buda de bicicleta

28, fevereiro 28UTC 2009 às 4:02 pm | Publicado em bicicleta, curitiba, fotos fodásticas (ou nem tanto) | 1 Comentário

bicicleta-buda

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A bicicletada do dia 28.02.09 chega à praça do Japão.

Ou ao Nirvana, talvez.

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Bruno Aleixo: este post que vos deixo

27, fevereiro 27UTC 2009 às 5:52 pm | Publicado em sem categoria melhor | Deixe um comentário

Sempre gostei muito de humor regional, aquela velha história que o Tolstói já contava sobre ser universal pintando a própria aldeia. E humor regional não é sinônimo de humorista cearense, como (não) pensa a televisão. Vivendo no sul do Brasil, dou muita risada com os personagens das várias etnias de imigrantes, vide o alemão Willmutt, o italiano Radicci e o polaco Isidório Duppa.

Não raro o sotaque e as expressões utilizadas incorporam-se nas brincadeiras cotidianas com os familiares, amigos e amores; muito melhor que os bordões da Zorra Total, que só pegam por insistência. Mas as novas piadas não são de nenhum personagem imigrante (embora ele desejasse ser um quando miúdo), mas de alguém que continua em seu país: o grande Bruno Aleixo, de Portugal.

Bruno Aleixo é um cachorro/urso/ework  que gravou uma série de conselhos que o deixou famoso na internet, fugiu para o Brasil e retornou para Portugal para gravar um talk show com seu amigo, um busto de Napoleão, chamado Busto.

Trata-se de um humor non-sense e altamente cínico, crítico e corrosivo. Algo no estilo Monty Python, mas mal humorado e sem a hora do chá. Contudo é, sobretudo, muito engraçado. E boa parte da graça está no sotaque do personagem que, no entanto, torna difícil a compreensão nos primeiros momentos para os brasileiros. E, parece, que o sotaque é parte da graça inclusive para os próprios portugueses, já que é um acento regional mais carregado do norte do país.

Atualmente é exibido no canal de televisão fechado de Portugal SIC Radical (que disponibiliza os episódios pela internet) e em pequenas séries na internet como Bruno Aleixo na Escola e Bruno Aleixo no Hospital.  A criação, produção e montagem toda é de responsabilidade de três pessoas, em três cidades diferentes portuguesas, trabalhando pela internet. É o gana: guionistas e argumentistas não alinhados.

Um roteiro completo para a compreensão e diversão com o Bruno Aleixo está aqui no blog do Carlos Alexandre Monteiro, onde ele escreve de tudo, menos sobre Lost (já que tem outro blog só para isso).

tecnicamente falando

26, fevereiro 26UTC 2009 às 2:01 am | Publicado em curitiba | 4 Comentários

cidadeA primeira medida do prefeito em exercício Beto Richa quando, na condição de vice,  substituiu o então dono do cargo Cássio Taniguchi foi baixar o preço da passagem de ônibus. Uma manobra tipicamente eleitoreira, ganhou as eleições que seguiram. Agora foi re-eleito. A primeira medida do re-prefeito foi aumentar  a passagem de ônibus.

Mas sua popularidade continua imbatível. Boa parte dela se deve à fama de sua equipe técnica, com as melhores soluções para a melhor cidade. Mesmo que não solucione os problemas, são as melhores soluções. É o que está presente no discurso do IPPUC e da URBS, como bem apontado pelo Catatau em seu post sobre os meandros da pracinha do Batel e afins:

As mocinhas da RPC às vezes se esforçam entrevistando o coordenador da URBS, que recorrentemente apenas sabe dizer que o transporte público de Curitiba é o “melhor do mundo” (sic!), e melhorias localizadas em terminais aumentarão globalmente a qualidade do transporte.

O principal argumento, entretanto, não é esse: trata-se do “fato” de existir horário de pico! Ora, o transporte está ruim porque existe horário de pico. Retiremos o horário de pico, que o transporte voltará a ser bom!

Talvez nossa autoridade da URBS considere que, por extensão, a população de Curitiba deveria diminuir, para que os ônibus, em horário de pico, sirvam melhor. Ou mesmo, poderia-se mudar todo o regime de trabalho da capital paranaense, criando uma reação em cadeia que afetaria milhões de pessoas, para que não se interfira nada nos ônibus. Eles estão bons, o resto é que está ruim.

Agora, o curioso disso tudo é que Jane Jacobs, em seu ótimo livro “Morte e Vida das Grande Cidades” (2007, p.6), em que faz uma  severa crítica às cidades americanas das décadas de 1950 e 1960, parece estar falando dos técnicos da URBS e do IPPUC:

Planejadores, arquitetos do desenho urbano e aqueles que os seguem em suas crenças não desprezam conscientemente a importância de conhecer o funcionamento das coisas. Ao contrário, esforçaram-se muito para aprender o que os santos e os sábios do urbanismo moderno ortodoxo disseram a respeito de como as cidades deveriam funcionar e o que deveria ser bom para o povo e os negócios dentre delas. Eles se aferram a isso com tal devoção, que, quando uma realidade contraditória se interpôe, ameaçando destruir o aprendizado adquirido a duas penas, eles colocam a realidade de lado.

