troféu meandros 2011

31, dezembro 31UTC 2011 às 2:11 pm | Publicado em sem categoria melhor | Deixe um comentário

No apagar das luzes de 2011, a prova de que o blogue sobrevive. Eis os melhores do ano em minha modesta e limitada opinião. Modesta, porque devo ser um dos melhores modestos do mundo. E limitada porque com a imersão offline que tenho praticado, estou por fora da indústria cultura, excetuando algumas categorias como os livros – que  consegui ler em bom número – e a novíssima categoria DVD Infantil – esta sim extremamente bem vivenciada.

Bom, vamos os vencedores!

.

.

.

Livro

A Cidade Ilhada – Milton Hatoun

Este livro de contos é uma pequena pérola. O autor amazonense prova que além de dominar o romance, é mestre também no gênero do conto. Livro daqueles que te pegam pelo cabelo e te arrastam até o fundo das águas do Amazonas.

.

Breves entrevistas com homens hediondos – David Foster Wallace

Fodástico. E ponto.

.

Amor nos tempos do Cólera – Gabriel Garcia Marques

Gostei mais do que os Cem Anos de Solidão, e não é fácil superar algo que já era tão bom.
.

Filme

127 horas

Não chega a ser nenhum Na natureza selvagem, mas a história real de um jovem aventureiro preso sozinho no meio do nada guarda suas semelhanças. Assisti sem conhecer sobre o desfecho do problema do rapaz espremido entre pedras no deserto – um previsível desfecho, mas mesmo assim estarrecedor – e isto contribuiu para valorizar melhor a experiência cinematográfica. O diretor poderia facilmente apelar para soluções sádicas, mas preferiu uma bela fotografia e uma competente trilha para contar este exemplo extremo da capacidade de tomada de decisão frente à desafios reais.

.

Tropa de Elite 2

Nem de longe foi tão comentado como o primeiro, mas enquanto tentativa de reflexão da violência cotidiana e seus fatores, é infinitamente melhor (embora limitado, como é de se esperar de uma obra fechada de entretenimento). Enquanto o Capitão Nascimento pôde ser adotado como um ótimo anti-herói para quem ainda vê o mundo na ótica maniqueísta, o Coronel Nascimento não goza de tanto prestígio por não permitir soluções fáceis. Precisa interagir com a mídia, a política, as ONG´s, as mílicias e a interação entre elas. Por isso – e por não deixar de ser um ótimo filme de ação – Tropa 2 não pode deixar de ser relembrado como um dos destaques do ano.

.

Em um mundo melhor

Este filme dinamarquês, que ganhou outro prêmio de menor significância (o Oscar de filme estrangeiro de 2010), faz uma ótima discussão sobre a não-violência e seus meandros, sem meios termos.

.

CD

Feito pra acabar – Marcelo Jeneci

O Marcelo Jeneci já está por aí faz tempo, compondo e tocando gaita com/para diversos nomes da MPB e este CD só coroa seu bom trabalho. Poesia e melodia de primeira, muito melhor que aquele seu xará, que tenta fazer isso e só sai mimimi, o Camelo.

.

Sou Suspeita Estou Sujeito Não Sou Santa – Anelis

A filha do Itamar Assunção chega com um disco irresistível, de um balanço e arranjos que conseguem ser ao mesmo tempo refinados e grudentos (o que é extremamente raro por aí).

.

A Banda Mais Bonita da Cidade – A Banda Mais Bonita da Cidade

O disco vai muito além do famosíssimo clipe e do amor e ódio que a banda conquistou. Vale uma ouvida bastante atenta pois há muito mais que cabe na despensa.

.

Videogame

Yoshi Island DS

Como nunca tive nenhum console da Nintendo até o Wii, não conheci Yoshi Island, tido como um dos melhore jogos de plataforma de todos os tempos, na sua época, a saudosa (?) década de 90. Mas sabendo agora que havia um remake muito parecido para o DS, pude comprovar o mérito do jogo. Realmente, é diversão despretensiosa e ótima jogabilidade, tudo o que posso querer de um jogo de videogame.

.

Monkey Island SE

Os jogos da série Monkey Island foram os que trouxeram maior influência em minha formação. O que sei de inglês e o cabelo comprido que usei até o início do século XXI se deve ao Guybrush Threepwood. É por isso que foi muito emocionante rever a série repaginada -com gráficos e música ao mesmo tempo melhorados e extremamente fiéis ao original – na versão que joguei para iPod.

.

Metroid Pinball

Um jogo de Pinball para o Nintendo DS com elementos adicionais interessantes. Diversão despretensiosa e ótima jogabilidade, tudo o que posso querer, bom você já sabe.

.

HQ

Scott Pilgrim contra o mundo – Bryan Lee O`Malley

Não é uma HQ que prime pelo conteúdo. A forma, porém, confere uma velocidade e envolve elementos culturais pop – principalmente oriundos do videogame – tão fortemente que não a deixam ser esquecida facilmente. Ao contrário, o envolvimento na leitura foi algo que não tinha sentido há algum bom tempo. A boa tradução e a boa adaptação também ajudaram muito.

