troféu meandros 2008

12, fevereiro 12-03:00 2009 às 3:44 pm | Publicado em sem categoria melhor | 10 Comentários

O ano passado acabou já faz algum tempo. Parei de escrever neste espaço e nem me despedi, quanto mais desejei um bom Natal, um felizanonovo, avisei que estaria de férias e o que se espera em um blogue típico. Uma mal-estar que me derrubou alguns dias, seguido de compromissos profissionais não programados, seguidos de merecidas férias, seguidas de preguiça, muita preguiça… e tudo isso impediu qualquer atualização por aqui.

Não estou a me desculpar, afinal o blogue é meu e não devo nada neste espaço a ninguém (nem aos aparentemente inocentes links publicitários do Google).  Mas é apenas uma justificativa para retomar um importante post que ficou faltando em 2008: o TROFÉU MEANDROS. (Ao menos chegou antes do que outro prêmio quase tão famoso, o Oscar.)

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Lembrando que os critérios do prêmio (confira os vencedores de 2006 e 2007) praticamente não existem, as escolhas  são  uma decisão pessoal já que o blogue é meu e, ah, você já sabe. Eu coloco simplismente o que li, vi, ouvi, assisti ou cliquei de melhor em 2008. Vamos às categorias.

Melhor Filme

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1. Na natureza selvagem

O melhor filme de 2008 fala sobre liberdade, viagens, o sentido da vida, coragem e limites. Se o conteúdo é bom, a forma ficou melhor ainda. Destaque para a trilha sonora.

2. Batman: o cavaleiro das Trevas

Um super-herói adulto, realista e atual. Muitas questões sociais pertinentes como pano de fundo. Dificilmente outro filme baseado em histórias quadrinhos cujos personagens usam a cueca por cima das calças superará este tão cedo. Destaque para o melhor Coringa de todos os tempos em todas as mídias.

3. Juno

Como fazer um filme sobre a gravidez na adolescência e  o aborto sem apelar para nenhum clichê? Destaque para a trilha sonora.

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Melhor Livro

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1. O Filho Eterno, de Cristóvão Tezza

Um corajoso relato auto-biográfico travestido de ficção sobre a relação de um pai com seu filho com Down. A obra-prima do Tezza.

2. Cabeça Tubarão, de Steven Hall

Capitu traiu ou não o Bentinho? A dúvida no Cabeça Tubarão é muito similar, mas é sobre a própria realidade/fantasia do protagonista. Elementos da cultura pop (cinema + internet + televisão +  … ) muito bem aproveitados com uma narrativa deliciosa.

3. Baudolino, de Umberto Eco

Um verdadeiro livro sobre a mentira. O autor deve ter se divertido muito ao espalhar toda a sua erudição sobre a Idade Média com um personagem que duvida/acredita no seu próprio discurso.

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Melhor HQ

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1. Macanudo

A primeira obra do cartunista argentino Liners (enfim!) no Brasil. Suas tiras ousadamente inocentes inovam no formato e na reflexão. Este volumento foi ótimo para completar a coleção.

2. Júlia: Aventuras de uma criminóloga

É uma alegria acompanhar uma história mensal com um ótimo roteiro e desenhos competentes, que trazem o que de melhor a linguagem dos quadrinhos pode oferecer em seu formato tradicional. Eu só não compreendo o porquê das HQ´s italianas insistirem em ser ambientadas em territória norte-americano.

3. Tem alguma coisa babando embaixo da cama

Estes e os outros álbuns do Calvin e Haroldo relançado pela Conrad reviveram algumas das melhores (e hilariantes) tirinhas da história.

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Melhor Blogue

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1. Pedaleiro

O Catatau que me desculpe, mas este ano o primeiro lugar vai para o Renato. Seu blogue, atualizado quase diariamente, vem sempre com alguma novidade interessante a respeito da bicicleta, quer seja em sua dimensão artísitica, esportista, política ou mecânica. E com uma dose de bom humor que enche a tela.

2. Catatau

Mas não é por isso que o blogue do Catatau perde seus méritos. Continua com suas análises nada superficiais (e raríssimas de se encontrar nesta mídia) sobre temas muito cotidianos ou nada cotidianos.

3. Liniers: cosas que te pasan si estás vivo

É um blogue muito simples do cartunista argentino que se propõe a publicar alguns desenhos sobre suas experiências recentes, como cuidar de um bebê ou assistir um show de rock. Mas, que desenhos!

