sobre o tempo

11, abril 11UTC 2011 às 10:31 pm | Publicado em cotidiano, paternagem | 10 Comentários

Ultimamente tenho pensando muito em  três coisas.  Tempo, trabalho e dinheiro.

“Ter tempo é uma questão de dar prioridade” e “o tempo é igual para todos: desperdiçá-lo ou ocupá-lo bem é escolha pessoal” são duas afirmações bastante desgastadas, mas que não deixam de ser verdadeiras. Em outras palavras, que escolhas devem ser feitas e que prioridades devem ser dadas para um melhor uso do tempo?

Caso a opção seja gastar o tempo prioritariamente trabalhando – e este trabalho seja remunerado – a consequência direta é o dinheiro. Caso a opção seja gastar o tempo em trabalho não remurado, a consequencia é a ausência dele.

Pois bem, desde que as meninas nasceram optei por priorizar o labor não remunerado de cuidar delas, abandonando várias horas de trabalho remunerado. Gastar mais tempo com elas é esforçar-se mais do que sem elas, mas é a tal da escolha e da prioridade necessária. Nisso é curioso como pais experientes fazem seus comentário a respeito do trabalho quando vêm duas crianças bem pequenas. A maior parte tece  considerações que vão nesta linha:

“Filho é igual jogo de vídeo-game. A cada fase fica mais difícil.”

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“Filhos pequenos, problemas pequenos.  Filhos grandes, problemas grandes.”

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“Ah, que saudade quando os meus tinham essa idade. Agora é que não vivo mais tranquila…”

 

E por aí vai. Mas é claro que tem aqueles que afirmam que a coisa fica cada vez fácil na medida que crescem. Minha percepção vai mais neste sentido. Parece que a coisa toda fica mais fácil a cada mês. E guardo uma secreta convicção de que quanto mais trabalho dedicado nas idades iniciais, menos trabalho necessário nas idades futuras.

Dito isto, fica claro que sobra menos tempo para outras atividades. Por isto, tenho priorizado a vida off-line, na linha do “quero fica na geração 1.0“.   Meu twitter tem problemas de conexão no computador de casa (o que é uma certa dádiva, ao evitar exageros) e reluto em criar meu perfil no Facebook. Mas senti falta de atualizar este blogue (aliás, blogue já está ficando uma coisa ultrapassada: além de me orgulhar de ter feito curso de datilografia e ter usado o DOS, daqui a pouco será motivo de orgulho retrô ter blogue). Mas, mesmo com pouco tempo (que vai aumentando) e quase sem dinheiro (que vai diminuindo), volto ao prazeiroso trabalho não remunerado de deixar as águas dos meandros rolarem. E que venham as próximas fases!

 

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antropomorfismo

19, agosto 19UTC 2010 às 10:55 pm | Publicado em cotidiano, fotos fodásticas (ou nem tanto) | 2 Comentários
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Sim, este blogue anda mais parado que água de poço. As demandas do mundo real são bem mais urgentes que um senso do dever de manter atualizações internéticas.

Mas, em respeito aos meus poucos (porém sinceros) leitores, um resumo ilustrado das últimas notícias.

A dose diária do Alberto Montt.

Quebrei o pé pedalando minha (ex-) fixa em um acidente como o do gueparto acima. A fratura já consolidou e estou quase com todos os movimentos recuperados. Quebrar o pé é pior que quebrar o braço. Já é minha sexta fratura ao longo da vida.

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Postal de 18 anos do Restaurante Green Life. Foto de Maurilio Cheli.

Os sabiás aí de cima lembram muito o cotidiano aqui de casa. Por que será? (Versão mamãe.)

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Uma dessas imagens da internet, modificada segundo a realidade local.

Os macacos aí de cima lembram muito o cotidiano aqui de casa. Por que será? (Versão papai.)

eu estava certo e não sabia

12, julho 12UTC 2010 às 9:55 pm | Publicado em cotidiano | 3 Comentários

Do blogue do José Aguiar.

