quanto custa (mesmo) ter um carro

1, fevereiro 01UTC 2012 às 11:23 pm | Publicado em bicicleta, sustentabilidade sustentável | 5 Comentários

Odômetro do carro no dia 11/11/11 às 11:11

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Não foi apenas uma vez, muitas vezes já me passou a ideia de vender o carro. Faço a grande maioria dos meus deslocamentos individuais a pé ou de bicicleta, de modo que para mim não faria falta. Porém, para deslocamentos com a família (aí já são quatro dentro da lataria) a coisa se inverte, de modo que a decisão de se desfazer do carro precisa bem calculada.

Assim, decidi ir além das estimativas que se fazem por aí para calcular quanto se gasta com um automóvel em um ano e partir para o lápis e a caneta para cada detalhe gasto. Considerando apenas aspectos financeiros (há outros em jogo), abaixo segue um resumo do que foi o ano de 2011 em um Gol 16v 1999/2000:

  • 5531 km rodados
  • 655 litros de gasolina
  • R$ 1680,00 em gasolina
  • R$ 939,00 em oficina
  • R$ 130,00 em equipamentos
  • R$ 290,00 em IPVA
  • R$ 40,00 em lavagem
  • R$ 18,00 em pedágio
  • Total: R$ 3050,00

Foi um ano que gastei pouco, já que não precisei comprar pneus e a oficina colaborou. Basicamente fora um par de viagens Curitiba-Joinville e três ou quatro deslocamentos semanais para a casa de parentes/amigos, idas ao médico e afins. Isso deu mais ou menos R$250,00 por mês e o Gol fez em média 9km por litro.

Conclusão: Valor bem menor que as estimativas. Achei que gastava mais com o carro e as despesas não se mostraram tão grandes assim. Continuo sem vendê-lo.

Hoje não compraria um carro novo e nem trocaria o golzinho (financiamento e desvalorização motorizada não são o melhor negócio). Um investimento assim desequilibraria toda a conta que acabei de fazer.

Tento fazer o tal uso racional do automóvel. A planilha mostra que, ao que parece,  estou conseguindo. No mesmo ano passado, devo ter rodado uns 4500km pedalando  só para ir ao trabalho (não tenho ciclocomputador, este dado é bem no chutômetro), visto que são 8km de trajeto, feitos quase todos dias, duas idas e duas voltas. Ou seja, jogando mil quilômetros para baixo do tapet, fiz quase a mesma coisa pedalando do que dirigindo e, convenhamos, fazer tal distância em um carro é muito mais fácil. A minha conta malfeita é amenizada quando, lembrando, é verificado que nas viagens de carro geralmente vão quatro e na bicicleta geralmente só vai um.

Tenho amigos que vivem (e muito bem) sem o o carro e, sério, me orgulho deles. Mas por hora, talvez até a turma aqui em casa desenvolver toda a motricidade e coragem necessária para pedalar na cidade, o carro continua existindo na garagem. Até mesmo para lembrar que, perante as possibilidades disponíveis, pedalar e escolher um futuro melhor para todos é isto mesmo, uma escolha.

bicicletada

26, julho 26UTC 2010 às 6:40 pm | Publicado em bicicleta | Deixe um comentário

Para quem nunca participou, vale a pena conhecer.

Para quem já conhece, vale a pena voltar a participar.

E, no domingo, cicloturismo até Morretes com o pessoal de Sampa.

vida simples

18, abril 18UTC 2010 às 8:01 pm | Publicado em bicicleta | 6 Comentários

Hoje  saiu uma reportagem na Gazeta do Povo mencionando este que vos escreve.  Vamos a parte que interessa:

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Novos jeitos de mudar o mundo

Foi-se o tempo da rebeldia. Os contestadores de hoje usam outras armas: melhor que impor ideais é tentar influenciar e conquistar novos adeptos

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Já para o psicólogo e professor universitário Leandro Krus zielski, 30, o uso da bicicleta foi o ponto de partida para que ele e a família mudassem, aos poucos, o estilo de vida. “Há pouco mais de três anos comecei a usar a bicicleta para trabalhar, ir ao mercado, à padaria… Percebi que o deslocamento era muito mais prático e, principalmente, mais agradável. Tudo passou a fazer sentido. Com um simples gesto eu tornava a minha vida mais fácil, a dos outros também, além de poluir menos a atmosfera”, conta.