.

Aventuras de uma criminóloga (Julia Kendall)

Garantia de sempre um ótimo roteiro e uma condução gráfica caprichada. A melhor regularidade em gibi de todos os tempos.

.

RED – Aposentados e Perigosos

Comprei em um sebo e li esperando o ônibus numa rodoviária. Me surpreendi com uma história com começo, meio e fim, bem desenhada e roteiro convincente. Ótimo e por isso me nego a ver o filme para não estragar a boa experiência.

.

Blogs

Catatau

Faça chuva ou sol, caiam e ergam-se governos, quebrem-se e consertem-se os paradigmas, lá está o catatau sempre com uma perspicaz e fora do (senso-)comum análise do entorno. Agora em endereço novo, mas com constância no forte conteúdo contra a “jornal hojealização” da contemporaneidade, num blogue feito à unha, sem patrocínios e suporte de grandes mídias ou portais.

.

Ir e vir de bike

Já sob o guarda-chuva da Gazeta do Povo, Alexandre Costa Nascimento fez bonito em 2011 no que, já se pode dizer, é o mais importante blogue de bicicletas de Curitiba. Além de abordagens jornalísticas e furos que só seriam permitidos com o apoio oficial de um veículo de comunicação de porte, o Ir e Vir de Bike chegou a trazer mais informações sobre eventos cicloativísticos (antes e depois) do que os veículos oficiais (como o próprio blogue da bicicletada).

.

Vá de bike

O Willian Cruz tem feito também um ótimo trabalho em Sampaulo com o cicloativismo, mas seus post alcançam o Brasil todo, chegando até a citar situações aqui de Curitiba. A repaginada do visual do blogue ajudou muito, fazendo jus À sua qualidade.

.

DVD Infantil

O Livro das Brincadeiras Musicais da Palavra Cantada

Depois de quase 20 anos de estrada, o Palavra Cantada já reúne um bom (e bota bom nisso) repertório. O que esta coleção de 5 DVDs (+ 5 CDs + 5 livrinhos) fez foi transformar as músicas em brincadeiras, principalmente para instrumentar professoras de arte com habilitação em música em levar atividades relacionadas às escolas. Mesmo crianças pequenas (como as minhas, hehe) se encantam com o material e aprendem movimentos, conceitos e melodias naturalmente. E o melhor, as músicas são tão boas que não há incômodo em que elas fiquem alojadas em sua cabeça o dia todo.

.

Minuscule

Esta série francesa que mistura animação com documentários sobre a vida dos insetos  sem usar palavras é fantástica. É jargão dos jargões, mas seus episódios de 5 minutos agradam crianças de todas das idades, principalmente as adultas. Pena que não saiu oficialmente no Brasil, restando apenas o acesso pela internet.

.

Cocoricó

Esta produção brasileira não deixa nada a dever para qualquer bom programa infantil do mundo todo. Destaque para os DVDs de clipes musicais com composições do Hélio Ziskind.

.

Parabéns aos vencedores! Relembre os vencedores dos anos anteriores aqui:

2006

2007

2008

2009

2010

E um ótimo 2012! Até!

Anúncios

troféu meandros 2010

27, dezembro 27UTC 2010 às 12:14 am | Publicado em sem categoria melhor | 8 Comentários

.

Queridos poucos (porém sinceros) leitores. Este blogue por enquanto não acabou. E para provar sua sobrevida, me vejo na obrigação de pelo menos publicar o já tradicional Troféu Meandros edição 2010. (Outras edições: 2006, 2007, 2008 e 2009)

O ano que se finda foi muito diferente de tudo o que já havia experimentado. Nunca na história deste país estive tão atarefado, tão emocionado, tão reflexivo, tão exausto, tão alerta, tão… intensamente mergulhado no presente. É o que faz paternidade, principalmente ao ser pai de gêmeas pequenas e tendo outros detalhes menores para cuidar como o emprego e o doutorado. Creio que eu e minha esposa estamos nos saindo melhor que o combinado, mas obviamente tivemos que fazer algumas escolhas e sacrifícios.

Dentre o que abri mão (além de obviamente querer manter um blogue atualizado), está a possibilidade de manter-me atualizado nas áreas da cultura e do entretenimento, assunto que diz respeito ao troféu deste post. Li, ouvi, assisti, joguei o que pude, muito menos que em outras eras. Listo agora o que encontrei de melhor nesta parca experiência cuja prioridade foi para a vida de verdade.

Melhor Disco

A vantagem da música é que é possível escutá-la por mais ocupado que se esteja.