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Quatro anos atrás escrevia sobre as vantagens do futebol. Experimentava as reações positivas de um neo-torcedor. Hoje vivo sensações inversas. E chego a pensar que bom mesmo era a época em que eu não dava a mínima para o esporte bretão. Seguem alguns eventos que propiciaram a reflexão.

Antes de começar a exploração midiática do caso do goleiro Bruno, perguntaram a um colega do doutorado, que é policial militar, o que tinha achado do último jogo do Brasil. Disse ele que não tinha visto, que não assistia futebol. Nem copa do mundo? Reafirmou que não, que o futebol não tinha como ser algo limpo. Como é um time como o Flamengo, apenas com a renda própria, conseguiria pagar os altos salários dos jogadores sem estar associado com o tráfico de drogas?

Um fotógrafo que veio fazer cobrir uma reportagem aqui em casa se queixou que também precisa aguentar a bagunça em dias de jogo, pois mora igualmente próximo de um estádio. Perguntei se ele torcia para o time da proximidade. Respondeu que depois começar a fotografar profissionalmente o futebol e conhecer a realidade por dentro, não há graça nenhuma.

Nos primórdios da blogosfera, perguntei ao Tiago Rechia para que time ele torcia. Respondeu que torcia para o Atlético, mas que não torce mais. Para nenhum. Depois de conhecer as falcatruas do mundo do futebol, deixou de ser torcedor.

Mas, principalmente, reencontrei um colega de  faculdade.  Na época, ele tinha fortemente associado à sua identidade o seu time do coração e frequemente assistia às aulas vestido com roupas licenciadas do clube. Obviamente comparecia a todos os jogos locais (e muitos em outras cidades) e era um exímio conhecedor da história atual e recente da equipe. Achei-o na praça do Japão, cuidando da filha de dois anos e pouco. Contou que a esposa estava com um ótimo trabalho e era ele quem cuidava da menina o dia todo. Perguntei sobre futebol. Deixei aquela idiotice de lado – respondeu – e hoje só fico sabendo dos resultados para ter assunto com meu sogro. E, estranhamento, começou a falar sobre o quanto era perda de tempo acompanhar futebol.

Perda de tempo e de dinheiro, agora digo eu. Seria extremamente injusto passar um pouco da minha pouca e suada renda (fruto de trabalho e muito estudo) para atletas ricos e ignorantes que quase não merecem ser chamados de atletas. (Depois de correr 90 minutos reclamam de cansaço! Um corredor, nadador ou ciclista corre, nada ou pedala  por dias inteiros com pouca verba sem reclamar. Sem contar que o boleiro poucos anos depois de se aposentar estão todos gordos.)

Este texto pode ser ressaca com o fim da copa, não sei como estarei daqui a quatro anos. Há quem diga que o Mundial no Brasil só vai trazer benefícios. Sei não. Já sinto falta do tempo em que a falta de futebol não trazia prejuízos.

o meu esporte do momento

15, janeiro 15UTC 2010 às 8:00 am | Publicado em bicicleta, cotidiano | 2 Comentários

Várias pessoas quando me vêem pedalando para cima e para baixo dizem que também gostariam de ser esportistas e praticar o ciclismo. Respondo que não uso a bicicleta como esporte, mas como transporte.

E é verdade. Dificilmente utilizo a magrela apenas para me exercitar, melhorar o meu tempo, desenvolver um melhor condicionamento físico e/ou perder barriga. Até porque minha musculatura já está adaptada ao pedal e a bicicleta tem um excelente desempenho energético: pouco esforço gera um grande deslocamento em relação a outros modais. Isto significa que eu deveria fazer um percurso e um esforço considerável para poder queimar calorias significativamente e realmente perder a barriga, coisa que depois dos 30 com o progressivo enfrouxamento dos músculos abdominais torna-se uma preocupação presente.