Aos poucos, Leandro começou a se interessar por assuntos ligados à mobilidade urbana e passou a participar de grupos de discussão em sites e blogs que incentivavam o uso de meios alternativos de transporte. Ele também se tornou colaborador da Bicicletada Curitiba, movimento em que ciclistas se juntam para reivindicar seu espaço nas ruas. “Quando alguma coisa é boa para você, é natural que você queira contar para os outros, compartilhar o que te faz bem.”

O contato com outras pessoas que abraçavam a mesma causa incentivou Leandro a adotar outros hábitos sustentáveis como a reciclagem, a compostagem do lixo orgânico e o consumo de alimentos orgânicos. Ele também aboliu o uso de sacolas plásticas e de fraldas descartáveis para as filhas gêmeas, de 3 meses. “A intenção é gerar a menor quantidade de lixo possível. Faço isso pela Julia e pela Marina, quero que elas tenham a oportunidade de viver em um mundo melhor.”

(…)

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O Patricio , do Aliors e do Transporte Humano, aparece logo em seguida. Confira a reportagem completa aqui, ó.

Comentário 1:  Bem que poderia ter saído a foto da família inteira, com as gêmeas. Ficaria uma recordação bonita.

Comentário 2:  Embora o que esteja escrito seja em essência o que declarei para a repo, tem uma palavra que eu nunca diria: padaria. Como todo bom curitibano sabe, o correto é pa-ni-fi-ca-do-ra!

e a vida nunca mais será a mesma 3

5, fevereiro 05UTC 2010 às 7:47 pm | Publicado em bicicleta, desenhos, histórias verídicas que realmente aconteceram | 4 Comentários

Sejam bem-vindas, meninas! (É amanhã, 06/02/10)

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E… tchau, internet!

o meu esporte do momento

15, janeiro 15UTC 2010 às 8:00 am | Publicado em bicicleta, cotidiano | 2 Comentários

Várias pessoas quando me vêem pedalando para cima e para baixo dizem que também gostariam de ser esportistas e praticar o ciclismo. Respondo que não uso a bicicleta como esporte, mas como transporte.

E é verdade. Dificilmente utilizo a magrela apenas para me exercitar, melhorar o meu tempo, desenvolver um melhor condicionamento físico e/ou perder barriga. Até porque minha musculatura já está adaptada ao pedal e a bicicleta tem um excelente desempenho energético: pouco esforço gera um grande deslocamento em relação a outros modais. Isto significa que eu deveria fazer um percurso e um esforço considerável para poder queimar calorias significativamente e realmente perder a barriga, coisa que depois dos 30 com o progressivo enfrouxamento dos músculos abdominais torna-se uma preocupação presente.

De tal maneira que utilizar a bicicleta por esporte para mim não vale tanto a pena. Já nadei antes, é um excelente esporte. Trabalha com o corpo inteiro, com a respiração, com um outro meio de deslocamento. Mas a mensalidade da academia não anda acessível e isto de fazer atividade físico com horário marcado nem sempre funciona bem. Sem contar o deslocamento para a academia, mais a troca de roupa (colocar os óculos e a touca de natação podem ser especialmente irritantes), mais o banho depois da piscina, mais o deslocamento de volta. Isto faz com que o tempo gasto para a toda a natação possa chegar até ao triplo da atividade física em si (principalmente se o deslocamento foi motorizado para a academia, o que não faz lá muito sentido).

Assim, hoje já não pedalo, nem nado. Corro. Possui grandes vantagens. Ao colocar o pé fora de casa, você já pode considerar o início do treino, como a caminhada de aquecimento. Uma rua pouco movimentada perto de sua casa (ou um ciclovia calçadovia, um parque, melhor ainda) já serve como pista. O equipamento necessário é apenas um bom tênis  e algumas peças de roupa confortáveis. O resto é com você. (Claro, claro, consultar um médico e um educador físico sempre é recomendado.)

No mais a corrida oferece algumas vantagens. Permite desenvolver melhor a paciência: se deslocar rapidamente em trechos consideráveis é mais difícil contanto só com as pernas, ainda mais no começo. Aguça mais o olhar sobre os detalhes da cidade (ainda mais que a bicicleta). Socializa mais, mesmo sendo um esporte individual.