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Melhor programa de televisão

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1. CQC (BAND)

É claro a proposta de unir jornalismo com humor não teria tão bom resultado se tivesse nascido no Brasil, seria apenas mais um “Jornal do Seu Creyson”.  Felizmente o formato do programa argentino (com a provacação típica de nuestros hermanos) funcionou muito bem por aqui, um pouco graças à formação em stand up comedy de boa parte da equipe.  Talvez seja o programa mais sagaz dos últimos tempos; ao menos é o único em que espero ansiosamente e sento no sofá sem outras atividades paralelas desde descobri o quanto a televisão também pode ser ruim…

2. Passagem Para… (Futura)

As viagens de Luis Nachbin pela América Lantina continuaram a encantar, informar e despertar a coceira de fazer novas viagens. Com só uma câmera na mão e a sua narração em off consegue imagens belíssimas e ângulos inusitados de lugares conhecidos e desconhecidos de nosso planta.

3. Troca de Família (Record)

Uma espécie de mini-experiência antropológica, a fórmula acaba funcionando bem e proporcionando situações peculiares. A única coisa que sempre soa falso é quando “as mães descobrem que terão de decidir para onde vai o dinheiro da outra família” e fazem cara de surpresa. Ué, ninguém assistiu ao programa antes?

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Jogos Eletrônicos

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1. Wii Sports (Nintendo Wii)

Ah, a Nintendo foi muito feliz em lançar um videogame como o Wii; e eu fiquei muito feliz também em poder desfrutá-lo. A jogabilidade muda completamente: o joystick (wiimote + nunchuck) é tão intuitivo que pessoas que nunca jogaram videogame acabam se aproximando e dando uma surra (às vezes literalmente, como no jogo do boxe) em quem tem anos de prática apertando os botões. Há vários jogos bons na plataforma, mas nenhum se compara ao primeiro, Wii Sports. Mesmo que se mude de jogo, uma pizza e vários amigos fazem o DVD voltar ao console para uma boa partida de tênis, boliche ou golf.

2. Audiosurf (PC)

Este engenhoso game junta guitar hero + tetris + jogo de navezinha. Você carrega uma faixa de mp3 do seu computador e esta música é transformada em pista para a nave. Uma viagem pela música, literalmente.

3. Wario Land: Shake it (Nintendo Wii)

Jogo 2D que equivale à satisfação de jogar Sonic no Megadrive na época de seu lançamento. Cenário muito bonito, recursos do wii muito bem aproveitados, desafio competentes. Em outras palavras, algumas horas de boa diversão.

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Parabéns aos vencedores. Não aguardem a premiação.

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limpando o sudoku

1, outubro 01-03:00 2008 às 7:46 pm | Publicado em sem categoria melhor | 3 Comentários

Taí um presente genial que ganhei de um aluna. Um papel higiênico importado da Alemanha com jogos de sudoku impressos. Como ninguém pensou nisso antes?

Porque sempre é tempo para pensar.

(Só não consegui ainda usar a lapiseira…)

aquário de água mineral sem gás

24, julho 24-03:00 2008 às 2:47 pm | Publicado em sem categoria melhor | 7 Comentários

Querida leitora, você seguiu as dicas deste blogue, parou de tomar água mineral e não sabe mais o que fazer com o antigo galão de água? Pois o post de hoje trás uma excelente idéia para você reciclar esse material parado e criar uma modernosa e bem humorada peça de decoração para o seu lar, além de lhe propocionar mais um querido animalzinho de estimação!

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1. A inspiração

O aquário que vamos montar é explicitamente inspirado no game Sam & Max, bastante popular no PC durante os anos 90 e que tem ganhado novas roupagens nesta nova década. Um modelo muito similar decora o escritório destes dois detetives aloprados!

Repare na alegria que um aquário pode proporcionar!

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Em menor proporção, também contribuiu a capa do disco “Carne Crua”, do Barão Vermelho de 1994. Mas na nossa versão o humor negro e o sacrifício de animais são deixados de lado.

Crianças, não façam isso em casa!

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2. O material

Pesquise bem para encontrar os melhores preços dos materiais.

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Você vai precisar de:

  • 1 (um) galão de água mineral de 10 litros;*
  • 10 (dez) litros de água;
  • 1 (uma) serrinha;
  • 1 (um) filtro de água para aquários;
  • 1 (um) aquecedor pequeno;
  • 1 (um) peixe.

* Galões de 20 litros também podem ser usados, mas serão necessários 20 litros de água.

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3. A preparação

Corte com a serrinha o topo do galão de água. Não é necessário cortar até o final, o importante é que o galão possa ser aberto por cima para facilitar a introdução do peixe, de alimento e de futuras limpezas. Corte com cuidado em uma área de relevo do galão para que o corte, depois do aquário terminado, não apareça facilmente e dê a impressão de ser uma peça única.