1.  Amar La Trama – Jorge Drexler

O Drexler é um cantor cujas letras e melodias precisam ser apreciadas com atenção, o que ocorre naturalmente. A opção pela gravação deste disco “ao vivo” para um programa de tevê deixou o som mais orgânico e envolvente. Destaque para a canção Noctiluca, a melhor representação da paternidade (que falava acima) que encontrei até agora.

.

2. Música de Brinquedo – Pato Fu

Embora este disco não tenha nenhuma música de autoria da banda, a impressão é que o Pato Fu nunca foi tão Pato Fu ao gravar sucessos idos só com instrumentos de brinquedo. Os arranjos e o leite de pedra que tiraram de instrumentos tão limitados são impressionantes!

.

3. Délibáb – Vitor Ramil

Entre outras coisas boas, o Vitor Ramil costuma fazer interpretações de músicas tradionalistas gauchescas com uma classe de MPB que não se encontra mais em lugar nenhum. No disco, isto é mesclado com algumas milongas do Jorge Luis Borges. Vale muito a pena ler também o texto do encarte, que fundamenta teóricamente (!) tudo o que está registrado em áudio. Na estética do frio.

.

Melhor Livro

Uma das grandes vantagens de se fazer um doutorado é ter acesso a uma biblioteca de porte com livros que felizmente não tem nada a ver com a tese.

1. Lavoura Arcaica – Raduan Nassar

Taí um tesouro da literatura nacional que eu desconhecia. Obrigatório, só isso.

.

2. Desesperados – Paula Cox

Outra obra selecionada quase ao acaso (ou pelo destino) que surpreendeu.  Uma história aparentemente simples, sobre um o desespero do arranhão de um gato.  Mas com muitas camadas , como se diz por aí.

.

3. Cinzas do Norte – Milton Hatoun

O livro que me faltava para completar a leitura das grandes obras do Hatoun. Magistral, como as demais.

.

Melhor HQ

Porque quadrinhos não são literatura, mas podem ser até melhor.

1. Julia: Aventuras de uma Criminóloga

Os roteiros do Bonelli são o que há de melhor nos quadrinhos atuais. Sempre, sempre surpreendentes.  A emoção adicional este ano foi por conta da promessa da editora Mithos em cancelar a publicação. Parece que voltaram atrás. Mas se eu fosse você, acompanhava também as deduções da Júlia e ajudava a garantir a publicação desta preciosidade mensalmente.

.

2. Frango com Ameixas

Embora não conte com o fôlego épico de Persépolis, Marjane Satrapi consegue manter a mão (o que não é pouca coisa) ao contar uma breve história do fim da vida de um tio artista. Um história bem contada. Precisa de algo mais?

.

3. 90 Livros Clássicos para apressadinhos.

Embora o livro do sueco Henrik Lange sugira  uma iniciação aos clássicos, as piadas (engraçadíssimas, aliás) só funcionam bem quando o resumo de quatro quadrinhos (três, descontando o título) dizem respeito a um livro que o leitor conhece. Mas me permitiu também conhecer o essencial de obras que eu nunca leria (eu nem sabia que Rambo era um livro e muito menos que o  coronel Trautman o mata no final) e saber o spoiler de obras que pretendo ler…  Nada melhor na época do twitter.

.

Melhor blogue

Sempre tem alguma coisa boa passando na internet.

1. Catatau

Além dos belos textos de praxe, excelente cobertura da eleições estaduais e nacional, com reflexões difíceis de encontrar em outros nichos.

.

2. Transporte Humano

Enquanto o luddista se recupera e o Apocalipse Motorizado ainda toma distância para saltos maiores, o GTH está suprindo muito bem este espaço de discussão da mobilidade sustentável, da relação entre pessoas e a cidade.

.

3. Os Trigêmeos

Há muitos blogues sobres bebês/filhos por aí. Bem escritos, poucos. Escritos sob uma ótica masculina, pouquíssimos. O Otávio faz bem as duas coisas ao contar sobre seus três, agora no Canadá.

.

Melhor Filme

Posso contar nos dedos (de uma mão) os filmes que consegui assistir este ano. (E agradeço a iniciativa do Cine Materna que permite que pais e bebês possam ir ao cinema juntos!)

1. Avatar

Assisti em janeiro, então é 2010 ainda.  Indicação feira puramente pela experiência sensorial.

.

2. Saneamento Básico

Humor que se transforma em bons bordões no cotidiano. Inesquecível Selene Segall.

.

3. Lavoura Arcaica

Estou para ver um filme mais fiel ao livro. Excetuando o fato de que há algumas objetivações que no livro é pura subjetividade, a versão é e extremamente complementar.

.

Melhor Show

Se posso contar numa mão o número de filmes, posso contar em um dedo o número de shows.