Vou dar uma olhada no que significa autenticidade (por aqui está meio difícil de encontrar). E já volto.

que ciclista é você?

19, fevereiro 19UTC 2009 às 10:47 pm | Publicado em bicicleta, desenhos | 7 Comentários

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viagem com jota

16, fevereiro 16UTC 2009 às 11:16 pm | Publicado em histórias verídicas que realmente aconteceram | 8 Comentários

jotalhaoResolvi entrar na maior livraria de Curitiba (em número de lojas e livros, não de títulos) em época de voltas às aulas.  As estantes que expunham os lançamentos e livros em promoção, assim como mais da metade do lugar, foram substituídas por material escolar. Querendo comprar um presente para um amigo, busquei o pequeno reduto que ainda tinha livros.

Não encontrei sozinho a obra que procurava e busquei um vendedor. Um ocupado funcionário fuçava o sistema no computador local (se estivesse dando “só uma olhadinha”, haveria muitos para me atenderem). Me intrometi no seu trabalho e perguntei:

– Com licença, onde encontro o “A Viagem do Elefante”? Do Saramago.

– De quem?

– Do Saramago. Do José Saramago, o escritor português que ganhou o Nobel de…

– Acho que esse nós não temos. Deixe eu dar uma olhada. Como é nome mesmo do livro?

– A Viagem do Elefante.

Ele digitou no sistema e disse categórico:

– Não, esse a gente não tem.

Tendo olhado por cima de seu ombro, resolvi corrigir:

– É que viagem é com gê, você digitou com jota.

Ficou meio sem graça e resolvi acrescentar, para parecer menos rude:

– É que viajar é com jota mesmo, então essa confusão é bastante comum…

Procurou no sistema pelo autor e foi direto na prateleira correspondente. Enquanto passava o dedo por entre a Jangada de Pedra, o Ensaio sobre a Cegueira, o Evangelho Segundo Jesus Cristo, resolvi trocar umas palavras com outro cliente que esperava para ser atendido:

– Veja só, como é que um funcionário de uma livraria não conhece o Saramago?

– É mesmo – respondeu com um sotaque difícil de reconhecer com poucas palavras.

Chega o vendedor:

– Olha, o sistema disse que tem um exemplar, mas não achei na prateleira.

– É que o livro é lançamento. Será que não está na parte dos lançamentos?

O vendedor correu por outra parte da loja e voltava com o livro em mãos.

Enquanto isso, continuei a conversa com o dono do sotaque:

– Você é de onde?

– Do Chile. É por isso que conheço o Saramago. Aqui no Brasil ele não deve ser tão conhecido mesmo, porque escreve na minha língua, o espanhol.

Ah, tá. Melhor botar o livro debaixo do braço e sair de fininho.

troféu meandros 2008

12, fevereiro 12UTC 2009 às 3:44 pm | Publicado em sem categoria melhor | 10 Comentários

O ano passado acabou já faz algum tempo. Parei de escrever neste espaço e nem me despedi, quanto mais desejei um bom Natal, um felizanonovo, avisei que estaria de férias e o que se espera em um blogue típico. Uma mal-estar que me derrubou alguns dias, seguido de compromissos profissionais não programados, seguidos de merecidas férias, seguidas de preguiça, muita preguiça… e tudo isso impediu qualquer atualização por aqui.

Não estou a me desculpar, afinal o blogue é meu e não devo nada neste espaço a ninguém (nem aos aparentemente inocentes links publicitários do Google).  Mas é apenas uma justificativa para retomar um importante post que ficou faltando em 2008: o TROFÉU MEANDROS. (Ao menos chegou antes do que outro prêmio quase tão famoso, o Oscar.)

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Lembrando que os critérios do prêmio (confira os vencedores de 2006 e 2007) praticamente não existem, as escolhas  são  uma decisão pessoal já que o blogue é meu e, ah, você já sabe. Eu coloco simplismente o que li, vi, ouvi, assisti ou cliquei de melhor em 2008. Vamos às categorias.

Melhor Filme

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1. Na natureza selvagem

O melhor filme de 2008 fala sobre liberdade, viagens, o sentido da vida, coragem e limites. Se o conteúdo é bom, a forma ficou melhor ainda. Destaque para a trilha sonora.

2. Batman: o cavaleiro das Trevas

Um super-herói adulto, realista e atual. Muitas questões sociais pertinentes como pano de fundo. Dificilmente outro filme baseado em histórias quadrinhos cujos personagens usam a cueca por cima das calças superará este tão cedo. Destaque para o melhor Coringa de todos os tempos em todas as mídias.

3. Juno

Como fazer um filme sobre a gravidez na adolescência e  o aborto sem apelar para nenhum clichê? Destaque para a trilha sonora.