Um furo com a furadeira pode ajudar no começo…

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Vede a parte de baixo do galão para que a água não escorra.

Experimente outra coisa, porque com Durepoxi não funcionou…

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Instale o filtro na parede do galão e posicione também o aquecedor. Devagar coloque o peixinho. (Ah, cuidado na escolha da espécie pois se ele crescer vai sofrer muito com o espaço exíguo. Embora o Kinguio seja considerada uma espécie forte e resistente, não é aconselhada para viver em galões pois torna-se muito grande com o tempo e você vai precisar encontrar um galão de 60 litros!)

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4. O resultado

E, pronto, eis o seu novo aquário!

O quadro é opcional.

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Espero que tenha se divertido com a confecção! Um grande abraço e aguarde a próxima edição onde aprenderemos a montar uma estante de livros com seus velhos disquetes. Até lá!

breves impressões do Paraguai

14, julho 14-03:00 2008 às 5:40 pm | Publicado em sem categoria melhor | 5 Comentários

Ouvi de alguns paraguaios em sua própria terra que seu país estaria 100 anos (ou 50) atrasado em relação ao Brasil, tentando mensurar o nível de seu desenvolvimento e citando supostos especialistas. A placa do Banestado no ponto de táxi da praça Uruguaia em pleno centro de Assunção está seguramente, ao menos, 10 anos atrasada.

Em que pese (ainda muito forte) o estrago feito pela guerra de mais de um século, dá para sentir uma tentativa de fortificação da identidade do país ao ver bandeiras por toda parte, a renovação da esperança com o novo presidente e muitos prédios históricos restaurados ou em processo de restauração.

Não sei se é uma questão de atraso. O contrário: o Paraguai é um país que poderia ter sido, mas não foi. Não foi andando mais devagar e ficou pra trás; passaram a rasteira. Uma espécie de futuro alternativo que mostra a realidade destruída. Lástima.

(Dica: as melhores informações sobre este país e sua relação com o Brasil estão na sopa brasiguaia!)

pra não dizer que não falei das flores

20, maio 20-03:00 2008 às 3:39 pm | Publicado em sem categoria melhor | Deixe um comentário

30 anos atrás aconteceram algumas coisas na França. Tiveram alguma influência no pensamento ocidental e entre as influências está o personagem do Angeli, Meiaoito, falecido recentemente. Eis uma de suas importantes reflexões, mais atuais do que sempre.

Da Antologia Chiclete com Banana número 5.

breve exercício de metalinguagem

22, abril 22-03:00 2008 às 10:53 pm | Publicado em sem categoria melhor | 6 Comentários

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– Já notou como um texto escrito com diálogos chama muito mais a atenção do leitor?

– É verdade! Enquanto um texto corrido normalmente seria deixado para ser lido depois, um diálogo quase sempre é lido na primeira vez que se bate o olho.

– Principalmente se o diálogo for com frases curtas.

– É.

– Bem curtas.

– Sim.

– E mesmo que o diálogo fique mais longo…

– E se estenda…

– E se prolongue mesmo. A tendência do leitor é continuar a leitura até o final.

– Agora, já percebeu também como esta cada vez mais comum usar aspas ao invés do travessão?

“É verdade. É a influência da literatura americana e inglesa.”

“Já li textos escritos em português por brasileiros usando as aspas. Por que não o bom e velho travessão?”

– Ah, mas eu também prefiro o travessão.

– Eu também. Sem dúvida.

– É isso. Bom, a gente se encontra por aí.

– Abração, falou!

– Falou!

E se afastaram um do outro, pensando o quanto era inútil o último parágrafo em texto corrido que não acrescentava nada ao que já foi dito anteriormente.

qwerty X dvorak

14, abril 14-03:00 2008 às 9:57 pm | Publicado em sem categoria melhor | 12 Comentários

Depois que comecei a me locomover utilizando a bicicleta ficou muito claro que existem soluções individuais para problemas coletivos que pareciam insolúveis. Soluções estas que, mesmo sendo individuais, não prejudicam a coletividade. (Ou até ajudam, como no caso da bicicleta. Uma bicicleta a mais nas ruas significa um carro a menos e mais espaço disponível na via. Assim como uma vaga a mais no ônibus para que alguma senhora – ou algum mano – possa se sentar confortavelmente durante a viagem. E uma viagem sempre sem a parte ruim do trânsito para mim).