Parece que a corrida já é o segundo esporte mais praticado no Brasil. Graças a isto -e tendo em vista o interesse financeiro de quem sempre quer lucrar em cima de qualquer coisa- há uma estrutura bem forte se consolidando. Nas cidades grandes (e mesmo nas médias) há um grande número de provas coletivas durante o ano que acabam propiciando um senso de unidade, um evento interessante, uma boa avaliação de seu próprio desempenho, uma camiseta e uma medalhinha simpática no final.

Claro que o corredor pode passar longe de tudo isso (literalmente, correr por fora) e correr por puro prazer sem competição alguma, mesmo com si próprio. Por outro lado, se quiser pode gastar muito dinheiro com acessórios e treinamento ultra-especializado. O interessante da modalidade é que há muita gente diferente correndo, com objetivos e propósitos variados e sem conflito nenhum, num clima amistoso difícil de ver por aí.

Eu, por mim, enquanto posso, calço o tênis, me alongo e dou umas pernadas. Quem sabe um dia não serei um praticante do triatlon amador? Ou da nova moda pessoal que aparecer para mim.

feliz 2010!

30, dezembro 30UTC 2009 às 11:14 pm | Publicado em bicicleta, desenhos | 4 Comentários

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Como o próximo ano é ano de eleições, desde já desejo os melhores votos para 2010!

o mês das bicicletas

2, setembro 02UTC 2009 às 11:03 pm | Publicado em bicicleta, curitiba | 3 Comentários

Não é só o veranico -depois de semanas frias e chuvosas- que tem deixado Curitiba melhor por esses dias. A presença simples, elegante e sincera da bicicleta também. Setembro  já é – e não só por convenção – o mês das bicicletas na capital paranaense.

JOGO 042

Mais que bicicletas, foi o encontro de pessoas.

Na beirada final do mês de Agosto, já fomos agraciados com a visita de 80 cicloativistas de São Paulo que participaram do encontro das Bicicletadas. Curitiba viu a a maior bicicletada de todos os tempos (até agora), ao menos numericamente. Há quem diga que foram 250, 300 ou até 400 ciclistas transitando em um lindo sábado ensolarado.

graciosaOs meandros da Estrada da Graciosa

Não bastasse isso, o Bonde de Sampa promoveu também cicloturismo para descer a Graciosa no dia seguinte. Alguns intrusos curitibocas participaram… e não se arrependeram. E Setembro nem havia começado ainda.

E para abri-lo oficialmente, o primeiro dia foi destinado ao 3.o Desafio Intermodal. Se nas edições anteriores a bicicleta foi a grande vencedora nos muitos quesitos, velocidade incluída, desta vez não foi diferente. Mesmo com o trajeto modificado em relação às edições anteriores. Está ficando até chato. A novidade ficou por conta da participação de figuras políticas dentro do desafio, apoio maior da mídia e da inclusão de um cadeirante – mostrando o quanto é difícil o deslocamento nas tortuosas calçadas curitibanas.  Para o próximo desafio quem sabe acrescentar novos modais seja uma ideia. Como fizeram os gaúchos ao colocar o cavalo percorrendo as ruas de Porto Alegre

1b2Identidade visual do 09/09

E assim o mês promete. Há inúmeras atividades para todos os gostos -e bicicletas- espalhadas por setembro. [Confira a programação no blog da artebicicltamobilidade.] E o ápice há de ser o 22/09, dia mundial sem carro. Até a prefeitura, resistência constantes às demandas  da mobilidade ciclística, criou uma conta no twitter para divulgar a data. Até agora é só marketing, mas há a promessa de algumas decisões concretas como a de fechar parte da Mal. Deodoro. Veremos.

Desempoeire a bicicleta do fundo da garagem e pedale. Para não ver o lindo mês de setembro passando feliz da vida pela janela do seu carro.

feliz páscoa!

12, abril 12UTC 2009 às 9:45 am | Publicado em bicicleta, cotidiano | 2 Comentários

jesus-numa-bike3

Imagem roubada daqui.

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E já que não tem Jesus numa bici, vai Jesus numa moto.

bicicletada noturna

9, março 09UTC 2009 às 7:51 pm | Publicado em bicicleta, curitiba, desenhos | 3 Comentários

batman

buda de bicicleta

28, fevereiro 28UTC 2009 às 4:02 pm | Publicado em bicicleta, curitiba, fotos fodásticas (ou nem tanto) | 1 Comentário

bicicleta-buda

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A bicicletada do dia 28.02.09 chega à praça do Japão.

Ou ao Nirvana, talvez.

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