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Melhor Livro

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1. O Filho Eterno, de Cristóvão Tezza

Um corajoso relato auto-biográfico travestido de ficção sobre a relação de um pai com seu filho com Down. A obra-prima do Tezza.

2. Cabeça Tubarão, de Steven Hall

Capitu traiu ou não o Bentinho? A dúvida no Cabeça Tubarão é muito similar, mas é sobre a própria realidade/fantasia do protagonista. Elementos da cultura pop (cinema + internet + televisão +  … ) muito bem aproveitados com uma narrativa deliciosa.

3. Baudolino, de Umberto Eco

Um verdadeiro livro sobre a mentira. O autor deve ter se divertido muito ao espalhar toda a sua erudição sobre a Idade Média com um personagem que duvida/acredita no seu próprio discurso.

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Melhor HQ

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1. Macanudo

A primeira obra do cartunista argentino Liners (enfim!) no Brasil. Suas tiras ousadamente inocentes inovam no formato e na reflexão. Este volumento foi ótimo para completar a coleção.

2. Júlia: Aventuras de uma criminóloga

É uma alegria acompanhar uma história mensal com um ótimo roteiro e desenhos competentes, que trazem o que de melhor a linguagem dos quadrinhos pode oferecer em seu formato tradicional. Eu só não compreendo o porquê das HQ´s italianas insistirem em ser ambientadas em territória norte-americano.

3. Tem alguma coisa babando embaixo da cama

Estes e os outros álbuns do Calvin e Haroldo relançado pela Conrad reviveram algumas das melhores (e hilariantes) tirinhas da história.

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Melhor Blogue

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1. Pedaleiro

O Catatau que me desculpe, mas este ano o primeiro lugar vai para o Renato. Seu blogue, atualizado quase diariamente, vem sempre com alguma novidade interessante a respeito da bicicleta, quer seja em sua dimensão artísitica, esportista, política ou mecânica. E com uma dose de bom humor que enche a tela.

2. Catatau

Mas não é por isso que o blogue do Catatau perde seus méritos. Continua com suas análises nada superficiais (e raríssimas de se encontrar nesta mídia) sobre temas muito cotidianos ou nada cotidianos.

3. Liniers: cosas que te pasan si estás vivo

É um blogue muito simples do cartunista argentino que se propõe a publicar alguns desenhos sobre suas experiências recentes, como cuidar de um bebê ou assistir um show de rock. Mas, que desenhos!

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Melhor programa de televisão

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1. CQC (BAND)

É claro a proposta de unir jornalismo com humor não teria tão bom resultado se tivesse nascido no Brasil, seria apenas mais um “Jornal do Seu Creyson”.  Felizmente o formato do programa argentino (com a provacação típica de nuestros hermanos) funcionou muito bem por aqui, um pouco graças à formação em stand up comedy de boa parte da equipe.  Talvez seja o programa mais sagaz dos últimos tempos; ao menos é o único em que espero ansiosamente e sento no sofá sem outras atividades paralelas desde descobri o quanto a televisão também pode ser ruim…

2. Passagem Para… (Futura)

As viagens de Luis Nachbin pela América Lantina continuaram a encantar, informar e despertar a coceira de fazer novas viagens. Com só uma câmera na mão e a sua narração em off consegue imagens belíssimas e ângulos inusitados de lugares conhecidos e desconhecidos de nosso planta.

3. Troca de Família (Record)

Uma espécie de mini-experiência antropológica, a fórmula acaba funcionando bem e proporcionando situações peculiares. A única coisa que sempre soa falso é quando “as mães descobrem que terão de decidir para onde vai o dinheiro da outra família” e fazem cara de surpresa. Ué, ninguém assistiu ao programa antes?

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Jogos Eletrônicos

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1. Wii Sports (Nintendo Wii)

Ah, a Nintendo foi muito feliz em lançar um videogame como o Wii; e eu fiquei muito feliz também em poder desfrutá-lo. A jogabilidade muda completamente: o joystick (wiimote + nunchuck) é tão intuitivo que pessoas que nunca jogaram videogame acabam se aproximando e dando uma surra (às vezes literalmente, como no jogo do boxe) em quem tem anos de prática apertando os botões. Há vários jogos bons na plataforma, mas nenhum se compara ao primeiro, Wii Sports. Mesmo que se mude de jogo, uma pizza e vários amigos fazem o DVD voltar ao console para uma boa partida de tênis, boliche ou golf.

2. Audiosurf (PC)

Este engenhoso game junta guitar hero + tetris + jogo de navezinha. Você carrega uma faixa de mp3 do seu computador e esta música é transformada em pista para a nave. Uma viagem pela música, literalmente.

3. Wario Land: Shake it (Nintendo Wii)

Jogo 2D que equivale à satisfação de jogar Sonic no Megadrive na época de seu lançamento. Cenário muito bonito, recursos do wii muito bem aproveitados, desafio competentes. Em outras palavras, algumas horas de boa diversão.

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Parabéns aos vencedores. Não aguardem a premiação.

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