De tal maneira que utilizar a bicicleta por esporte para mim não vale tanto a pena. Já nadei antes, é um excelente esporte. Trabalha com o corpo inteiro, com a respiração, com um outro meio de deslocamento. Mas a mensalidade da academia não anda acessível e isto de fazer atividade físico com horário marcado nem sempre funciona bem. Sem contar o deslocamento para a academia, mais a troca de roupa (colocar os óculos e a touca de natação podem ser especialmente irritantes), mais o banho depois da piscina, mais o deslocamento de volta. Isto faz com que o tempo gasto para a toda a natação possa chegar até ao triplo da atividade física em si (principalmente se o deslocamento foi motorizado para a academia, o que não faz lá muito sentido).

Assim, hoje já não pedalo, nem nado. Corro. Possui grandes vantagens. Ao colocar o pé fora de casa, você já pode considerar o início do treino, como a caminhada de aquecimento. Uma rua pouco movimentada perto de sua casa (ou um ciclovia calçadovia, um parque, melhor ainda) já serve como pista. O equipamento necessário é apenas um bom tênis  e algumas peças de roupa confortáveis. O resto é com você. (Claro, claro, consultar um médico e um educador físico sempre é recomendado.)

No mais a corrida oferece algumas vantagens. Permite desenvolver melhor a paciência: se deslocar rapidamente em trechos consideráveis é mais difícil contanto só com as pernas, ainda mais no começo. Aguça mais o olhar sobre os detalhes da cidade (ainda mais que a bicicleta). Socializa mais, mesmo sendo um esporte individual.

Parece que a corrida já é o segundo esporte mais praticado no Brasil. Graças a isto -e tendo em vista o interesse financeiro de quem sempre quer lucrar em cima de qualquer coisa- há uma estrutura bem forte se consolidando. Nas cidades grandes (e mesmo nas médias) há um grande número de provas coletivas durante o ano que acabam propiciando um senso de unidade, um evento interessante, uma boa avaliação de seu próprio desempenho, uma camiseta e uma medalhinha simpática no final.

Claro que o corredor pode passar longe de tudo isso (literalmente, correr por fora) e correr por puro prazer sem competição alguma, mesmo com si próprio. Por outro lado, se quiser pode gastar muito dinheiro com acessórios e treinamento ultra-especializado. O interessante da modalidade é que há muita gente diferente correndo, com objetivos e propósitos variados e sem conflito nenhum, num clima amistoso difícil de ver por aí.

Eu, por mim, enquanto posso, calço o tênis, me alongo e dou umas pernadas. Quem sabe um dia não serei um praticante do triatlon amador? Ou da nova moda pessoal que aparecer para mim.

admirável cinema novo

13, janeiro 13UTC 2010 às 7:45 am | Publicado em cotidiano | Deixe um comentário
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Estão dizendo que toda a profundidade 3D do Avatar no IMAX que sobra nas imagens falta no roteiro. É verdade.  Mas é o tipo de experiência sensorial que vale a pena, pelo menos enquanto é novidade.

Ao assistir o filme, não pude deixar de lembrar do Cinema Sensível, um dos entretenimentos não químicos dos peronagens alfa do Admirável Mundo Novo do Aldous Huxley.

– Você vai ao Cinema Sensível hoje à noite, Henry? – perguntou o Predetinador-Adjunto. – Ouvi dizer que o novo filme do Alhambra é magnífico. Há uma cena de amor sobre um tapete de urso; dizem que é maravilhosa. Cada um dos pêlos do uso é reproduzido. Os efeitos táteis mais surpreendentes…

Bem-vindos ao futuro.

no apagar das luzes

16, novembro 16UTC 2009 às 8:36 pm | Publicado em cotidiano, curitiba | 2 Comentários
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Foto daqui.

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Discreto, meio acabado e sutilmente elegante, o Cine Luz se foi do jeito que era.  Sem tanto alarde e choradeira como o fim do Cine Ritz – que contou com abaixo-assinado, manifestações de protesto e últimas sessões concorridas – o penúltimo cinema de rua de Curitiba cerrou suas portas na última sexta-feira 13.

