eu sou a lenda

18, fevereiro 18UTC 2012 às 11:06 pm | Publicado em curitiba, desenhos | 2 Comentários
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no apagar das luzes

16, novembro 16UTC 2009 às 8:36 pm | Publicado em cotidiano, curitiba | 2 Comentários
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Foto daqui.

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Discreto, meio acabado e sutilmente elegante, o Cine Luz se foi do jeito que era.  Sem tanto alarde e choradeira como o fim do Cine Ritz – que contou com abaixo-assinado, manifestações de protesto e últimas sessões concorridas – o penúltimo cinema de rua de Curitiba cerrou suas portas na última sexta-feira 13.

Confesso que já fazia tempo que não frequentava as poltronas do Luz, a sessão gratuita para professores do início da tarde de sábado do Unibanco Arteplex estava preenchendo este lugar de preços populares e filmes distantes do circuitão. Mas a possibilidade de meio ingresso (a dois reais!) e de um cinema do outro lado da quadra da Universidade na minha época de calouro  não só marcou minha trajetória afetiva com a sétima arte como foi determinante em minha formação acadêmica. Aprendi mais com os filmes europeus com som ruim do que com muitas matérias burocráticas do ensino superior. A economia nos cinemas da Fundação Cultural  (e a novidade da carteira de estudante) me permitia frequentar ao menos um filme por semana. Em certa ocasião cheguei a ter assistido a todos as películas em cartaz do guia cultural do jornal. Bons tempos.

É certo que o cinema não tinha lá muitos frequentadores. Eu sempre torcia para assistir um filme totalmente sozinho. Nunca consegui, pois sempre havia pelo menos mais alguéns que apareciam (este sonho só foi realizado anos mais tarde, paradoxalmente, em multiplex de shopping). Mas isto é sinal de que eles existiam. E tenho certeza que para eles o Luz não era pouca coisa.

A prefeitura promete reabrir o Luz na nova rua Riachuelo. Sinceramente, tomara que abra. Mas é a mesma prefeitura que promete dar um jeito no aterro do Caximba, metrô e ciclofaixas. Sei não.

Sobem os créditos.

o mês das bicicletas

2, setembro 02UTC 2009 às 11:03 pm | Publicado em bicicleta, curitiba | 3 Comentários

Não é só o veranico -depois de semanas frias e chuvosas- que tem deixado Curitiba melhor por esses dias. A presença simples, elegante e sincera da bicicleta também. Setembro  já é – e não só por convenção – o mês das bicicletas na capital paranaense.

JOGO 042

Mais que bicicletas, foi o encontro de pessoas.

Na beirada final do mês de Agosto, já fomos agraciados com a visita de 80 cicloativistas de São Paulo que participaram do encontro das Bicicletadas. Curitiba viu a a maior bicicletada de todos os tempos (até agora), ao menos numericamente. Há quem diga que foram 250, 300 ou até 400 ciclistas transitando em um lindo sábado ensolarado.

graciosaOs meandros da Estrada da Graciosa

Não bastasse isso, o Bonde de Sampa promoveu também cicloturismo para descer a Graciosa no dia seguinte. Alguns intrusos curitibocas participaram… e não se arrependeram. E Setembro nem havia começado ainda.

E para abri-lo oficialmente, o primeiro dia foi destinado ao 3.o Desafio Intermodal. Se nas edições anteriores a bicicleta foi a grande vencedora nos muitos quesitos, velocidade incluída, desta vez não foi diferente. Mesmo com o trajeto modificado em relação às edições anteriores. Está ficando até chato. A novidade ficou por conta da participação de figuras políticas dentro do desafio, apoio maior da mídia e da inclusão de um cadeirante – mostrando o quanto é difícil o deslocamento nas tortuosas calçadas curitibanas.  Para o próximo desafio quem sabe acrescentar novos modais seja uma ideia. Como fizeram os gaúchos ao colocar o cavalo percorrendo as ruas de Porto Alegre

1b2Identidade visual do 09/09

E assim o mês promete. Há inúmeras atividades para todos os gostos -e bicicletas- espalhadas por setembro. [Confira a programação no blog da artebicicltamobilidade.] E o ápice há de ser o 22/09, dia mundial sem carro. Até a prefeitura, resistência constantes às demandas  da mobilidade ciclística, criou uma conta no twitter para divulgar a data. Até agora é só marketing, mas há a promessa de algumas decisões concretas como a de fechar parte da Mal. Deodoro. Veremos.