1. Banda Gentileza + Móveis Coloniais de Acaju

Foi “O” show do ano. E provavelmente continuaria sendo mesmo se eu fosse em outros. Conseguimos (não sem uma boa dose de culpa),  deixar as crianças com os avós e conferir as bandas que ganharam o Troféu Meandros do ano passado na categoria melhor disco. Tudo o que falam do Móveis é verdade, eles levam a plateia na mão e a impressão que deu é que não houve maior animação por falta de espaço no palco do Espaço Cult. E a banda Gentileza, cujo único defeito parece ser a maldição das bandas curitibanas em não deslanchar além das margens do rio Belém, não fez nada feio.

.

Melhor jogo de videogame

Esse foi o ano do Nintendo DS, já que a vida só permitiu partidas curtinhas para distrair.

1. Soul Bubbles

Um joguinho muito bonito, relaxante e com uma dinâmica muito bem elaborada. O tipo de jogo que aproveita ao máximo a plataforma em que está inserido.

.

2. PICROSS 3D

Um videogame precisa proporcionar momentos melhores que um jornal com sudoku ou palavra-cruzada. O Picross consegue, e bem.

.

3. Sonic Colors

Ah, o bom e velho Sonic de volta. E na sua melhor forma.

.

.

Parabéns a todos os contemplados. Agora recebam o Troféu Meandros no conforto de seus sonhos.

identidade

2, junho 02UTC 2010 às 7:50 pm | Publicado em sem categoria melhor | 5 Comentários
Tags: , ,

A imagem é meramente ilustrativa, mas não fica muito além da realidade.

.

meus pastores da televisão

25, janeiro 25UTC 2010 às 12:48 am | Publicado em sem categoria melhor | 17 Comentários
Tags: , , , , ,

Não tive televisão a cabo.  Não tenho. E não terei, pelo menos em um futuro próximo. Trabalho principalmente pela manhã e à noite. Isto faz com que as poucas vezes que vejo televisão seja na parte da tarde. Ah, a excelente programação vespertina da tv aberta…

Gosto de acompanhar a pregação dos pastores televisivos. É sério, sempre gostei. Meu objetivo não é receber uma “mensagem de fé e esperança”, tampouco crescer espiritualmente. O que me interessa é o discurso, meu prazer está em analisá-lo. A postura, o tom de voz, o conteúdo da oratória. É bastante curioso acompanhar o estilo de cada pastor, assim como as estratégias (muitas vezes uma adaptação do púlpito) para captar o telespectador. Minha comunicação em público deve muito a estes pastores.

Mas qual dos pastores eletrônicos é o melhor no que faz? Sem entrar no mérito teológico/religioso da questão (por favor, ninguém aqui se ofenda, a internet já está cheia de fórum de disucussão evangélico nos comentários dos blogues por aí), elaborei algumas cartas de Super Trunfo com as figurinhas mais carimbadas. Vamos lá.

.

Silas Malafaia

.

Fala forte e alto. Demonstra autoridade. Faz piada, quando usa principalmente seu sotaque carioquês. Gosta de polêmica e frequentemente está se defendendo ou sutilmente atacando algum detrator. Seus programas são basicamente  pregações filmadas em cultos ou congressos e venda de produtos de sua editora. Costuma desenvolver um tema (geralmente algo cotidiano com cara de auto-ajuda) por vários programas, com um desenvolvimento bastante coerente. Gostava mais quando usava bigode.

.

Valdomiro Santiago


.

Embora seu aparecimento na televisão seja recente, já acumula mais horários do que qualquer outro apresentador. É xucro e faz questão de aparecer assim. De chapéu de sertanejo, suando às pencas, passa mais tempo falando (errado e com sotaque) de sua xucreza do que da Bíblia, numa busca de identificação bem sucedida com o espectador mais simples. É ex-pastor da Igreja Universal (hoje tem a sua própria) e consegue ter uma aprofudamento teológico ainda pior. Quem assiste pela primeira vez acha que está bêbado.

.

Eliseo Soriano

.

É o mais recente. O pastor veio fugido das Filipinas. Vigiado pela Interpol (acusado de estupro e falsificação de documentos), tem no Brasil um exílio tranquilo devido à ausência de um acordo de extradição com seu país. Falando um inglês com sotaque filipino com tradução simultânea, passa a maior parte do tempo criticando as igrejas evangélicas e mostrando interpretação pouco usuais da bíblia. Afirma ser profundo conhecedor desta e, de fato, dá mostras de ter memorizado um grande número de textos que monta conforme gostaria. Vale pelo exotismo.

.

Edir Macedo

.

Embora seja o mais famoso, tem aparecido pouco na televisão. É visto apenas no “Santo Culto em seu Lar” e em seu blogue. Mas todos os outros pastores da IURD falam em seu lugar, sempre copiando seus trejeitos.  Destaca-se a segmentação nos pequenos programas que vão ao ar: para arranjar um bom amor, para livrar-se dos encostos e/ou para prosperar na vida financeira.  Mas não há nada que supere ouvir o fundador da Igreja, seu tom ao mesmo tempo agressivo, ressentido e amigável é impossível de copiar. Não troque por imitações.

.

R. R. Soares

.

