troféu meandros 2011
31, dezembro 31UTC 2011 às 2:11 pm | Publicado em sem categoria melhor | Deixe um comentárioNo apagar das luzes de 2011, a prova de que o blogue sobrevive. Eis os melhores do ano em minha modesta e limitada opinião. Modesta, porque devo ser um dos melhores modestos do mundo. E limitada porque com a imersão offline que tenho praticado, estou por fora da indústria cultura, excetuando algumas categorias como os livros – que consegui ler em bom número – e a novíssima categoria DVD Infantil – esta sim extremamente bem vivenciada.
Bom, vamos os vencedores!
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Livro
A Cidade Ilhada – Milton Hatoun
Este livro de contos é uma pequena pérola. O autor amazonense prova que além de dominar o romance, é mestre também no gênero do conto. Livro daqueles que te pegam pelo cabelo e te arrastam até o fundo das águas do Amazonas.
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Breves entrevistas com homens hediondos – David Foster Wallace
Fodástico. E ponto.
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Amor nos tempos do Cólera – Gabriel Garcia Marques
Filme
127 horas
Não chega a ser nenhum Na natureza selvagem, mas a história real de um jovem aventureiro preso sozinho no meio do nada guarda suas semelhanças. Assisti sem conhecer sobre o desfecho do problema do rapaz espremido entre pedras no deserto – um previsível desfecho, mas mesmo assim estarrecedor – e isto contribuiu para valorizar melhor a experiência cinematográfica. O diretor poderia facilmente apelar para soluções sádicas, mas preferiu uma bela fotografia e uma competente trilha para contar este exemplo extremo da capacidade de tomada de decisão frente à desafios reais.
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Tropa de Elite 2
Nem de longe foi tão comentado como o primeiro, mas enquanto tentativa de reflexão da violência cotidiana e seus fatores, é infinitamente melhor (embora limitado, como é de se esperar de uma obra fechada de entretenimento). Enquanto o Capitão Nascimento pôde ser adotado como um ótimo anti-herói para quem ainda vê o mundo na ótica maniqueísta, o Coronel Nascimento não goza de tanto prestígio por não permitir soluções fáceis. Precisa interagir com a mídia, a política, as ONG´s, as mílicias e a interação entre elas. Por isso – e por não deixar de ser um ótimo filme de ação – Tropa 2 não pode deixar de ser relembrado como um dos destaques do ano.
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Em um mundo melhor
Este filme dinamarquês, que ganhou outro prêmio de menor significância (o Oscar de filme estrangeiro de 2010), faz uma ótima discussão sobre a não-violência e seus meandros, sem meios termos.
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CD
Feito pra acabar – Marcelo Jeneci
O Marcelo Jeneci já está por aí faz tempo, compondo e tocando gaita com/para diversos nomes da MPB e este CD só coroa seu bom trabalho. Poesia e melodia de primeira, muito melhor que aquele seu xará, que tenta fazer isso e só sai mimimi, o Camelo.
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Sou Suspeita Estou Sujeito Não Sou Santa – Anelis
A filha do Itamar Assunção chega com um disco irresistível, de um balanço e arranjos que conseguem ser ao mesmo tempo refinados e grudentos (o que é extremamente raro por aí).
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A Banda Mais Bonita da Cidade – A Banda Mais Bonita da Cidade
O disco vai muito além do famosíssimo clipe e do amor e ódio que a banda conquistou. Vale uma ouvida bastante atenta pois há muito mais que cabe na despensa.
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Videogame
Yoshi Island DS
Como nunca tive nenhum console da Nintendo até o Wii, não conheci Yoshi Island, tido como um dos melhore jogos de plataforma de todos os tempos, na sua época, a saudosa (?) década de 90. Mas sabendo agora que havia um remake muito parecido para o DS, pude comprovar o mérito do jogo. Realmente, é diversão despretensiosa e ótima jogabilidade, tudo o que posso querer de um jogo de videogame.
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Monkey Island SE
Os jogos da série Monkey Island foram os que trouxeram maior influência em minha formação. O que sei de inglês e o cabelo comprido que usei até o início do século XXI se deve ao Guybrush Threepwood. É por isso que foi muito emocionante rever a série repaginada -com gráficos e música ao mesmo tempo melhorados e extremamente fiéis ao original – na versão que joguei para iPod.
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Metroid Pinball
Um jogo de Pinball para o Nintendo DS com elementos adicionais interessantes. Diversão despretensiosa e ótima jogabilidade, tudo o que posso querer, bom você já sabe.
