a pochete, esta incompreendida

13, novembro 13-03:00 2008 às 8:21 pm | Publicado em cotidiano | 8 Comentários
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pocheteTorço para que chegue logo o dia em que todos poderão andar por aí de pijamas. Ou então nús, por que não? Em outras palavras, entre o conforto e a estética fico com o conforto. O mesmo vale para a eficácia e a estética, fico com a eficácia. Não nego que seja um critério válido, mas a belezura não faz parte de meus itens iniciais na tomada de decisão.

Por isso fiquei satisfeito ao saber que a pochete será uma tendência no próximo verão. Talvez assim não me olhem com tanta estranheza quando chegar com alguma.

Sim, sou usuário de pochete e acho muito estranho ter que me justificar (quase pedir desculpas!) por isso.  Afinal, a pochete é extremamente prática! Não tem todo o volume e desconforto de uma bolsa, guarda perfeitamente itens pequenos como chaves, carteira ou celular sem encher os bolsos das calças e, ainda, mantém as mãos livres. Não é pouco.

Permite, por exemplo, que eu possa sacar o controle do portão e abrí-lo sem descer da bicicleta ou tirar uma foto fodástica em um momento único simplesmente sacando a máquina digital que está -literalmente- a tiracolo.

É claro que pochete deve ser discreta e bem posicionada e, nisto, pode haver até um certo charme. Basta que digam que ela tem algum charme, como está acontecendo agora. Não é isso a moda?

O problema é que, pela própria definição, esta onda (que ainda nem começou) deve passar. Assim mesmo. Nisso concordo com Oscar Wilde: se a moda fosse uma coisa boa, não precisava ser trocada a cada seis meses.

No vídeo: reflexões sobre o tema com Kevin Johansen.

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frase para o dia de finados

2, novembro 02-03:00 2008 às 8:39 am | Publicado em cotidiano | Deixe um comentário

Daqui.

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“A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos.”

Karl Marx

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E tem gente que ainda tem medo é dos vivos!

o debate do the batman

4, agosto 04-03:00 2008 às 7:09 pm | Publicado em cotidiano | 2 Comentários

Assisti agora ao último filme do Batman. É tudo o que falam. Mas, por hora, só vou fazer coro ao que dizem sobre um aspecto do filme.

O Coriga é terrorista.

O Batman é torturador.

Imagem do “Cavaleiro das Trevas” original de Frank Miller.

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De onde veio essa idéia? Qual pode ser o efeito disso?

Respostas:

aqui

aqui,

aqui,

aqui

e aqui.

E já não se fazem heróis como antigamente.

campeão de novo

4, maio 04-03:00 2008 às 9:46 pm | Publicado em cotidiano | 6 Comentários

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Meus posts sobre futebol são os menos lidos. Mas não tem problema.

Não vou perder a oportunidade de exaltar o Coritiba, o atual campeão paranaense e, praticamente em tempo real, postar sua gloriosa chegada no Alto da Glória!

caos e ordem

2, maio 02-03:00 2008 às 6:13 pm | Publicado em cotidiano | 2 Comentários

Um dos meus cartuns preferidos do Quino.

Estou precisando de uma diarista destas…

respire

30, abril 30-03:00 2008 às 7:47 am | Publicado em cotidiano | 2 Comentários

(Clique na imagem para animá-la)

Movimentando a foto do estrangeiro burro no melhor estilo do Zoo Bizarro.

feliz páscoa!

23, março 23-03:00 2008 às 9:16 am | Publicado em cotidiano | 7 Comentários

cepa.jpg

(A partir do excelente logotipo do CEPA

 Não poderia escrever nada melhor para esta data do que já escreveu o catatau.

Feliz Páscoa!

água torneiral

22, março 22-03:00 2008 às 11:59 am | Publicado em cotidiano | 24 Comentários

agua-torneiral.jpg

Depois de quase trocar totalmente todas as viagens de carro por viagens de bicicleta, de quase me tornar um vegetariano e de quase negar todas as sacolas de plástico oferecidas, decidi tomar outra atitude ecológica quase-radical. Passei a beber somente água da torneira.

Vários amigos já tinham comentado que a água torneiral é potável, com vantagens inclusive sobre a água mineral. Notícias recentes de movimentos na Europa e nos Estados Unidos para diminuir o consumo de água engarrafada aliada com o tamanha do garrafão incopatível com o tamanho da minha cozinha e uma boa dose de pregüiça para encomendar novas entregas a cada semana foram determinantes para tomar a decisão.

Quais as vantagens? A primeira é o preço e a comodidade. Uns dois minutos a menos de banho pagam incontáveis copos d´água. E é simples como abrir a torneira. Outra vantagem é a chance menor de contaminação. Sim! Diferentemente da água mineral, a torneiral é tratada. Isto vai contra nossa cultura que afirma que tudo o que é público é ruim e que a opção privada é melhor. Mas, no caso da água, a observação diz outra coisa. Já deixou um galão de água mineral parado por um mês? Ele vai esverdeando de dentro para fora e água fica com um gosto “de velha”. Com a água torneiral isto não ocorre, por se tratar de água tratada. Ao contrário, quanto mais tempo a água ficar parada (em jarras ou pequenas garrafas), menor fica o gosto de cloro presente (este gosto aliás, que é o que justamente elimina os microorganismos indesejáveis, fica imperceptível depois de pouco tempo bebendo da fonte da torneira).