Confesso que já fazia tempo que não frequentava as poltronas do Luz, a sessão gratuita para professores do início da tarde de sábado do Unibanco Arteplex estava preenchendo este lugar de preços populares e filmes distantes do circuitão. Mas a possibilidade de meio ingresso (a dois reais!) e de um cinema do outro lado da quadra da Universidade na minha época de calouro  não só marcou minha trajetória afetiva com a sétima arte como foi determinante em minha formação acadêmica. Aprendi mais com os filmes europeus com som ruim do que com muitas matérias burocráticas do ensino superior. A economia nos cinemas da Fundação Cultural  (e a novidade da carteira de estudante) me permitia frequentar ao menos um filme por semana. Em certa ocasião cheguei a ter assistido a todos as películas em cartaz do guia cultural do jornal. Bons tempos.

É certo que o cinema não tinha lá muitos frequentadores. Eu sempre torcia para assistir um filme totalmente sozinho. Nunca consegui, pois sempre havia pelo menos mais alguéns que apareciam (este sonho só foi realizado anos mais tarde, paradoxalmente, em multiplex de shopping). Mas isto é sinal de que eles existiam. E tenho certeza que para eles o Luz não era pouca coisa.

A prefeitura promete reabrir o Luz na nova rua Riachuelo. Sinceramente, tomara que abra. Mas é a mesma prefeitura que promete dar um jeito no aterro do Caximba, metrô e ciclofaixas. Sei não.

Sobem os créditos.

pra matar a sede sem tradição

6, julho 06UTC 2009 às 3:33 pm | Publicado em cotidiano | 3 Comentários

– Vai um chima?

Tomar chimarrão é um hábito tão frequente quanto oferecê-lo. A hospitalidade e a qualidade artesanal da cuia e da feitura da erva mate são valores inserparáveis de uma tertúlia.

Por isso muita gente pode estranhar se alguém oferecer:

– Vai um Xima?

E oferecer um refrigerante.

xima

É um desses refris de baixa caloria levemente gaseificados com cara de água mineral, mas que continuam sendo refrigerante. Realmente, é estranho um chimarrão (ou chá de erva mate) industrializado e com cara modernosa.  Mas se o pessoal bebe derivados de chá verde a torto de a direito devido às suas propriedades saudáveis – considerando que a planta é originária de outro lado do planeta –  por que não fazer o mesmo com uma planta daqui com propriedades iguais (ou dizem alguns, até superiores)?

Quando ao gosto… bom, prefiro o original, sem gás nem fenilalanina. Vai um chima?

meus pêsames não bastam

24, junho 24UTC 2009 às 10:09 pm | Publicado em cotidiano | 3 Comentários
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Yuriy_Kosobukin_UkrineCharge do Yuriy Kosobukin, da Ucrânia

Sinceramente, nunca sei o que dizer a alguém enlutado durante o velório. Os “meus pêsames” e/ou “meus sentimentos” sempre me apareceram artificiais demais, cumprindo tabela. Se for para dizer isso, parece melhor não dizer nada. Uma conversa informal também é perigosa, pois o risco de soltar um “tudo bem?” automático é grande. E é lógico que não está tudo bem.  Assim fico lá meio sem jeito, acreditando que vale mais a presença e um abraço de verdade do que palavras pouco inspiradas.

Dito isto, posso afirmar o que mais me chocou na entrevista do pai do ex-deputado Fernando Carli Filho. Não foi o comentário da volta do filho à política, nem a negação de que a carteira estava suspensa. Foi a afirmação de que logo ele e sua esposa procurariam os pais dos rapazes falecidos para conversar.

O que é que se fala para pais  enlutados quando foi o seu filho o assassino? Se os “meus pêsames” mal servem em uma ocasião normal, imagine nesta. Desculpe? Erramos na educação? Entendemos o que estão passando? Se precisarem alguma coisa estamos por aí?

A Sílvia Calciolari já escreveu que deve ser duro ser a mãe deste ex-deputado. Concordo. Entre os muitos boatos que rondam o caso, um dos mais frequentes é que esta mesma mãe não estava em Curitiba quando aconteceu o “acidente” porque viajava em perigrinação na Terra Santa pedindo para uma recuração moral do filho, que já andava em caminhos tortos há algum tempo.