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HQ
Scott Pilgrim contra o mundo – Bryan Lee O`Malley
Não é uma HQ que prime pelo conteúdo. A forma, porém, confere uma velocidade e envolve elementos culturais pop – principalmente oriundos do videogame – tão fortemente que não a deixam ser esquecida facilmente. Ao contrário, o envolvimento na leitura foi algo que não tinha sentido há algum bom tempo. A boa tradução e a boa adaptação também ajudaram muito.
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Aventuras de uma criminóloga (Julia Kendall)
Garantia de sempre um ótimo roteiro e uma condução gráfica caprichada. A melhor regularidade em gibi de todos os tempos.
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RED – Aposentados e Perigosos
Comprei em um sebo e li esperando o ônibus numa rodoviária. Me surpreendi com uma história com começo, meio e fim, bem desenhada e roteiro convincente. Ótimo e por isso me nego a ver o filme para não estragar a boa experiência.
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Blogs
Faça chuva ou sol, caiam e ergam-se governos, quebrem-se e consertem-se os paradigmas, lá está o catatau sempre com uma perspicaz e fora do (senso-)comum análise do entorno. Agora em endereço novo, mas com constância no forte conteúdo contra a “jornal hojealização” da contemporaneidade, num blogue feito à unha, sem patrocínios e suporte de grandes mídias ou portais.
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Já sob o guarda-chuva da Gazeta do Povo, Alexandre Costa Nascimento fez bonito em 2011 no que, já se pode dizer, é o mais importante blogue de bicicletas de Curitiba. Além de abordagens jornalísticas e furos que só seriam permitidos com o apoio oficial de um veículo de comunicação de porte, o Ir e Vir de Bike chegou a trazer mais informações sobre eventos cicloativísticos (antes e depois) do que os veículos oficiais (como o próprio blogue da bicicletada).
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O Willian Cruz tem feito também um ótimo trabalho em Sampaulo com o cicloativismo, mas seus post alcançam o Brasil todo, chegando até a citar situações aqui de Curitiba. A repaginada do visual do blogue ajudou muito, fazendo jus À sua qualidade.
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DVD Infantil
O Livro das Brincadeiras Musicais da Palavra Cantada
Depois de quase 20 anos de estrada, o Palavra Cantada já reúne um bom (e bota bom nisso) repertório. O que esta coleção de 5 DVDs (+ 5 CDs + 5 livrinhos) fez foi transformar as músicas em brincadeiras, principalmente para instrumentar professoras de arte com habilitação em música em levar atividades relacionadas às escolas. Mesmo crianças pequenas (como as minhas, hehe) se encantam com o material e aprendem movimentos, conceitos e melodias naturalmente. E o melhor, as músicas são tão boas que não há incômodo em que elas fiquem alojadas em sua cabeça o dia todo.
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Minuscule
Esta série francesa que mistura animação com documentários sobre a vida dos insetos sem usar palavras é fantástica. É jargão dos jargões, mas seus episódios de 5 minutos agradam crianças de todas das idades, principalmente as adultas. Pena que não saiu oficialmente no Brasil, restando apenas o acesso pela internet.
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Cocoricó
Esta produção brasileira não deixa nada a dever para qualquer bom programa infantil do mundo todo. Destaque para os DVDs de clipes musicais com composições do Hélio Ziskind.
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Parabéns aos vencedores! Relembre os vencedores dos anos anteriores aqui:
E um ótimo 2012! Até!
não é o fim
2, outubro 02UTC 2011 às 1:06 am | Publicado em meandros | 3 ComentáriosNão é o fim do blogue. Mas estava devendo uma explicação ao eventual leitor que pode aparecer por aqui. Trata-se de um hiato indeterminado que já em acontecendo há algum tempo.
Estou em exílio voluntário nos serviços não-vitais das internet (entenda-se redes sociais e entretenimento). Isto tem me feito um bem danado, sobretudo no manejo do tempo. Enquanto tiver um doutorado para tocar e crianças pequenas para cuidar provavelmente será assim. Mas, de repente, pode surgir um novo post a qualquer momento, porém sem compromisso.
Sinto falta do blogue, é verdade. Principalmente do contato com os amigos que aqui fiz ou aperfeiçoei a amizade. Mas isto há de voltar, cada coisa a seu tempo.
Por hora, deixemos os duendes do Liniers de castigo observando as rasas funduras destes meandros parados.
