e a poesia pelos meandros

11, março 11-03:00 2008 às 8:04 am | Publicado em meandros | 2 Comentários
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antes, quando a poesia me invadia
era aquela eufórica alegria

agora me largo quieto
sentado à beira do rio

transcorre em silêncio a água
e a poesia pelos meandros

Carlos Dala Stella

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meandros do comportamento humano

10, janeiro 10-03:00 2008 às 9:37 am | Publicado em meandros | 2 Comentários

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(Ilustração de Maurice Mechan no livro “Freud para Principiantes”)

“Freud recebeu um prêmio literário: o Prêmio Goethe, muito merecido visto a amplitude de sua contribuição à literatura mundial de ficção. É possível, evidentemente, preferir a seu contemporâneo Marcel Proust, que explorou com atrevimento, objetividade e sinceridade os meandros do comportamento humano, sem recorrer ao sistema psicanalítico.”

Um dos muitos (bons) comentários irônicos/sarcásticos/maldosos presentes no “Le Livre Noir de la Psychanalise / El Libro Negro del Psicoanálisis”, que mesmo depois da grande repercussão na França e na Argentina, ainda não foi lançado no Brasil. (Edição argentina, 2007, p. 146)

os meandros do interior do Paraná

15, dezembro 15-03:00 2007 às 9:20 pm | Publicado em meandros | 3 Comentários

Andando pelos arredores do Hospital das Clínicas, o maior do Paraná, comecei a observar as logotipos das prefeituras do interior do estado presentes nas Kombis que trazem de longe os doentes para se tratarem na capital. E observei que é relativamente comum nestes logotipos a presença de um pequeno rio (ou de um caminho) em curvas bastante sinuosas. Um meandro, enfim.

Resolvi, pois dar uma olhada sistemática nos sites das prefeituras disponíveis no site do governo do estado. Eis o resultado:

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O município de Centenário do Sul faz a típica utilização de dois elementos bastante comuns: um rio entre as montanhas e uma curva compondo um “S”. A Criatividade não é o ponto forte desta logo.

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Bastante parecida é a logo de Quatro Barras. Mas aqui o rio (ou o caminho, como preferir) passa na frente das montanhas e lembra bastante um cisne de uma famosa marca de sal.

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Morretes, por outro lado, também traz os mesmos elementos… Mas no brasão oficial da cidade e não apenas no logotipo atual da prefeitura. Alguém tem dúvidas que aquele ali é o rio Nhundiaquara?

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Ribeirão Claro, espantosamente, é uma das poucas cidades com nome de rio que tem um rio no logotipo. Meio feinho, mas está lá…

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Este meandro aqui de Tijucas do Sul está mais com cara de ser um caminho do que o curso d´água. Mas ficou muito bonito.

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E, para concluir, Santa Helena coloca em seu site não só a logo com os meandros, mas uma foto dos próprios. Nada melhor para fazer juz ao lema da cidade: “Terra das Águas”.

E então você leitor me pergunta:

– E daí?

E eu respondo:

– E daí, nada.

Ou este blogue é sobre meandros ou não é.

desenhando certo em linhas tortas

14, dezembro 14-03:00 2007 às 8:35 am | Publicado em meandros | 3 Comentários

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Cartum do argentino Crist.

Menção Honrosa no 1º Salão Internacional de Humor pela Floresta Amazônica.

no curso sinuoso dos seus rios

10, dezembro 10-03:00 2007 às 7:43 am | Publicado em meandros | 1 Comentário

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Foto daqui

“Não é ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país. No curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.”

Do centenário Oscar Niemeyer

revistas e jornais de sacanagens

4, dezembro 04-03:00 2007 às 7:54 pm | Publicado em cotidiano, meandros | 3 Comentários

No ano passado a revista Veja publicou em suas páginas uma charge do cartunista gaúcho Santiago, que realizava uma interessante crítica à revista. O detalhe é que a Veja publicava sem a sua autorização, o que configurava mais uma de suas sacanagens. Lembram?

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Pois bem, novamente o Santiago (um dos melhores profissionais do traço do país, em minha modesta opinião) é alvo de mais uma sacanagem. E das grandes. De acordo com o Blog dos Quadrinhos, o Jornal do Comércio vetou suas charges e o demitiu depois de charges como esta:

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O principal argumento para a demissão é que ele não poderia fazer um desenho sobre o lucro já que o jornal não era contra o lucro. Eita, sei de coisas bem parecidas na didadura… E viva o mercado com seus lucros pornográficos!

