o meu esporte do momento

15, janeiro 15-03:00 2010 às 8:00 am | Publicado em bicicleta, cotidiano | 2 Comentários

Várias pessoas quando me vêem pedalando para cima e para baixo dizem que também gostariam de ser esportistas e praticar o ciclismo. Respondo que não uso a bicicleta como esporte, mas como transporte.

E é verdade. Dificilmente utilizo a magrela apenas para me exercitar, melhorar o meu tempo, desenvolver um melhor condicionamento físico e/ou perder barriga. Até porque minha musculatura já está adaptada ao pedal e a bicicleta tem um excelente desempenho energético: pouco esforço gera um grande deslocamento em relação a outros modais. Isto significa que eu deveria fazer um percurso e um esforço considerável para poder queimar calorias significativamente e realmente perder a barriga, coisa que depois dos 30 com o progressivo enfrouxamento dos músculos abdominais torna-se uma preocupação presente.

De tal maneira que utilizar a bicicleta por esporte para mim não vale tanto a pena. Já nadei antes, é um excelente esporte. Trabalha com o corpo inteiro, com a respiração, com um outro meio de deslocamento. Mas a mensalidade da academia não anda acessível e isto de fazer atividade físico com horário marcado nem sempre funciona bem. Sem contar o deslocamento para a academia, mais a troca de roupa (colocar os óculos e a touca de natação podem ser especialmente irritantes), mais o banho depois da piscina, mais o deslocamento de volta. Isto faz com que o tempo gasto para a toda a natação possa chegar até ao triplo da atividade física em si (principalmente se o deslocamento foi motorizado para a academia, o que não faz lá muito sentido).

Assim, hoje já não pedalo, nem nado. Corro. Possui grandes vantagens. Ao colocar o pé fora de casa, você já pode considerar o início do treino, como a caminhada de aquecimento. Uma rua pouco movimentada perto de sua casa (ou um ciclovia calçadovia, um parque, melhor ainda) já serve como pista. O equipamento necessário é apenas um bom tênis  e algumas peças de roupa confortáveis. O resto é com você. (Claro, claro, consultar um médico e um educador físico sempre é recomendado.)

No mais a corrida oferece algumas vantagens. Permite desenvolver melhor a paciência: se deslocar rapidamente em trechos consideráveis é mais difícil contanto só com as pernas, ainda mais no começo. Aguça mais o olhar sobre os detalhes da cidade (ainda mais que a bicicleta). Socializa mais, mesmo sendo um esporte individual.

Parece que a corrida já é o segundo esporte mais praticado no Brasil. Graças a isto -e tendo em vista o interesse financeiro de quem sempre quer lucrar em cima de qualquer coisa- há uma estrutura bem forte se consolidando. Nas cidades grandes (e mesmo nas médias) há um grande número de provas coletivas durante o ano que acabam propiciando um senso de unidade, um evento interessante, uma boa avaliação de seu próprio desempenho, uma camiseta e uma medalhinha simpática no final.

Claro que o corredor pode passar longe de tudo isso (literalmente, correr por fora) e correr por puro prazer sem competição alguma, mesmo com si próprio. Por outro lado, se quiser pode gastar muito dinheiro com acessórios e treinamento ultra-especializado. O interessante da modalidade é que há muita gente diferente correndo, com objetivos e propósitos variados e sem conflito nenhum, num clima amistoso difícil de ver por aí.

Eu, por mim, enquanto posso, calço o tênis, me alongo e dou umas pernadas. Quem sabe um dia não serei um praticante do triatlon amador? Ou da nova moda pessoal que aparecer para mim.

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