Meu desempenho no exercício nº 32 em uma das

últimas turmas de datilografia do SESC nos idos de 1995

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Um problema coletivo que sempre considerei insolúvel é o do layout do teclado. O instrumento que utilizo para escrever estas linhas e que, provavelmente, você tem em sua frente é herdeiro de um problema da máquina de escrever. Nos seus primórdios, a máquina funcionava bem. Bem demais. A velocidade de datilografia em um teclado que seguia a seqüencia ABCDE fazia com que os tipos da letras se encontrassem e travassem o equipamento. Para que o instrumento ficasse mais funcional, foi pensado uma disposição das letras de modo que as letras mais utilizadas ficassem o mais distante possível. Surgiu a versão QWERTY (o nome vem das seis primeiras letras em sua disposição espacial), que segue firme até hoje. É por isso que você digita a letra “A” com o dedo mindinho e as letras que são referência para os indicadores da mão esquerda e direita são os freqüentíssimos “F” e “J”, respectivamente.

Ou seja, a disposição do teclado é a pior possível/imaginável! A migração da máquina de datilografar para o computador poderia representar uma esperança de mudança, já que não fazia mais sentido esta configuração já ultrapassada. Porém os usuários não aceitaram novas propostas pelo costume com o aprendizado motor consolidado. E assim morreu a geração que aprendeu a datilografia e a presente geração que só conhece a digitação aprendeu a partir dos problemas do passado. O que faz pensar em quantos outros equívocos a humanidade mantém apenas por tradição ou preguiça de mudança.

Antonín Dvorak, compositor tcheco que não guarda nenhuma relação

com seu parente distante que inventou um teclado funcional

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Mas há uma solução! O teclado simplificado Dvorak permite uma digitação com um esforço vinte vezes menor, pois os dedos percorrem o teclado 42% menos comparando com o padrão QWERTY. O que, sem dúvida, cansa menos as mãos e, provavelmente (ainda não existem estudos com a versão portuguesa), previne lesões por esforço repetitivo e aumenta a velocidade de digitação. O segredo está em colocar os caracteres mais comuns na linha central e alternar as mãos ao digitar as vogais com a mão esquerda e (a maioria das consoantes) com a mão direita.

Sem desembolsar nenhum centavo, para adotar o teclado Dvorak basta trocar as teclas de lugar e instalar um driver apropriado. Aqui ou nesta ótima lista de discussão sobre o assunto. (Dica do Comitê de Exploração do Não Espaço.)

Taí. Assim que tiver um tempo (provavelmente nas férias) para treinar o novo esquema de digitação vou mudar de sistema. Treinar meu cerebelo e acrescer uma memória motora nova (as antigas não se perdem, é como andar de bicicleta, lembra?). E melhorar para mim um problema que envolve todos que utilizam o computador como ferramenta de trabalho. Não preciso que todos mudem para que eu possa mudar também. Não preciso de campanhas de marketing e do consumo de um produto novo. Basta saber o que é bom, mudar e ser feliz. Sem prejudicar ninguém.

O teclado que vou ter daqui a pouco.

atualizações

11, abril 11-03:00 2008 às 3:28 pm | Publicado em sem categoria melhor | 2 Comentários

Atualizei a lista de blogues aí ao lado. Retirei aqueles que estão parados pegando poeira (ei, amigos, que tal umas atualizações?) e acrescentei outros que estão interagido bastante com o meandros. Destaque para o blogue do meu irmão, que está publicando bizarrices lá do Japão. Vá clicando aí ao lado e divirta-se, só tem coisa boa.

meandros por água abaixo

9, abril 09-03:00 2008 às 6:18 pm | Publicado em sem categoria melhor | 1 Comentário

Sabia dessa? Corre o risco de todos os blogues do wordpress ficarem fora do ar.

Justiça pede retirada do WordPress.com do ar“, do blog do Pedro Doria.

uma boa idéia para um blogue de odontologia

3, abril 03-03:00 2008 às 6:12 pm | Publicado em sem categoria melhor | 9 Comentários

Gosto é gosto. E vice-versa.

Por isso nunca entendi como alguém pode gostar de Odontologia.  Ou então de Direito. Ou pior, de Odontologia Forense.  Mas tem gente que gosta e mantém até blogue sobre o tema.

Mas, repito, gosto é gosto. Eu mesmo adoro estatística, que não consta entre as maiores preferências mundiais.

Tudo isso só para dizer que achei um bom título para um blogue. Se eu fosse dentista criaria um assim:

pode-cuspir.jpg

Se você é um cirurgião dentista e gostou da minha idéia, fique à vontade para usar. Mas se não gostou… pode cuspir.

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