máquina do tempo

28, janeiro 28UTC 2010 às 1:14 pm | Publicado em desenhos | 4 Comentários
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meus pastores da televisão

25, janeiro 25UTC 2010 às 12:48 am | Publicado em sem categoria melhor | 17 Comentários
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Não tive televisão a cabo.  Não tenho. E não terei, pelo menos em um futuro próximo. Trabalho principalmente pela manhã e à noite. Isto faz com que as poucas vezes que vejo televisão seja na parte da tarde. Ah, a excelente programação vespertina da tv aberta…

Gosto de acompanhar a pregação dos pastores televisivos. É sério, sempre gostei. Meu objetivo não é receber uma “mensagem de fé e esperança”, tampouco crescer espiritualmente. O que me interessa é o discurso, meu prazer está em analisá-lo. A postura, o tom de voz, o conteúdo da oratória. É bastante curioso acompanhar o estilo de cada pastor, assim como as estratégias (muitas vezes uma adaptação do púlpito) para captar o telespectador. Minha comunicação em público deve muito a estes pastores.

Mas qual dos pastores eletrônicos é o melhor no que faz? Sem entrar no mérito teológico/religioso da questão (por favor, ninguém aqui se ofenda, a internet já está cheia de fórum de disucussão evangélico nos comentários dos blogues por aí), elaborei algumas cartas de Super Trunfo com as figurinhas mais carimbadas. Vamos lá.

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Silas Malafaia

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Fala forte e alto. Demonstra autoridade. Faz piada, quando usa principalmente seu sotaque carioquês. Gosta de polêmica e frequentemente está se defendendo ou sutilmente atacando algum detrator. Seus programas são basicamente  pregações filmadas em cultos ou congressos e venda de produtos de sua editora. Costuma desenvolver um tema (geralmente algo cotidiano com cara de auto-ajuda) por vários programas, com um desenvolvimento bastante coerente. Gostava mais quando usava bigode.

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Valdomiro Santiago


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Embora seu aparecimento na televisão seja recente, já acumula mais horários do que qualquer outro apresentador. É xucro e faz questão de aparecer assim. De chapéu de sertanejo, suando às pencas, passa mais tempo falando (errado e com sotaque) de sua xucreza do que da Bíblia, numa busca de identificação bem sucedida com o espectador mais simples. É ex-pastor da Igreja Universal (hoje tem a sua própria) e consegue ter uma aprofudamento teológico ainda pior. Quem assiste pela primeira vez acha que está bêbado.

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Eliseo Soriano

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É o mais recente. O pastor veio fugido das Filipinas. Vigiado pela Interpol (acusado de estupro e falsificação de documentos), tem no Brasil um exílio tranquilo devido à ausência de um acordo de extradição com seu país. Falando um inglês com sotaque filipino com tradução simultânea, passa a maior parte do tempo criticando as igrejas evangélicas e mostrando interpretação pouco usuais da bíblia. Afirma ser profundo conhecedor desta e, de fato, dá mostras de ter memorizado um grande número de textos que monta conforme gostaria. Vale pelo exotismo.

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Edir Macedo

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Embora seja o mais famoso, tem aparecido pouco na televisão. É visto apenas no “Santo Culto em seu Lar” e em seu blogue. Mas todos os outros pastores da IURD falam em seu lugar, sempre copiando seus trejeitos.  Destaca-se a segmentação nos pequenos programas que vão ao ar: para arranjar um bom amor, para livrar-se dos encostos e/ou para prosperar na vida financeira.  Mas não há nada que supere ouvir o fundador da Igreja, seu tom ao mesmo tempo agressivo, ressentido e amigável é impossível de copiar. Não troque por imitações.

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R. R. Soares

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Meu Super Trunfo é outro que se desligou da Igreja Universal e foi bem sucedido. Suas ligações com Edir Macedo na verdade são ainda maiores, pois é seu cunhado. O rompimento dos dois, na verdade, foi devido à estilos diferentes de pregação. R. R. não demonstra nenhuma agressividade, apenas uma bondosa simpatia quase ingênua. Sua fala é mesmerizante: calma, pausada, extremamente didática. Isto permite o foco de atenção durante todo o culto televisionado, que é entremeado por cânticos de melodias simples e contagiantes (quantas vezes não me peguei cantando “Estou seguindo / a Jesus Cristo” por aí…), pedidos de patrocínio e breves testemunhos. Nunca subestime alguém de fala mansa.

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Claro, ficaram muitos outros pastores de fora. Mas quem quiser acompanhar todos deve comprar o baralho inteiro, em breve nas melhores casas do ramo.