Meu Super Trunfo é outro que se desligou da Igreja Universal e foi bem sucedido. Suas ligações com Edir Macedo na verdade são ainda maiores, pois é seu cunhado. O rompimento dos dois, na verdade, foi devido à estilos diferentes de pregação. R. R. não demonstra nenhuma agressividade, apenas uma bondosa simpatia quase ingênua. Sua fala é mesmerizante: calma, pausada, extremamente didática. Isto permite o foco de atenção durante todo o culto televisionado, que é entremeado por cânticos de melodias simples e contagiantes (quantas vezes não me peguei cantando “Estou seguindo / a Jesus Cristo” por aí…), pedidos de patrocínio e breves testemunhos. Nunca subestime alguém de fala mansa.

.

Claro, ficaram muitos outros pastores de fora. Mas quem quiser acompanhar todos deve comprar o baralho inteiro, em breve nas melhores casas do ramo.

.

A tempo, antes que me perguntem sobre as regras do jogo, no quesito titulação Apóstolo ganha de Bispo, que ganha de Pastor, que ganha de Missionário, que ganha de Irmão.

troféu meandros 2009

23, dezembro 23UTC 2009 às 7:03 pm | Publicado em sem categoria melhor | 10 Comentários

Chegou a hora do tradicional e aguardado  prêmio artístico/cultural deste blogue. Para quem não acompanhou as edições anteriores (06, 07 e 08), trata-se das minhas melhores obras que que tomei contato este ano. Critérios altamente subjetivos. Premiações também. Sem mais alarde… vamos lá!

Eis o cobiçado troféu (em estilo minimalista)

.

Melhor Filme

Bom, ainda não vi Avatar e nem o do Tarantino. Ah, não vi um monte de filmes este ano, principalmente no cinema. Maldita gripe suína.

– Professor, posso fazer uma pergunta? – Já fez uma pergunta.

.

1. Entre os muros da escola
O cotidiano de um professor e sua sala de aula com alunos da periferia de Paris. Atores amadores representando seus próprios papéis (o professor foi quem escreveu a autobiografia em cujo roteiro foi baseado, por exemplo). Típico filme que os professores gostam, sem soluções fáceis ou pieguismo.
2. Wall – E
A Pixar continua fazendo o que há de melhor no cinema americano. Alguém ainda duvida?
3. Guerra ao Terror
Soldados americanos responsáveis por desarmar bombas. Em interpretações incríveis e um ponto de vista bastante inusual para filmes de guerra. Não passou no cinema, procure na sua locadora de confiança.
.

Melhor Show/Peça teatral

Vi pouquíssimas coisas no teatro, por isso resolvi juntar duas categorias. O que vi praticamente está aí embaixo. Maldita gripe suína.

Porque sogra é igual trator. Pro serviço é bom, mas não serve para passear.

.

1. Paulinho Mixaria

Nunca ri tanto em duas horas em meia. O gaúcho é realmente muito engraçado (e ser engraçado é o que espero de um comediante em um show de humor). Os puristas podem dizer que a maioria das piadas não é de autoria dele (e é verdade), mas a interpretação é impagável (é como assitir uma banda tocando covers, eles podem ser melhores do que o original). Mas o seu texto sobre o sagú (mais de meia hora de piada própria só sobre o tema) é a melhor parte do show.

2. Zélia Duncan (Pelo Sabor do Gesto)

Não tem tanto carisma. Não tem tanta desenvoltura no palco . Mas tem um vozeirão e um ótimo repertório este ano.

3. Nervo Craniano Zero

A peça não é tão boa quanto Graphic ou Morge Sostory, mas a companhia Vigor Mortis é sempre muito além da média.

.

Melhor HQ

Em compensação li muitos quadrinhos. E com qualidade crescente.

Não se iluda com o traço infantil.

1. Bone, Jeff Smith

Ótimo roteiros, ótimos desenhos (destaque para o contraste em luz e sombra em todas as páginas), ótimo ritmo; humor, suspense e ação na medida correta. O tipo de leitura que se espera que não acabe nunca.

2.  Retalhos, Craig Thomson

Antes de iniciar este catatau de quase 600 páginas, procurei um marcador de textos.  Não precisei usar: foram três horas de leitura prazerosa pela madrugada adentro, incapaz de abandonar a obra (mesmo que momentaneamente) até seu término. Uma autobiografia no melhor estilo de Maus e Persépolis: sem holocauto ou regime político totalitário, mas com a mesma intensidade emocional a partir da “simples” experiência bullying na escola ou de crescer em uma família evangélica fundamentalista sufocante em uma cidade pequena.

3. O Chinês Americano, Gene Luen Yang

Se em Bone as cores não fazem falta nenhuma, aqui é incrível como o autor consegue combinar as cores chapadas. Além do ótimo roteiro que combina três histórias paralelas sobre a alteridade. É tudo o que falam sobre.

.