Desempoeire a bicicleta do fundo da garagem e pedale. Para não ver o lindo mês de setembro passando feliz da vida pela janela do seu carro.

de olho no futuro

19, julho 19UTC 2009 às 10:36 pm | Publicado em curitiba, sustentabilidade sustentável | 3 Comentários
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ATERRO DA CAXIMBA

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Quem assistiu Wall-E e conhece a política pública que a Prefeitura Muncipal de Curitiba tem para o aterro da Caximba sabe do que estou falando. E podemos imaginar o final.

o dia em que nevou (de novo) em Curitiba

1, junho 01UTC 2009 às 10:06 pm | Publicado em curitiba | 8 Comentários
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Hoje nevou em Curitiba.Não uma neve teórica, dessas que malmente ultrapassam o limite da definição entre a neve e a não-neve.Uma neve verdadeira, densa, pesada e abundante.
 
Perante o grito de alegria dos vizinhos todos pararam de praguejar contra o frio e pularam da cama, mergulhando seus pés agasalhados e as franjas do roupão na camada branca que cobria a cidade. Toda a cidade, não só as baixadas com seus gramados e telhados que costumavam sentir a geada nos dias em que o rádio noticiava o dia mais frio do ano.
Os velhos celebravam as memórias de outrora. Os adultos jovens secretamente vingavam-se de seus primos mais velhos que haviam presenciado o 17 de julho de 1975. Esta neve certamente é bem maior que aquela que prometia ser a última neve da história da cidade, principalmente depois do aquecimento global. 
Alguns duvidaram que o aquecimento global existia realmente. Outros confirmara sua presença: que tempo louco é esse que um dia faz o dia mais quente da história e outro dia o mais frio? Poucos, porém, realmente viam a neve diretamente. Todos fotografavam e filmavam, preocupados em manter o dia irrepetível para posteridade e suas histórias no lar, no bar e no youtube.
Uma criança, entretanto, não gostou de ser tirada da cama nessa hora e nesse frio. E achou a neve muito molhada e suja.

 

neve

Hoje nevou em Curitiba. Não uma neve teórica, dessas que malmente ultrapassam o limite da definição entre a neve e a não-neve. Uma neve verdadeira, densa, pesada e abundante.

Perante o grito de alegria dos vizinhos todos pararam de praguejar contra o frio e pularam da cama,  mergulhando seus pés agasalhados e as franjas do roupão na camada branca que cobria a cidade. Toda a cidade, não só as baixadas com seus gramados e telhados que costumavam sentir a geada nos dias em que o rádio noticiava o dia mais frio do ano.

Os velhos celebravam as memórias de outrora. Os adultos jovens secretamente vingavam-se de seus primos mais velhos que haviam presenciado o 17 de julho de 1975. Esta neve certamente é bem maior que aquela que prometia ser a última neve da história da cidade, principalmente depois do aquecimento global. 

Alguns duvidaram, inclusive, que o aquecimento global realemente existia. Outros confirmaram sua presença: que tempo louco é esse que um dia é o mais quente da história e noutro o mais frio? Poucos, porém, realmente viam a neve diretamente. Fotografavam e filmavam, preocupados em manter o dia irrepetível para posteridade e suas histórias no lar, no bar e no youtube.

Uma criança, entretanto, não gostou de ser tirada da cama nessa hora e nesse frio. E achou a neve muito molhada e suja.

lixeira viva

15, abril 15UTC 2009 às 10:48 pm | Publicado em curitiba, sustentabilidade sustentável | 7 Comentários
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Ok! Você já separa o lixo. Já trocou o carro pela bicicleta. Já bebe água da torneira. Já diminuiu ou eliminou o consumo de carne. Já trocou as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes. Já dá preferência por alimentos orgânicos. Já não aceita sacolas plásticas facilmente. Já apagou a luz por uma hora. Será que não há mais nada na esfera individual para colaborar com a sustentabilidade do planeta?

Sim, há! O nome é Lixeira Viva!

 

lixeira-viva1

Um grande problema urbano é o lixo. Para Curitiba, especialmente. O aterro do Caximba está com os dias contados (na verdade, é uma questão de horas até que sua capacidade se exceda). E nenhuma solução à vista para a nossa, muito nossa, capital ecológica. Algumas empresas já começam a dar indícios de que podem dar conta do próprio lixo orgânico, mas isto pode ser feito também pessoalmente.

Trata-se da compostagem doméstica do lixo orgânico. 

É um processo bastante simples; ao separar o lixo orgânico, permite-se que ele se decomponha sozinho e se transforme em húmus.  Um dos grandes males da vida urbana se torna um adubo natural de excelente qualidade. Eu disse sozinho? Desculpe, o processo conta com a incrível ajuda das… minhocas!