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A tempo, antes que me perguntem sobre as regras do jogo, no quesito titulação Apóstolo ganha de Bispo, que ganha de Pastor, que ganha de Missionário, que ganha de Irmão.

anatomia de um Na´Vi

18, janeiro 18UTC 2010 às 1:27 am | Publicado em desenhos | 4 Comentários
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Os alienígenas/indígenas azuis do filme Avatar conhecidos como Na´Vi estão na moda. Mesmo o presidente Evo Morales já é fã deles (a citação da  Venezuela é uma das melhores sacadas da película).

Como reconhecer esta amálgama de referências? Ponha seu óculos treis dê e estude esta fascinante cultura com atenção.

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o verdadeiro torcedor

16, janeiro 16UTC 2010 às 2:31 pm | Publicado em desenhos | 4 Comentários
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Hoje começa o Campeonato Paranaense. E este ano vai ter Copa do Mundo. Não vai falar assunto envolvendo futebol. Curioso é que sempre vem à tona expressões como “o vândalo travestido de torcedor” ou “quem não sabe a escalação da seleção de 58 não é um verdadeiro torcedor do Brasil”. Para responder à questão que então vem à tona, saíamos às ruas, calçadas e ciclovias e perguntamos a quem mais entende do esporte bretão o que é o verdadeiro torcedor.

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o meu esporte do momento

15, janeiro 15UTC 2010 às 8:00 am | Publicado em bicicleta, cotidiano | 2 Comentários

Várias pessoas quando me vêem pedalando para cima e para baixo dizem que também gostariam de ser esportistas e praticar o ciclismo. Respondo que não uso a bicicleta como esporte, mas como transporte.

E é verdade. Dificilmente utilizo a magrela apenas para me exercitar, melhorar o meu tempo, desenvolver um melhor condicionamento físico e/ou perder barriga. Até porque minha musculatura já está adaptada ao pedal e a bicicleta tem um excelente desempenho energético: pouco esforço gera um grande deslocamento em relação a outros modais. Isto significa que eu deveria fazer um percurso e um esforço considerável para poder queimar calorias significativamente e realmente perder a barriga, coisa que depois dos 30 com o progressivo enfrouxamento dos músculos abdominais torna-se uma preocupação presente.

De tal maneira que utilizar a bicicleta por esporte para mim não vale tanto a pena. Já nadei antes, é um excelente esporte. Trabalha com o corpo inteiro, com a respiração, com um outro meio de deslocamento. Mas a mensalidade da academia não anda acessível e isto de fazer atividade físico com horário marcado nem sempre funciona bem. Sem contar o deslocamento para a academia, mais a troca de roupa (colocar os óculos e a touca de natação podem ser especialmente irritantes), mais o banho depois da piscina, mais o deslocamento de volta. Isto faz com que o tempo gasto para a toda a natação possa chegar até ao triplo da atividade física em si (principalmente se o deslocamento foi motorizado para a academia, o que não faz lá muito sentido).

Assim, hoje já não pedalo, nem nado. Corro. Possui grandes vantagens. Ao colocar o pé fora de casa, você já pode considerar o início do treino, como a caminhada de aquecimento. Uma rua pouco movimentada perto de sua casa (ou um ciclovia calçadovia, um parque, melhor ainda) já serve como pista. O equipamento necessário é apenas um bom tênis  e algumas peças de roupa confortáveis. O resto é com você. (Claro, claro, consultar um médico e um educador físico sempre é recomendado.)

No mais a corrida oferece algumas vantagens. Permite desenvolver melhor a paciência: se deslocar rapidamente em trechos consideráveis é mais difícil contanto só com as pernas, ainda mais no começo. Aguça mais o olhar sobre os detalhes da cidade (ainda mais que a bicicleta). Socializa mais, mesmo sendo um esporte individual.

Parece que a corrida já é o segundo esporte mais praticado no Brasil. Graças a isto -e tendo em vista o interesse financeiro de quem sempre quer lucrar em cima de qualquer coisa- há uma estrutura bem forte se consolidando. Nas cidades grandes (e mesmo nas médias) há um grande número de provas coletivas durante o ano que acabam propiciando um senso de unidade, um evento interessante, uma boa avaliação de seu próprio desempenho, uma camiseta e uma medalhinha simpática no final.

Claro que o corredor pode passar longe de tudo isso (literalmente, correr por fora) e correr por puro prazer sem competição alguma, mesmo com si próprio. Por outro lado, se quiser pode gastar muito dinheiro com acessórios e treinamento ultra-especializado. O interessante da modalidade é que há muita gente diferente correndo, com objetivos e propósitos variados e sem conflito nenhum, num clima amistoso difícil de ver por aí.