A família de uma das vítimas já se pronunciou indignada, com razão, com a entrevista recente.  Confesso que estou muito curioso sobre como essa conversa acontecerá, se é que acontecerá. Aliás, por que ficar anunciando isto? Por que não conversaram até agora?  (Como diz aquela velha música de AM: “você tem meu endereço / você tem meu telefone / mas você não passa lá”. )

Há tempo eu já sei que políticos são caras-de-pau. Mas não imaginei que fossem tanto assim.

lições que a vida me ensinou

18, maio 18UTC 2009 às 9:39 pm | Publicado em cotidiano | 8 Comentários

cotovelo.

Creio que devo satisfações devido a quase um mês sem atualizações neste espaço.  Sendo destro, quebrei o braço direito (na verdade o cotovelo) em um acidente bobo de bicicleta (onde o agressor, a vítima e o socorrista eram a mesma pessoa). Se isto não me impediu de levar a vida normalmente (se levar a vida normalmente significa não fazer nenhuma atividade física de impacto moderado, não desenhar, não tocar violão e/ou jogar Nintendo Wii), ao menos tornou mais lenta algumas atividades (as que envolviam digitação, por exemplo), deixando uma pilha de atividades por fazer que estou tentando atualizar agora.

Esclarecido, seguem abaixo precisas lições de vida que não são generalizáveis para ninguém. 

 

1. O braço esquerdo é capaz de coisas que o direito nem imagina.

 

Um pouco de treino e o lado sinistro acaba se revelando. Me orgulhei muito de conseguir ser legível escrevendo no quadro e de passar desodorante sozinho em ambos os sovacos.

 

2. As pessoas (não-motoristas) são prestativas no ônibus

 

Uma tipóia e gesso visíveis conseguem facilmente lugar para sentar. O segredo é o contato visual com as pessoas sentadas nos assentos preferenciais.

 

3. Os motoristas (não-pessoas) não são prestativos no ônibus

 

O aviso sonoro de “porta fechando” nos biarticulados era um alerta para tomar uma decisão rápida entre desistir de entrar/sair no ponto certo ou arriscar perder o que sobrou do braço em recuperação. Mais ou menos como um Dante chegando no inferno: “Deixai toda esperança nas portas 2 e 4.”

 

4. Cansa repetir a mesma história 1.542 vezes

 

Compreendia e agradecia a empatia de todo mundo ao me ver engessado, mas confesso que chegava às vezes ser irritante contar a mesma história sempre.  Por isso criava várias versões e até inventava algumas bem diferentes. Mas na maioria das vezes contei a mesma coisa. Pensei seriamente em colocar como aconteceu o acidente todo em detalhes em algum site (com fotos, simulações em 3D e depoimentos) e entregar o endereço para quem preguntasse. Seria menos trabalhoso. Mas bem menos empático da minha parte.

 

5. O capacete é importante

Eu já sabia, mas a hipótese só foi corroborada. Se não fosse por ele, era a cabeça que estaria engessada.

 

6.  Todos tem uma história sobre acidente de moto

Ouvi algumas vezes o comentário (idiota): “é por isso que não ando de bicicleta”. Mas ouvi muito mais sobre fraturas e sérias consequências de acidentes com motocicletas. Caindo da bicicleta, fraturei o cotovelo, mas não precisei de cirurgia, bastou esperar que o corpo cuidasse de si. De moto talvez nem o capacete desse conta e nem haveria cotovelo inteiro para contar a história.

Pronto. Agora que cotovelos estão inteiros e na impossibilidade que eles tem de se expressar, falarei, enfim, pelos cotovelos.

feliz páscoa!

12, abril 12UTC 2009 às 9:45 am | Publicado em bicicleta, cotidiano | 2 Comentários

jesus-numa-bike3

Imagem roubada daqui.

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E já que não tem Jesus numa bici, vai Jesus numa moto.

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