Ardil-22
20, julho 20UTC 2011 às 11:00 pm | Publicado em literatura | Deixe um comentário
Tudo bem que o livro é sobre a força aérea americana em uma campanha na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Mas tive que me assegurar que o autor não era inglês assim que comecei sua leitura. Não era. Joseph Heller é americano, mas o non-sense, a sutil ironia e o debochante escárnio convivendo juntos em harmonia no Ardil-22 é típico do humor inglês.
O livro é um libelo contra a estupidez humana (em especial, a estupidez humana na sua forma mais pura e poderosa, a guerra) e um clássico do pensamento divergente e da desobediência civil (ou desobediência militar, neste caso). Yossarian, o personagem principal, só quer sair da guerra vivo. Mas a burocracia kafkiana (principalmente na forma do tal Ardil-22) e a miríade de personagens impagáveis que o cercm fazem com que tal desejo pareça insanidade, enquanto a razão fica de posse da tradição burra e autoritária.
Heller consegue, com sua narrativa não-linear e sua lógica pouco ortodoxa, expor as feridas humanas com a força de que só humor em sua melhor forma conseguiria.
Como diziam os manifestantes contra a Guerra do Vietnan:
Yossarian lives!
E continua cada vez mais vivo.
uma noite em curitiba
9, maio 09UTC 2011 às 11:28 pm | Publicado em literatura | 1 ComentárioEste livro carrega ao mesmo tempo as principais características consagradas em livros diferentes da prosa do Tezza. Possui traços autobiográficos (o personagem principal é um professor universitário da área de humanas), dois narradores (há cartas do pai e narrativas do filho preenchendo as lacunas), cenário no centro de Curitiba (o máximo de afastamento da trama é na BR, limite da cidade)e as deliciosas digressões dos narradores em suas elocubrações próprias.
O romance é todo seguindo um certo suspense crescente, o leitor é conduzido atrás de algum evento que não sabe necessariamente do que se trata. Mas mais do que a revelação ao final da obra, o que vale é o tortuoso caminho percorrido entre textos acadêmicos, fugas em motéis, jornadas científicas e interpretações histriônicas.
Como curiosidade, a obra não é só datada pelos cabeçalhos das cartas. Há alguns detalhes que revelam a características (já moribundas naquela época) do início dos anos 90: arquivos de computador com apenas oito caracteres e o comentário entre passageiros de táxi sobre a falta de hábito do brasileiro em usar o cinto de segurança.
Pena que o livro é curto e não chega a empolgar como os outros que já li até agora do autor. Mas, de qualquer modo, vale muito mais que uma noite apenas.
mãe
7, maio 07UTC 2011 às 9:31 am | Publicado em desenhos | 1 ComentárioFiz este desenho, como quem tira uma foto, nas semanas intermináveis de chuva de janeiro. Minha esposa não saía da janela, observando (numa evidente identificação) uma sabiá que protegia seus pequenos filhotes da água torrencial que caía sem trégua. A sabiá precisava fazer breves saídas para buscar alimento deixando os pequenos pássaros em risco, um dilema. E uma mãe torcia para a outra.
Mãe é isso. Levar toneladas de chuva nas costas, preocupada com os poucos pingos nos filhotes. E ainda colocar o coração onde a vida se faz ameaçada.
Feliz Dia das Mães!
coisa de macho
2, maio 02UTC 2011 às 9:40 pm | Publicado em histórias verídicas que realmente aconteceram | 7 ComentáriosTags: cabeleireiro, salão de beleza
- Vinte reais.
- Quanto é só para passar a máquina?
- Vinte reais.
- Vinte reais só para passar a máquina? Tá bom.
breves entrevistas com homens hediondos
20, abril 20UTC 2011 às 8:33 am | Publicado em literatura | 1 Comentário.
“Este é um ótimo livro sobre relacionamentos e a incapacidade real de comunicação entre os seres humanos.”
É o tipo da frase que me faria evitar a todo custo a obra mencionada, dado o número de livros de autoajuda, romance e poesia baratas que trataram de banalizar os temas. Ainda bem que “Breves Entrevistas com Homens Hediondos”, de David Foster Wallace, não me foi apresentado assim (embora seja até uma boa descrição da coletânea de contos).
A primeira coisa do Wallace que tive contato foi o trecho do discurso que ele proferiu como paraninfo em uma cerimônia de formatura, publicado na revista piauí por ocasião do seu suicídio, em 2008. Esqueça o discurso do Steve Jobs como exemplo de oratória em formaturas; esta pequena peça, sim, é realmente impressionante. Busquei então o que havia do autor em português e encontrei o “Breves Entrevistas”, que entrou para a fila das minhas leituras. Só agora consegui terminá-lo.