Melhor Livro

Há uma pilha de livros técnicos esperando a leitura. A literatura, no entanto, fluiu fácil neste ano.

Menos modéstia, menos.

.

1. Uma Coisa de Nada, Mark Haddon

Mesmo que não seja tão bom quanto, o autor é o mesmo do “Estranho Caso do Cachorro Morto”. Uma família preparando-se para a festa de casamento, cada um com seu conflito: aposentadoria, adultério, homosexualidade  dentro do armário; a mesma história sob diversos pontos de vista.

2. No país das Sombras Longas, Hans Ruesch

Tem livros que às vezes  caem na graça da gente.

3. Relato de um certo Oriente, Milton Hatoun

O relato do Milton  Hatoum é o que se verdadeiramente se pode chamar de meandro literário.

.

Melhor CD

Sim, ainda ouço CD e às vezes, pasmem!, até compro. Mas troquei o aparelho de vinil pelo MP3 player por questões de espaço.

Não pise na grama.

.

1. Zélia Duncan – Pelo sabor do gesto

Imagine a melhor fase do Pato Fu na voz de Zélia Duncan. É isto. A co-produção do John Ulhoa deixou as boas canções do álbum com uma cara modernosa. Esqueça as músicas pop conhecidas da cantora, assim como os sambas do “Eu me tranformo em outras”, a sofisticação canta mais alto por qui.

2. Móveis Coloniais de Acaju – C_mpl_te

É a banda do momento no Brasil. E com mérito. Obrigatório para quem ainda não ouviu. E de grátis.

3. Banda Gentileza – Banda Gentileza

Não é por ser uma banda local. As músicas são boas mesmo. E também são de grátis.

.

Melhor Blogue

Ah, esta grande devoradora do tempo que é a internet…

Conheço o antigo banner de algum lugar.

.

Pela milésima vez, levando o troféu para casa. Por mais que saiam outros blogues por aí, estou para ver um com a profundidade deste blogue-ideia. Deixai toda a superficialide para o tuíter.
Falando em tuíter, muitos afirmaram que ele mataria os blogues. Não sei se é verdade, embora tenha teixado seriamente enfermo este que vos escreve. O fato é que a simples indicação de links, frases espirituosas ou uma imagem legal cabe melhor lá no microblogue. Por isto é bom ver um blogue funcionando no sistema antigo, postando segundo o interesse o que tem vontade.E publicando sobre o que quiser, embora quase sempre sobre bicicleta.
Um viajante tem sempre boas histórias para contar. O blogue do Luís Nachbin conta alguma das histórias inéditas que não estão no programa de televisão e serviu para preenhcer a lacuna de episódios inéditos este ano.
.
Melhor programa de TV
Sim, ainda tem alguma coisa que preste na TV aberta.
Não, não é a Marilda.
.
1. Som & Fúria
Uma minisérie sobre teatro tinha tudo para não dar boa audiência por aqui. Pena, pois esta adaptação da original canadense sobre sob a batuta do Fernando Meirelles ficou memorável. Só não funcionou colocar as duas primeira temporadas como se fossem uma só. O restante funcionou tudo. Espero ansioso o DVD.
2. CQC
É mais do mesmo, já está enjoando, mas é um dos únicos programas que ainda me fazem sentar no sofá só para assistir.
3. Profissão Repórter
Ironicamente, as melhores reportagens da Globo estão sendo feitas por iniciantes. O mérito parece estar na liberdade do Caco Barcellos trabalhar.
Melhor jogo
O vídeo-game é a segunda melhor maneira de perder tempo depois da internet.
Siga aquele navio!
.
1. Zack & Wiki
Este jogo de Wii mistura Monkey Island, jogos de quebra-cabeça e movimentos inovadores do wiimote.  Muito difícil, definitivamente uma criança não conseguiria resolver. Ainda bem que não sou mais uma criança.
2. Jogos de pontinhos no NDS
O Nintendo DS possui vários jogos lógicos de preencher pontos como o Pic Cross. Eles existem no papel também, publicados pela Ediouro (Coquetel) e atendem pelo nome de Logic Pix. Mas no video-game é muito mais prático. E viciante. Dá para esquecer o Sudoku.
3. Scribblenauts
Neste jogo do DS, tudo o que você escrever aparece. Tudo… e em português! Simples e funcional. Como não pensaram nisso antes?
.
.
.
É isso aí! Parabéns aos vencedores. Poderão retirar seu prêmio no escritório em horário comercial até 31/12/09.
___
P.S.: Duas menções honrosas no apagar das luzes de 2009:
  • Havia esquecido do ótimo filme Milk. Talvez este deveria ter levado o troféu. Embora o tema seja outro, na película dá para perceber porque a Bicicletada (Critical Mass) começou em San Francisco.
  • Descobri agora o blogue d´Os Trigêmeos. Li todo (quase) de uma só vez. Uma visão masculina sobre a educação dos três filhos (obviamente trigêmeos). Muito bem escrito e de interesse muito além de quem esteja passando por uma gestação múltipla.