Esses anelídeos comem o equivalente ao seu próprio peso e se reproduzem muito rápido. E processam o material orgânico de um forma invejável a qualquer aterro sanitário. Para se ter uma ideia, um dos grandes interesses do Darwin ao final da vida eram as minhocas e a solução para os lixões ingleses

Mas como criar minhocas em casa? Alguns simples e engenhosos equipamentos facilitam, para não dizer executam por si, o processo. Temos aqui em Curitiba a Lixeira Viva, uma espécie de versão da Minhocasa de Brasília. São três caixas destinadas ao lixo orgânico e ao chorume, além, claro, as minhocas. Com menos de dois meses, o que seria mais conteúdo pro lixão está com um volume bem menor e uma função social e ambiental bem mais nobre (para saber como funiona, clique nos links espalhados pelo post, inlusive neste excelente infográfico da Folha de S.Paulo).

Mas não fede? Não, cuidando direitinho o odor é mínimo. A Lixeira fica sempre fechada e tampouco junta moscas, baratas e outros bichos escrotos. (A dica é nunca deixar acumular chorume, sempre dissolvê-lo em água e regar as plantas, é a parte mais fedida se em grande quantidade.)

Acaba sendo um novo animal de estimação. É difícil de acreditar, mas quem tem uma desssas em casa acaba desenvolvendo uma certa afeição pelos invertebrados (tenho amigos que dizem até chamar as minhocas pelo nome; só não me pergutem como diferenciam uma da outra ou como nomeiam as dezenas delas que surgem constantemente…). Com algumas vantagens sobre outros pets como poder viajar sem se preocupar em deixá-las com alguém para cuidar, por exemplo (sobrevivem até três meses sem alimento novo). 

Outra grande vantagem é que a Lixeira Viva dispensa levar o lixo para fora toda terça e quinta-feira, coisa que poucos devem achar divertido (claro, o lixo reciclável continua, assim como alguns orgânicos de origem animal que não vão para as minhocas – mas quem é vegano fica tranquilo). 

E cabe em qualquer canto da casa e -principalmente- do apartamento (quem tem quintal em casa pode enterrar o lixo orgânico e cultivar minhocas livres)! A foto acima é da minha Lixeira na sacada do prédio. Tem seis meses de funcionamento, está  indo para a terceira carga de húmus e para uma vida longa…

Gostou da ideia? Pois fale com o Eduardo da Casa da Videira e encomende a sua. Dê mais um passo para um planeta sustentável enquanto a prefeitura tenta jogar mais lixo onde não há mais espaço.

festival de Curitiba

23, março 23UTC 2009 às 9:15 pm | Publicado em curitiba, histórias verídicas que realmente aconteceram | 1 Comentário

tudo_q_vc_veNO SALÃO DE BELEZA

CABELEIREIRA 1

– Pronto, terminei. Pode vir, querida, pode se sentar.

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CLIENTE, tomando assento, sorridente.

– Ah, obrigada. E aí, alguém vai no Festival de Teatro?

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CABELEIREIRA 1 e 2 se entreolham, desconfiadas

CABELEIREIRA 1

– Não sei… acho que não. Quantas peças que tem?

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CLIENTE

– Ah, tem milhares! De tudo quanto é tipo…

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CABELEIREIRA 2

– É que não é muito do meu gosto.

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CABELEIREIRA 1

– Ah, mas tem aquela mulher do Zorra, como é que é, a do Leite Quente…

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CABELEIREIRA 2

– Isso, a Lady Kate! Parece que ela vai se apresentar. Esse teatro deve ser legal!

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CLIENTE

– Ué, mas não é a mesma coisa que assistir na televisão? Pra ver a Lady Kate eu ligo a televisão no sábado e vejo de graça…

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CABELEIREIRA

– Então… é por isso que eu não vou no Festival.

mire o muro III

17, março 17UTC 2009 às 5:48 pm | Publicado em curitiba, fotos fodásticas (ou nem tanto) | 2 Comentários

Depois de acompanhar as discussões  nos muros da cidade uma vez e outra, resolvi olhar também para as placas.

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carnecrime

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Sobre a propaganda e a anti-propaganda.

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pare1.

Sobre o ar que respiramos e a estupidez humana.

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circulacao-comparilhada.

Sobre a lentidão do pedestre ou a velocidade da bicicleta.

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p21602531

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Sobre um pedido educado que inclui um “palavrão”.

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bicicletada noturna

9, março 09UTC 2009 às 7:51 pm | Publicado em bicicleta, curitiba, desenhos | 3 Comentários

batman

buda de bicicleta

28, fevereiro 28UTC 2009 às 4:02 pm | Publicado em bicicleta, curitiba, fotos fodásticas (ou nem tanto) | 1 Comentário

bicicleta-buda

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A bicicletada do dia 28.02.09 chega à praça do Japão.

Ou ao Nirvana, talvez.

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