Eu, por mim, enquanto posso, calço o tênis, me alongo e dou umas pernadas. Quem sabe um dia não serei um praticante do triatlon amador? Ou da nova moda pessoal que aparecer para mim.

admirável cinema novo

13, janeiro 13UTC 2010 às 7:45 am | Publicado em cotidiano | Deixe um comentário
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Estão dizendo que toda a profundidade 3D do Avatar no IMAX que sobra nas imagens falta no roteiro. É verdade.  Mas é o tipo de experiência sensorial que vale a pena, pelo menos enquanto é novidade.

Ao assistir o filme, não pude deixar de lembrar do Cinema Sensível, um dos entretenimentos não químicos dos peronagens alfa do Admirável Mundo Novo do Aldous Huxley.

– Você vai ao Cinema Sensível hoje à noite, Henry? – perguntou o Predetinador-Adjunto. – Ouvi dizer que o novo filme do Alhambra é magnífico. Há uma cena de amor sobre um tapete de urso; dizem que é maravilhosa. Cada um dos pêlos do uso é reproduzido. Os efeitos táteis mais surpreendentes…

Bem-vindos ao futuro.

confiança

12, janeiro 12UTC 2010 às 9:09 am | Publicado em fotos fodásticas (ou nem tanto) | 1 Comentário

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Como diz aquela velha música, segura na mão de Deus e vai!

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alteridade

6, janeiro 06UTC 2010 às 9:08 am | Publicado em desenhos | 1 Comentário
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a primeira vez que me chamaram de pai

5, janeiro 05UTC 2010 às 9:04 am | Publicado em histórias verídicas que realmente aconteceram | 6 Comentários

Com um ano de tentativas sem sucesso algum para engravidar, um casal é tecnicamente chamado de estéril. Estava nesta situação e resolvi procurar um andrologista, já que a causa de infertilidade masculinada é a mais fácil de ser localizada e, teoricamente, de ser tratada também. Como não conheço ninguém que tenha frequentado esta especialidade médica (e se tem não contou pra mim), encontrei um na lista telefônica. Dois critérios foram determinantes para sua escolha: localização (consultório a quatro quadras de casa) e formação (o tal era professor na Federal).

O professor doutor solicitou uma série de exames e deu ênfase para o espermograma, que deveria ser realizado de preferência em uma determinada clínica nova, que possuía uma maneira muito mais atual e precisa de apresentar os resultados. Fiz tudo conforme solicitado e, embora seja um exame um pouco constragedor, não vou dizer que o espermograma seja desagradável.

De posse do laudo, o médico bateu o olhos nas porcentagens e índices do papel e me disse que seria praticamente impossível que eu tivesse um filho. Eu poderia fazer uma cirurgia (a especialidade dele!), mas que isso não adiantaria nada (heim?, então pra que fazer a cirurgia?!) e foi falando em fertilização em vitro outras técnicas modernas de reprodução assistida e bláblálá.

Voltei desolado pelas quatro quadras até em casa. Um misto de tristeza, raiva, frustração e culpa por um crime que nunca cometi. No fim no dia chega um casal amigo, trazendo a feliz notícia de que estavam grávidos do menino que se tornaria nosso afilhado. Foi bonito, ele puxou o violão e cantou uma música com sua esposa, em uma cena inesquecível que transbordava emoção. Não me era permitido sentir inveja, ao máximo compartilhei a alegria com eles.

Poucos dias se passaram, eu ainda naquela imprecisão emocional a flor da pele.

Toca o telefone.

– Alou?

– Alô, pai?!

Pai? O suposto filho continua em voz trêmula e chorosa.

– Alô, pai? Socorro, estou sendo sequestrado!

– Ah, então você é meu filho?

– É, pai, eu sou o seu filho… Socorro, pai, por favor, socorro!

– Meu filho?

– É pai… me ajuda, pai….

Automático, sem pensar em nada e com toda a força de meus pulmões:

– AH, MAS EU QUERIA TANTO TER UM FILHO… VAI TOMAR NO %$, SEU FILHO DA &#$@!!!

E descarreguei todo meu repertório de palavrões, mesmo quando o bandido que tentava me aplicar o golpe do sequestro relâmpago já havia desligado faz tempo. Parei. Respirei e caí na gargalhada junto com minha esposa.

Sem dúvida aquela ligação telefônica foi catártica.

Uma visita a outro médico revelou que não havia nada de errado comigo. O especialista anterior na verdade não sabia interpretar os dados do “novo método”. Uma cirurgia (cujo objetivo era funcional) desobstruiu em minha esposa a dificuldade existente  e uma medicação para estimular a ovulação nos propiciou duas meninas que estão para chegar a qualquer momento.

Espero apenas que a próxima vez que alguém me chamar de pai seja de um jeito bem mais tranquilo.

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