Não é uma leitura que permita velocidade, é preciso tempo para digeri-lá. Mas nem tanto pela estrutura (Wallace apresenta uma literatura quase experimental, com recursos como listas de respostas sem as perguntas, fórmulas maemáticas e notas de rodapé mais abundantes e importantes que o próprio texto, só para citar algumas estratégias mais simples de descrição). É muito mais pelo conteúdo. É um chute no saco, um pé no peito, unha na carne, um dedo na ferida mesmo, como quiser. As ideias são tratadas com uma crueza e despudoramento de quem não tem nada a perder.
E falando em perder, não dá para deixar de notar algumas temáticas depressivas/suicidas já presentes no decorrer dos contos: o diálogo egocêntrico e monótono do depressivo, o (mal) efeito das medicações, a psicoterapia que não anda e o próprio suicídio de maneira velada ou clara.
Mas, mais do que pelos contos, Wallace recebe elogios unânimes da crítica internacional principalmente pelos seus romances, que não me atrevo a ler em inglês. Agora mesmo está sendo lançada uma obra incompleta póstuma. É de se lamentar o fim de um escritor genial da maneira como aconteceu.
Poucas vezes vi relacionamentos humanos e a comunicação tão bem representadas como nos contos deste livro. Coisa que só a boa arte consegue fazer.
o nível da pós-graduação no Brasil
13, abril 13UTC 2011 às 9:23 pm | Publicado em desenhos, educação | 2 ComentáriosTags: CAPES, CNPq, doutorado, mestrado, pós-graduação
Dedico estes quadrinhos à atual política de resultados da CAPES e do CNPq.
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sobre o tempo
11, abril 11UTC 2011 às 10:31 pm | Publicado em cotidiano, paternagem | 7 ComentáriosUltimamente tenho pensando muito em três coisas. Tempo, trabalho e dinheiro.
“Ter tempo é uma questão de dar prioridade” e ”o tempo é igual para todos: desperdiçá-lo ou ocupá-lo bem é escolha pessoal” são duas afirmações bastante desgastadas, mas que não deixam de ser verdadeiras. Em outras palavras, que escolhas devem ser feitas e que prioridades devem ser dadas para um melhor uso do tempo?
Caso a opção seja gastar o tempo prioritariamente trabalhando – e este trabalho seja remunerado – a consequência direta é o dinheiro. Caso a opção seja gastar o tempo em trabalho não remurado, a consequencia é a ausência dele.
Pois bem, desde que as meninas nasceram optei por priorizar o labor não remunerado de cuidar delas, abandonando várias horas de trabalho remunerado. Gastar mais tempo com elas é esforçar-se mais do que sem elas, mas é a tal da escolha e da prioridade necessária. Nisso é curioso como pais experientes fazem seus comentário a respeito do trabalho quando vêm duas crianças bem pequenas. A maior parte tece considerações que vão nesta linha:
“Filho é igual jogo de vídeo-game. A cada fase fica mais difícil.”
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“Filhos pequenos, problemas pequenos. Filhos grandes, problemas grandes.”
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“Ah, que saudade quando os meus tinham essa idade. Agora é que não vivo mais tranquila…”
E por aí vai. Mas é claro que tem aqueles que afirmam que a coisa fica cada vez fácil na medida que crescem. Minha percepção vai mais neste sentido. Parece que a coisa toda fica mais fácil a cada mês. E guardo uma secreta convicção de que quanto mais trabalho dedicado nas idades iniciais, menos trabalho necessário nas idades futuras.
…
Dito isto, fica claro que sobra menos tempo para outras atividades. Por isto, tenho priorizado a vida off-line, na linha do “quero fica na geração 1.0“. Meu twitter tem problemas de conexão no computador de casa (o que é uma certa dádiva, ao evitar exageros) e reluto em criar meu perfil no Facebook. Mas senti falta de atualizar este blogue (aliás, blogue já está ficando uma coisa ultrapassada: além de me orgulhar de ter feito curso de datilografia e ter usado o DOS, daqui a pouco será motivo de orgulho retrô ter blogue). Mas, mesmo com pouco tempo (que vai aumentando) e quase sem dinheiro (que vai diminuindo), volto ao prazeiroso trabalho não remunerado de deixar as águas dos meandros rolarem. E que venham as próximas fases!
menos blogues, mais livros
23, janeiro 23UTC 2011 às 9:37 pm | Publicado em desenhos, meandros | 3 Comentários
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