acabou minha fase rock´n´roll

24, outubro 24UTC 2009 às 7:08 pm | Publicado em sem categoria melhor | 11 Comentários
Tive um professor de neuroanatomia durante a graduação que não ensinava neuroanatomia. Ele começava explicando a medula e, em um monólogo digressivo, passava por todos os outros assuntos do mundo. Os assuntos eram muito interessantes e curiosos (de como pilotar a um avião a como fazer uma viagem pela Europa sem dinheiro algum), principalmente para um calouro como eu. Mas nunca saímos da medula e o que sei sobre anatomia aprendi com outros professores e, principalmente, sozinho.
Porém algo que nunca esqueço foi a seguinte fala deste professor, mais ou menos assim:
O desenvolvimento humano passa por fases. Fases musicais. A criança ouve as músicas infantis e as  familiares. Mas, chegada a adolescência, poda neural e reestruturação sináptica, começa a ouvir rock. E rock pesado, heavy metal ou punk rock. Depois vem um rock mais leve, com mais melodia e letra, na medida em que a cognição também avança. Mais tarde vem a MPB, que dá lugar à Bossa Nova, ao Jazz até que, ao fim da existência, é a música clássica que está de encontro ao ritmo, à melodia e à harmonia da alma humana.
Em que pese a falta de estudos empíricos destes estágios mais rígidos do que qualquer fase piagetiana, há algo a declarar. Acabou minha fase Rock´n´Roll. E já tem algum tempo.
Descobri o rock progressivo na adolescência e conhecia cada nota dos álbuns “Dark Side of The Moon” e do “We Wish You Here” do Pink Floyd. Mas se Syd Barret ressuscitasse, o David Gilmour fizesse as pazes com o Roger Waters e todos resolvessem fazer um show na Pedreira com a formação original… bom, eu só iria se o ingresso não ao fosse muito caro.
Tenho me empolgado mais com os lançamentos da MPB do que com bom e velho outro gênero musical. O último disco do Pearl Jam, por exemplo, tão aclamado pela crítica. Não consigo ouvir as músicas mais rápidas e pesadas e, se ouço, não me empolgo. No entanto ouço com atenção várias vezes as baladinhas quase voz e violão do Eddie Vedder que lembram seu trabalho solo na trilha do filme “Na natureza selvagem”.
Ah, envelheci. Meu ritmo interno diminuiu. E, não acreditaria anos atrás, isso é muito bom.
Mas é claro que nenhuma música marca mais uma pessoa do que aquela que ouviu na adolescência. Coloque um disco do Pink Floyd para tocar. Minha espinha arrepiada vai ser mais lembrada do que qualquer aula de neuroanatomia.

pink_floyd_001

(Eu queria mesmo é ver essas moças darem um mergulho)

.

Tive um professor de neuroanatomia durante a graduação que não ensinava neuroanatomia. Ele começava explicando a medula e, em um monólogo digressivo, passava por todos os outros assuntos do mundo. Os assuntos eram muito interessantes e curiosos (de como pilotar a um avião a como fazer uma viagem pela Europa sem dinheiro algum), principalmente para um calouro como eu. Mas nunca saímos da medula e o que sei sobre anatomia aprendi com outros professores e, principalmente, sozinho.

Porém algo que nunca esqueço foi a seguinte fala deste professor, mais ou menos assim:

O desenvolvimento humano passa por fases. Fases musicais. A criança ouve as músicas infantis e as  familiares. Mas, chegada a adolescência, poda neural e reestruturação sináptica, começa a ouvir rock. E rock pesado, heavy metal ou punk rock. Depois vem um rock mais leve, com mais melodia e letra, na medida em que a cognição também avança. Mais tarde vem a MPB, que dá lugar à Bossa Nova, ao Jazz até que, ao fim da existência, é a música clássica que está de encontro ao ritmo, à melodia e à harmonia da alma humana.

Em que pese a falta de estudos empíricos destes estágios mais rígidos do que qualquer fase piagetiana, há algo a declarar. Acabou minha fase Rock´n´Roll. E já tem algum tempo.

Descobri o rock progressivo na adolescência e conhecia cada nota dos álbuns “Dark Side of The Moon” e do “We Wish You Here” do Pink Floyd. Mas se Syd Barret ressuscitasse, o David Gilmour fizesse as pazes com o Roger Waters e todos resolvessem fazer um show na Pedreira com a formação original… bom, eu só iria se o ingresso não fosse muito caro.

Tenho me empolgado mais com os lançamentos da MPB do que com bom e velho outro gênero musical. O último disco do Pearl Jam, por exemplo, tão aclamado pela crítica. Não consigo ouvir as músicas mais rápidas e pesadas e, se ouço, não me empolgo. No entanto ouço com atenção várias vezes as baladinhas quase voz e violão do Eddie Vedder que lembram seu trabalho solo na trilha do filme “Na natureza selvagem”.