Bastante pertinente o comentário do Orlando Pedroso, outro dos grandes, retirado do Blog dos Quadrinhos:

eu não poderia jamais defender qualquer ato de censura, especialmente dentro da imprensa. mas, tentando preservar o distanciamento que o tempo nos dá, pro bem ou pro mal, a censura da ditadura tinha, digamos, uma ideologia. ela tinha uma meta que era impedir o avanço comunista no brasil. o que me parece hoje e, especialmente agora com essa dispensa lamentável de profissionais de primeira linha, é que a maioria dos jornais está se lascando para censura ou não desde que seus tablóides lhes sirvam como balcão de negócios. a ideologia é o mercado e nada mais burro que isso. se jornais se tornam cada vez mais classificadões de construtoras, cadernos de serviços em geral, nada mais óbvio que dispensar a opinião de jornalistas e chargistas. se olharmos pela ótica do mercado, isso não é censura mas sim “adequação”. eles não servem mais, são escanteados. é uma pena. salvo as honrosas exceções, jornais não sabem mais pra que servem. trazem pela manhã notícias requentadas e deixaram os textos analíticos pra trás por falta de leitores interessados. talvez ainda forrem gaiolas. sendo assim, jornais não precisam de chargistas e, muito provavelmente, às duras penas chargistas deverão dar a volta, re-inventar a roda e descobrir que também não precisam mais deles.

Deixo agora a palavra com próprio autor por sua charge publicada no dia de hoje no A Charge Online.

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Santiago, boa sorte em seus novos meandros…

tao e coisa, coisa e tao

21, novembro 21-03:00 2007 às 2:52 pm | Publicado em meandros | 1 Comentário

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Um pequeno trecho meio zen-vergonha da obra que conta a vida do maior samurai de todos os tempos.

“Portanto, quando um espadachim se dedica à escultura, está se empenhando em elevar o espírito, assim como um monge, ao empunhar uma lâmina e esculpir uma imagem santa em estado de auto-anulação, está procurando aproximar seu espírito ao do santo que esculpe. O mesmo espírito norteia os que pintam, ou se dedicam à caligrafia. A meta de todos é atingir a lua, mas muitos são os caminhos que conduzem ao cume da montanha. Alguns se perdem em meandros, ou tentam novos caminhos: todos porém os trilham procurando chegar o mais perto possível da serena perfeição de Buda.”

Musashi (p. 939 )

meandros cognitivos

16, outubro 16-03:00 2007 às 2:43 pm | Publicado em meandros | 8 Comentários

Recebido um meme (equivale às antigas correntes, só que com blogues e sem envolver dinheiro) do Catatau:

1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) Abra-o na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.

Bom, o livro mais próximo é “Aprendizes e Mestres: a nova cultura da aprendizagem” do espanhol Juan Ignacio Pozo. Tenho andado com ele para cima e para baixo a fim de concluir sua leitura até domingo, quando participarei de um processo seletivo de pós-graduação cuja bibliografia básica o inclui.

É um bom livro, bastante claro, didático e bem humorado. Tenta fazer uma junção entre as teorias da aprendizagem do behaviorismo com as teorias do processamento da informação e do construtivismo. Acaba que deixa ambos os lados meio descontentes: imagino os pulos na cadeira que alguns behavioristas radicais não dariam ao ler este livro! Ah, a tradução de alguns termos técnicos deixa bastante a desejar.

Mas vamos à 5ª frase da pág. 161:

“A característica que melhor identifica a mente humana quando a comparamos com outros sistemas de conhecimento é que pode refletir sobre si mesma, pode tomar consciência de seus estados e inclusive, às vezes, de seus processos.”

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Imagem daqui.

Mesmo ao acaso, a citação ficou muito boa! Mas duas frases à frente tem uma muito melhor que se encaixa perfeiramente neste blogue:

“Por exemplo, o que sabemos sobre o sistema cognitivo humano, conforme o resumo apresentado nestes três últimos capítulos, se deve mais à investigação experimental em psicologia cognitiva do que a essa consciência auto-reflexiva (nunca teríamos compreendido a natureza complexa de nossa memória de trabalho, talvez nem mesmo sua existência sem essa investigação), se bem que, como mostram algumas das citações literárias recolhidas, não seja necessário ser psicólogo cognitivo para intuir alguns de seus subterrâneos e meandros mais destacados.”

Passo a bola pra frente: Renato, Ângelo, Márcio.

a terceira margem do rio

4, outubro 04-03:00 2007 às 2:04 pm | Publicado em meandros | 3 Comentários

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“Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro – o rio.”

 João Guimarães Rosa

a volta dos que não foram

13, agosto 13-03:00 2007 às 9:47 pm | Publicado em meandros | 1 Comentário

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Depois de quase um mês de ausência não programada, estamos de volta. Demandas do mundo real, preguiça, aridez criativa . Muitos assuntos mereceram um post, mas ficaram a ver navios. Às vezes é bom saber calar.

Assim como é bom saber voltar. Com satisfação volto a dar minha singela contribuição à rede de amigos da blogsfera que tanto me alimenta com as reflexões diárias. Os links aí ao lado estão sempre para serem usados.

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