E outra, na troca de galão é sempre necessário fazer uma assepsia completa pois ele passou por vários caminhões e várias mãos até chegar o seu destino. A água da torneira já chega limpinha (claro que a manutenção da caixa d´água é muito recomendada). Quem garante isto, no caso de Curitiba e região, é a Sanepar, que realiza análises periódicas e sempre disponibiliza os relatórios.

Outra vantagem ainda é a questão ecológica envolvida. Beber a água pública é não fomentar o transporte (às vezes de centenas de quilômetros) que traria mais poluição e mesmo o desgaste de nossas estradas. Por que pedir algo de longe que já está ao nosso alcance? (E tem ainda as garrafinhas de plástico, que na maior parte das vezes vão parar no lixão comum, o que é pior ainda.)

Ah, sim, o filtro. Ele não parece necessário já que sua principal ação, a bactericida, é inócua visto que a água que passa por ele já não tem bactérias. E, além disso, segundo o Inmetro a qualidade dos filtros existentes é preocupante principalmente pela grande variabilidade de propostas e por não existirem normas nacionais que regulamente os filtros domésticos. Mais um gasto a menos.

Ainda outro ponto a considerar. Recentemente a Rede Globo exibiu algumas reportagens afirmando que, nos Estados Unidos, foram detectados a presença de substâncias químicas provenientes de remédios eliminados pela urina, como anti-depressivos e hormônios. Isto me pareceu bastante apropriado neste momento em que as campanhas por lá pedem maior consumo de água torneiral. Um lobby das empresas de garrafinhas? De qualquer modo, as próprias reportagens alertam que a quantidade é muito pequena e se desconhecem os efeitos (mesmo a longo prazo) nos seres humanos.

Estou bebendo água da torneira há pouco mais de um mês. Não morri, não fiquei doente (nem uma diarréia sequer), não começaram a nascer mais pelos e, muito menos, a brotar pequenos peitinhos. Ao contrário, passei a beber mais água, o que é muito mais saudável!

Taí, neste dia da água é esta a reflexão que quero trazer. Um dos milagres da vida moderna é possuir água potável tão ao alcance que precisamos ensinar às crianças que isto não é tão fácil assim. Quem sabe não é hora de valorizarmos isto e beber mais água da torneira? É o que tenho feito quando posso. Ou quase.

breves reflexões futebolísticas

17, fevereiro 17-03:00 2008 às 8:11 pm | Publicado em cotidiano | 1 Comentário

Como torcedor do Coritiba, digo que é meio incômodo ver o principal adversário, o Clube Atlético Paranaense, fazer uma goleada com oito gols ao atingir o próprio recorde de 11 vitórias seguidas, imitando a formação de 1949 que deu ao time o apelido de Furacão. Mas é verdade, uma verdade… inconveniente.

verdade-incoveniente.jpg

No entanto, vale uma breve reflexão futebolística. Nos times brasileiros, mesmo nos maiores, há duas classes de atletas. Os jogadores jovens, que buscam serem chamados de revelações, e os jogadores veteranos, já em fim de carreira. Assim que um jogador fica bom é vendido para o exterior para retornar quando seu padrão fica aquém de seus colegas.

Assim, enquanto lá fora a coisa fica cada vez mais artificial e comercial, aqui o futebol fica com qualidade pior. E ganha não quem tem os melhores jogadores (ou menos piores), mas quem tem bons diretores e técnicos que conseguem trabalhar com uma equipe, dando coesão aos 11 em campo.

Que é o caso do Atlético agora. Até que o clima mude, o que não é difícil em Curitiba. E aí todos sabem, depois da tempestade…

todo carnaval tem seu fim

6, fevereiro 06-03:00 2008 às 1:23 pm | Publicado em cotidiano | 3 Comentários

rato.jpg

Todo ano a conversa era a mesma:

“Agora, depois do Carnaval, é que o Brasil começa a funcionar.”

Mas neste ano, até agora, não ouvi isto nenhuma vez. Provavelmente porque os festejos da carne caíram no começo de fevereiro. Ouvi, ao contrário, o papo estranho de que a data deveria ser fixa, afinal esta história de mudar o maior feriado de acordo com interesses religiosos estaria ferindo os sagrados interesses econômicos.

Mas se, em todo caso, é agora que o Brasil começa a realmente funcionar, coincidiu nosso ano novo funcional com o ano novo chinês. 2008 é o ano do rato.

Não sei quanto ao rato, mas os humanos brasleiros vão trabalhar mais. Além da maioria dos feriados caírem nos finais de semana (a essa altura todos já estão sabendo disto), 2008 também é ano bissexto. Um 29 de fevereiro em uma sexta-feira, um dia de trabalho a mais.

Quem sabe no final do ano desta vez não escutemos tanto o famoso:

“Nossa, como esse ano passou depressa!”

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