Ah, envelheci. Meu ritmo interno diminuiu. E, não acreditaria anos atrás, isso é muito bom.

Mas é claro que nenhuma música marca mais uma pessoa do que aquela que ouviu na adolescência. Coloque um disco do Pink Floyd para tocar. Minha espinha arrepiada vai ser mais lembrada do que em qualquer aula de neuroanatomia.

sigam-me os bons!

1, abril 01UTC 2009 às 7:00 pm | Publicado em sem categoria melhor | 1 Comentário

meandros-pocket

Uma tendência atual é colocar tudo no bolso e carregar consigo.  São pocket shows, mp3 (e  música de bolso), softwares portáteis no pen drive, celulares modernosos, hot pocket e por aí vai. Indo por esta corrente este blogue também resolveu encolher e escrever mini-posts com até 140 caracteres.

http://twitter.com/meandros

a hora do planeta

26, março 26UTC 2009 às 9:24 pm | Publicado em sem categoria melhor | 3 Comentários

horaplaneta.

Só lembrando, sábado às 20h30, não esqueça de apagar a luz.

6 coisas secretas ou nem tanto sobre a minha vida

3, março 03UTC 2009 às 5:42 pm | Publicado em sem categoria melhor | 6 Comentários

dark_secrets___

Fiquei devendo para o Catatau esta corrente. Eis alguns pequenos segredos revelados deste blogueiro que vos escreve. São algumas coisas embaraçosas, ou não, que mostram o quanto nós nos transformamos, ou não.

  1. Durante a adolescência, pensava seriamente em me tornar padre.
  2. Eu assisto aos desfiles das escolas de samba de Curitiba. E gosto.
  3. Sou um poeta mercenário. Sempre escrevia poemas para os concursos literários da escola. Cheguei a ganhar dois. Depois que  os concursos acabaram, se escrevi espontaneamente mais uns cinco até o presente momento, foi muito.
  4. Eu assisto aos programas evangélicos neopentecostais que passam à tarde na televisão. São hipnóticos e rendem uma boa análise do discurso.
  5. Eu fiz curso de datilografia. Trabalhava digitando o trabalho de colegas no Ensino Médio. Para alguns fazia o trabalho todo (eu gostava do título ghost writer), que na é poca consistia em inventar uma introdução e uma conclusão e copiar o desenvolvimento de algum livro.
  6. Eu votei no Collor.

.

Passo para frente. Silvio, mattiapascal e Angelo, quais são as 6 coisas secretas ou nem tanto de suas vidas?

Bruno Aleixo: este post que vos deixo

27, fevereiro 27UTC 2009 às 5:52 pm | Publicado em sem categoria melhor | Deixe um comentário

Sempre gostei muito de humor regional, aquela velha história que o Tolstói já contava sobre ser universal pintando a própria aldeia. E humor regional não é sinônimo de humorista cearense, como (não) pensa a televisão. Vivendo no sul do Brasil, dou muita risada com os personagens das várias etnias de imigrantes, vide o alemão Willmutt, o italiano Radicci e o polaco Isidório Duppa.

Não raro o sotaque e as expressões utilizadas incorporam-se nas brincadeiras cotidianas com os familiares, amigos e amores; muito melhor que os bordões da Zorra Total, que só pegam por insistência. Mas as novas piadas não são de nenhum personagem imigrante (embora ele desejasse ser um quando miúdo), mas de alguém que continua em seu país: o grande Bruno Aleixo, de Portugal.

Bruno Aleixo é um cachorro/urso/ework  que gravou uma série de conselhos que o deixou famoso na internet, fugiu para o Brasil e retornou para Portugal para gravar um talk show com seu amigo, um busto de Napoleão, chamado Busto.

Trata-se de um humor non-sense e altamente cínico, crítico e corrosivo. Algo no estilo Monty Python, mas mal humorado e sem a hora do chá. Contudo é, sobretudo, muito engraçado. E boa parte da graça está no sotaque do personagem que, no entanto, torna difícil a compreensão nos primeiros momentos para os brasileiros. E, parece, que o sotaque é parte da graça inclusive para os próprios portugueses, já que é um acento regional mais carregado do norte do país.

Atualmente é exibido no canal de televisão fechado de Portugal SIC Radical (que disponibiliza os episódios pela internet) e em pequenas séries na internet como Bruno Aleixo na Escola e Bruno Aleixo no Hospital.  A criação, produção e montagem toda é de responsabilidade de três pessoas, em três cidades diferentes portuguesas, trabalhando pela internet. É o gana: guionistas e argumentistas não alinhados.

Um roteiro completo para a compreensão e diversão com o Bruno Aleixo está aqui no blog do Carlos Alexandre Monteiro, onde ele escreve de tudo, menos sobre Lost (já que tem outro blog só para isso).

Próxima Página »

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.