja, a disposição do teclado é a pior possível/imaginável! A migração da máquina de datilografar para o computador poderia representar uma esperança de mudança, já que não fazia mais sentido esta configuração já ultrapassada. Porém os usuários não aceitaram novas propostas pelo costume com o aprendizado motor consolidado. E assim morreu a geração que aprendeu a datilografia e a presente geração que só conhece a digitação aprendeu a partir dos problemas do passado. O que faz pensar em quantos outros equívocos a humanidade mantém apenas por tradição ou preguiça de mudança.

Antonín Dvorak, compositor tcheco que não guarda nenhuma relação

com seu parente distante que inventou um teclado funcional

.

Mas há uma solução! O teclado simplificado Dvorak permite uma digitação com um esforço vinte vezes menor, pois os dedos percorrem o teclado 42% menos comparando com o padrão QWERTY. O que, sem dúvida, cansa menos as mãos e, provavelmente (ainda não existem estudos com a versão portuguesa), previne lesões por esforço repetitivo e aumenta a velocidade de digitação. O segredo está em colocar os caracteres mais comuns na linha central e alternar as mãos ao digitar as vogais com a mão esquerda e (a maioria das consoantes) com a mão direita.

Sem desembolsar nenhum centavo, para adotar o teclado Dvorak basta trocar as teclas de lugar e instalar um driver apropriado. Aqui ou nesta ótima lista de discussão sobre o assunto. (Dica do Comitê de Exploração do Não Espaço.)

Taí. Assim que tiver um tempo (provavelmente nas férias) para treinar o novo esquema de digitação vou mudar de sistema. Treinar meu cerebelo e acrescer uma memória motora nova (as antigas não se perdem, é como andar de bicicleta, lembra?). E melhorar para mim um problema que envolve todos que utilizam o computador como ferramenta de trabalho. Não preciso que todos mudem para que eu possa mudar também. Não preciso de campanhas de marketing e do consumo de um produto novo. Basta saber o que é bom, mudar e ser feliz. Sem prejudicar ninguém.

O teclado que vou ter daqui a pouco.

atualizações

11, abril 11UTC 2008 às 3:28 pm | Publicado em sem categoria melhor | 2 Comentários

Atualizei a lista de blogues aí ao lado. Retirei aqueles que estão parados pegando poeira (ei, amigos, que tal umas atualizações?) e acrescentei outros que estão interagido bastante com o meandros. Destaque para o blogue do meu irmão, que está publicando bizarrices lá do Japão. Vá clicando aí ao lado e divirta-se, só tem coisa boa.

palha assada

10, abril 10UTC 2008 às 12:05 am | Publicado em desenhos | 5 Comentários

meandros por água abaixo

9, abril 09UTC 2008 às 6:18 pm | Publicado em sem categoria melhor | 1 Comentário

Sabia dessa? Corre o risco de todos os blogues do wordpress ficarem fora do ar.

Justiça pede retirada do WordPress.com do ar“, do blog do Pedro Doria.

pelos meandros insondáveis da genética

4, abril 04UTC 2008 às 8:03 pm | Publicado em literatura | 3 Comentários

Diz o velho deitado que existem coisas que se pensa, mas não se diz e existem coisas que se diz, mas não se escreve. O último livro do Cristovão Tezza, “O Filho Eterno“, é o corajoso registro escrito do pensamento. Mas do que isto, é o pensamento explícito do personagem com todos os seus defeitos e virtudes. O personagem, no entanto, é o próprio autor que conta (em terceira pessoa) o seu relacionamento com seu filho com Síndrome de Down. E aproveita para revistar a própria biografia pessoal, deixando o leitor sem saber onde acaba a realidade para começar a ficção. Muito mais sobre o pai do que sobre o filho, a obra expõe o tema da paternidade e da deficiência mental de maneira crua, impiedosa e totalmente distante de qualquer convenção. E expõe o autor de jeito que, fico pensando, se não seria até mais fácil sair nú em uma revista…

“Parece que o pai havia entrado em outro limbo do tempo, em que o tempo, passando, está sempre no mesmo lugar. Uma estabilidade tranqüila, uma das pequenas utopias que todos com um pouco de sorte vivem em algum momento de suas vidas. O poder maravilhoso da rotina, ele pensa, irônico. Transforma tudo na mesma coisa, e é exatamente isso que queremos. Mas há uma razão: o seu filho não envelhece. E além da cabeça, que é sempre a mesma, pelos meandros insondáveis da genética ele crescerá pouco, vítima de um nanismo discreto. Peter Pan, viverá cada dia exatamente como o anterior – e como o próximo. Incapaz de entrar no mundo da abstração do tempo, a idéia de passado e de futuro jamais se ramifica em sua cabeça alegre; ele vive toda manhã, sem saber, o sonho do eterno retorno. ” (p.183)

Assim como em seu livro anterior, um atrativo a mais é reconhecer as regiões de Curitiba e sentir orgulho de ter um dos maiores escritores brasileiros da atualidade morando aqui pertinho de casa. Se há coisas pensadas que corajosamente são escritas, estas merecem ser lidas.

uma boa idéia para um blogue de odontologia

3, abril 03UTC 2008 às 6:12 pm | Publicado em sem categoria melhor | 9 Comentários

Gosto é gosto. E vice-versa.

Por isso nunca entendi como alguém pode gostar de Odontologia.  Ou então de Direito. Ou pior, de Odontologia Forense.  Mas tem gente que gosta e mantém até blogue sobre o tema.

Mas, repito, gosto é gosto. Eu mesmo adoro estatística, que não consta entre as maiores preferências mundiais.

Tudo isso só para dizer que achei um bom título para um blogue. Se eu fosse dentista criaria um assim:

pode-cuspir.jpg

Se você é um cirurgião dentista e gostou da minha idéia, fique à vontade para usar. Mas se não gostou… pode cuspir.

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